SATÉLITES
Publicado em: Brasília, 20 de setembro de 2012

O espaço exterior é o único local de onde se pode observar a Terra como um todo. Desde 1957, quando o primeiro satélite artificial, Sputinik I, Sputinik I, foi colocado em órbita pela extinta União Soviética, quase 4,5 mil outros engenhos foram lançados. Os satélites exercem as mais variadas funções, entre elas: permitem as telecomunicações e estudos meteorológicos, são usados para fins científicos e militares, realizam o imageamento da Terra, coletam dados importantes de regiões remotas e permitem precisão no posicionamento global.

Dadas as dimensões territoriais e potencial científico do Brasil, algumas atividades podem ser realizadas com mais eficiência auxiliadas pelo uso de satélites, tais como:

Monitoramento de nível e qualidade da água de grandes áreas, como aquelas destinadas à produção agrícola;
Detecção e acompanhamento das áreas desmatadas e queimadas;
Coleta de dados ambientais em locais de difícil acesso, como o interior da Amazônia e a extensa área litorânea;
Detecção de eventos extremos, como fortes chuvas, ciclones etc; e
Comunicações.

A Agência Espacial Brasileira é responsável pela implementação, coordenação e supervisão de projetos e atividades relativas aos satélites e suas aplicações. Com isso, contribui para as políticas públicas, para a capacitação da indústria brasileira e para promover a autonomia do setor espacial.
Nossos Satélites

O Programa Espacial Brasileiro começou em 1979, com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). Os satélites desenvolvidos dentro desse programa foram os SCD-1 e 2 (Satélite de Coleta da Dados), lançados, respectivamente, em 1993 e 1998. Além disso, Brasil e China assinaram, em julho de 1988, um acordo de cooperação para o desenvolvimento do projeto conhecido como Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), cuja função é imagear a Terra.

Mais três satélites estão sendo desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pela execução dos projetos. O Amazônia-1, que será usado para imageamento da região amazônica, a Sabia-mar, desenvolvido em cooperação com a Argentina para estudos oceânicos, e o GPM-Brasil, para estudos meteorológicos.