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Publicado em: Brasília, 12 de setembro de 2012

Satélites artificiais são engenhos colocados no espaço, na órbita da Terra ou de outro corpo celeste. A órbita é definida em função de diversos parâmetros, tais como: raio (ou excentricidade e semi-eixo maior, para órbitas elípticas), inclinação do plano da órbita e período de revolução. Dois tipos de planos de órbita são particularmente interessantes. O primeiro, chamado de órbita polar, caracteriza-se por ser próximo ao eixo de rotação da Terra, permitindo passagens sobre todo o globo terrestre. No segundo caso, o plano de órbita coincide com o plano do Equador e é conhecido como órbita equatorial.

Uma órbita polar pode ser dimensionada de forma que seu plano permaneça perpendicular à reta que une a Terra ao Sol, para que o satélite fique permanentemente exposto aos raios solares e deles obtenha, ininterruptamente, energia para seu funcionamento. Esse tipo de órbita é denominadaheliossíncrona.

A altitude que a órbita do satélite terá define o período de revolução: quanto mais alta, mais lentamente o satélite girará em torno da Terra. Por exemplo, todos os satélites colocados numa órbita de 36 mil km de altitude completam um giro em torno da Terra em, aproximadamente, 24 horas, coincidindo, portanto, com o período de rotação da Terra. Essa órbita é denominada geossíncrona. Se a órbita for equatorial, o satélite parecerá imóvel visto da Terra, sendo denominado, então, satélite geoestacionário.