WORKSHOP DEBATE ASPECTOS DO CLIMA ESPACIAL
Publicado em: Brasília, 10 de outubro de 2013

Brasília 10 de Outubro de 2013 – O programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), que monitora o comportamento do Sol e seus efeitos na Terra para gerar alertas úteis na operação de satélites, navegação de aeronaves, linhas de transmissão de energia, sistemas de comunicação, de defesa e até plataformas de petróleo, promove nesta sexta-feira (11) o Workshop com Usuários 2013.

Especialistas das empresas Embraer, Azul Linhas Aéreas, Atech, Furnas, dos órgãos governamentais Inmetro e IBGE, e das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP), entre outras entidades debaterão questões relacionadas ao clima espacial.

“Estamos entrando em uma nova fase e apresentaremos outros produtos, que foram discutidos com os usuários no workshop anterior”, informa Clezio De Nardin, gerente do Embrace. Para ele,  “o evento é uma oportunidade de levantar as necessidades tecnológicas de cada área”.

Neste,  que é o segundo workshop com os usuários, serão formados grupos de trabalho nos seguintes temas: sistemas de posicionamento baseado em satélites, telecomunicações, sistemas tecnológicos de superfície, operações de satélite, lançadores e sistemas espaciais, e academia.

Mais informações e a programação do workshop estão na página http://www.inpe.br/climaespacial/workshop2013usuarios/.

Clima espacial

O Embrace monitora a atividade solar, o meio interplanetário, o campo magnético terrestre e as condições ionosféricas. Estuda fenômenos como tempestades geomagnéticas e bolhas de plasma, capazes de causar interferências em sistemas de satélites de posicionamento, como o GPS, além da possibilidade de induzir correntes elétricas em transformadores de linhas de transmissão de energia, por exemplo.

Tempestades geomagnéticas são tumultos na alta atmosfera provocados por erupções do Sol e podem interromper momentaneamente o trabalho de satélites. Outras áreas também podem sofrer perdas por causa desse fenômeno, como o setor de telecomunicações, a estabilidade de usinas nucleares, sistemas de defesa nacional, entre outros.

Esses fenômenos são particularmente mais intensos no ambiente espacial brasileiro, devido à grande extensão territorial do país, distribuída ao norte e ao sul do equador geomagnético, à declinação geomagnética máxima e à presença da Anomalia Magnética do Atlântico Sul. A ocorrência de bolhas de plasma na ionosfera (responsáveis por aumentar o erro do GPS) também é mais frequente no Brasil.

O Embrace oferece informação em tempo real, na internet, e realiza previsões sobre o sistema Sol-Terra para diagnósticos de seus efeitos sobre diferentes sistemas tecnológicos, em áreas como navegação e posicionamento por satélite (aeronaves, embarcações, plataformas petrolíferas, agricultura de precisão), comunicação (satélites geoestacionários, aeronaves), distribuição de energia (linhas de transmissão, dutos de distribuição de gás natural e petróleo), além dos sistemas de defesa nacional.

Por meio de estudos sobre os processos eletrodinâmicos da ionosfera equatorial e de baixas latitudes, os pesquisadores do Inpe monitoram parâmetros físicos como características do Sol, do espaço interplanetário, da magnetosfera, ionosfera e da mesosfera.

O monitoramento do clima espacial é resultado de décadas de pesquisas no Inpe, que, criado em 1961, teve suas primeiras atividades voltadas para as ciências espaciais e atmosféricas. O pioneirismo nos estudos dos processos básicos da interação Sol-Terra, realizados por meio de observações e abordagem teórica e simulação computacional, resultou nos últimos anos na criação do Embrace.

Veja também: www.inpe.br/climaespacial

Fonte: Ascom/Inpe