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Workshop apresenta resultados alcançados pelo PeruSat em mais de dois anos

Publicado em: 11/12/2018 18h12 Última modificação: 11/12/2018 18h19

O significativo crescimento do arquivo de imagens produzido em pouco mais de dois anos de operações pelo satélite PeruSAT fez parte das discussões do 2º Workshop Internacional PeruSat – Lecciones Aprendidas 2018 – promovido pela Agência Espacial Peruana (Conida), na cidade de Pucusana, no Peru, no período de 4 a 6 de dezembro.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) participou do encontro que reuniu representantes de diversos órgãos governamentais do país andino, bem como participantes do setor espacial da Argentina, Bolívia, Brasil, França e Paraguai e de empresas do segmento.

O diretor de Transporte Espacial e Licenciamento, Brigadeiro Rogério Luiz Veríssimo Cruz, representante da AEB abordou em sua apresentação, intitulada Brazilian Experience in Earth Observation Space Technology, um relato histórico dos antecedentes do Programa Espacial Brasileiro, as principais conquistas e as perspectivas futuras para o programa.

Durante as discussões ficaram evidentes os relevantes impactos socioeconômicos decorrentes das atividades do Centro Nacional de Operações de Imagens Satelitais (CNOIS), localizado na Base Científica Punta Lobos (Pucusana), a pouco mais de 60 km de Lima, capital do Peru.

Nos primeiros 14 meses em órbita, o PeruSAT-1 cobriu 15 milhões de km2 e produziu 71.000 imagens repassadas a dezenas de clientes. Agora com dois anos em operação o número chega a 171,500 imagens das quais, aproximadamente, 40.000 são afetas ao território peruano. O satélite tem dez anos de vida útil mínima estimada, mas a expectativa é que possa chegar a 12 ou 14 anos.

Lançado ao espaço em setembro de 2016, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, desde então o sensor serve a uma ampla comunidade de usuários governamentais, civis e militares, entregando o desenvolvimento de aplicações em tempo útil para benefício da informação do País e do governo do Peru.

O PeruSAT pesa 430 kg está numa órbita polar de 694 km de altitude, e de lá, com seu telescópio, pode tirar fotos de qualquer lugar da Terra. A lista de tecnologias agregadas ao engenho peruano permite ao mesmo trabalhar com 70 cm de resolução submétrica.

Foto: Conida

Coordenação de Comunicação Social – CCS

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