SATÉLITES REGISTRAM 49% MENOS DE QUEIMADA EM NOVE MESES
Publicado em: Brasília, 6 de setembro de 2013

Brasília 06 De Setembro De 2013 – O registro de focos de incêndio no país diminuiu 49% de janeiro até esta segunda-feira (2), em comparação com o mesmo período de 2012, quando houve 78.440 ocorrências. Pelas imagens captadas por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram identificados 39.253 focos de queimadas.

Apesar da redução de 28% em relação ao ano passado, Mato Grosso é onde houve o maior número de queimadas, com 8.838 ocorrências este ano. O Tocantins é o segundo estado mais afetado, com 4.834 focos este ano, com decréscimo de 38% em relação a 2012. Maranhão registra 4.227 pontos de queimada, 73% a menos que no ano passado, com 15.687 ocorrências. Estado tradicionalmente crítico em relação a queimadas, o Pará teve 3.210 focos, uma redução de 61% em relação aos 8.393 casos do mesmo período de 2012.

O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, explica que, este ano, as condições climáticas estão menos propícias aos incêndios, diferentemente de 2012, que foi mais seco. “A redução de quase 50% dos focos detectados é muito significativa e isso é particularmente notado em estados onde tradicionalmente há muitas queimadas como Mato Grosso, Maranhão e Pará. Este ano, o clima está mais ameno, mais úmido. A chuva foi mais intensa ou próxima da normalidade. A maior parte do Brasil Central ficou com a precipitação dentro da média histórica. Nos anos em que se tem uma estiagem muito prolongada o uso e a propagação do fogo também aumentam o que não é o caso este ano”, diz Setzer.

Os satélites detectaram que em São Paulo, porém, houve crescimento de 19% no número de focos de incêndio este ano em relação a 2012, não só pelo tempo mais seco como pelo aumento do uso do fogo nas áreas rurais para a colheita manual da cana-de-açúcar. Setzer também destacou que estão ocorrendo focos criminosos de incêndio em unidades de conservação, como na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, no Parque Nacional do Araguaia, no Tocantins, e no Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso.

Fonte: Agência Brasil