Agência Espacial Brasileira -Últimas Notícias Notícias da Agência Espacial http://www.aeb.gov.br/ pt-br <![CDATA[Coordenadores debatem a Iniciação Científica na SBPC]]>
A palestra foi aberta pelo professor Aldo Malavasi, secretário geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e também coordenador de Programa de IC, que classificou a iniciativa como histórica. “É uma oportunidade ímpar reunir tantos professores envolvidos com a iniciação científica. Certamente, daqui sairão propostas e sugestões que aprimorarão todo o sistema”, disse.

Organizado para discutir três questões básicas relacionadas aos programas de IC – experiências positivas/elementos de sucesso, dificuldades/entraves/desafios, e perspectivas de futuro/sugestões para aprimoramento-, o encontro resultou em mais de 40 sugestões dos participantes, que se dividiram em 17 grupos para a realização dos trabalhos. Eles terão até o próximo dia 10 de agosto para consolidar os relatórios e enviar ao CNPq.

Algumas das sugestões envolvem a questão da normatização do Programa de IC. Foi sugerido, por exemplo, a equiparação dos valores das bolsas por todas as agências e fundações. Outra sugestão foi de que se torne obrigatória a integração de todos os bolsistas em grupos de pesquisa. Flexibilizar os prazos para a seleção e implementação de bolsas novas foi outra idéia apresentada. Todas as sugestões serão compartilhadas entre as pessoas envolvidas no debate oportunamente.

O programa de IC do CNPq conta atualmente com cerca de 28 mil bolsistas, incluindo os de nível médio, mas chegará a 44 mil até o fim do ano. Wrana Panizzi disse que a Iniciação Científica tem que ser mais discutida, não só pelo CNPq, mas por todas as instituições envolvidas, “a exemplo do que é feito com os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, os INCTs, outro programa nosso em parceria com as mais diversas instituições”, disse.

Ao final da reunião, foi aprovado pela plenária o envio de relatórios consolidados sobre o que foi discutido. A partir daí, o CNPq dará encaminhamento às discussões, podendo, dependendo das conclusões apresentadas, resultar na criação de uma comissão nacional ou mesmo de um fórum permanente para discutir a Iniciação Científica no Brasil, como ocorre com o Fórum de Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop).

Esta foi a primeira reunião, em nível nacional, envolvendo praticamente todos os coordenadores de IC de instituições brasileiras. A idéia do encontro foi apresentada pelo professor Wildoberto Gurgel, da Universidade Federal do Maranhão, e deve se repetir na próxima reunião anual da SBPC, em julho do ano que vem, em Goiânia.






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30-07-2010
<![CDATA[Papel das universidades estaduais é discutido na SBPC]]>
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, tem maneiras alternativas para selecionar os estudantes da graduação. Uma delas é por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com chefe de gabinete da reitoria da Unicamp, professor Ricardo Anido, os melhores alunos de cada escola pública do município e os 28 melhores segundo colocados ganham a chance de estudar na universidade.

“É uma maneira alternativa que foi desenhada com a Secretaria de Educação de São Paulo. Dessa forma possibilitamos mais acesso aos alunos de escolas públicas sem enfrentarmos a discussão de cotas”, avaliou Anido.

A disseminação do conhecimento para municípios menores também é destaque na prestação de serviços da universidades estaduais. Em 2009, cerca de 10,1 mil alunos foram matriculados na Universidade do Ceará (Uece).

O reitor da instituição, Assis Araripe, afirmou que a discussão do futuro da ciência e do desenvolvimento do País não pode deixar as universidades de fora. “O papel das universidades estudais e interiorizar o conhecimento. Ciência e tecnologia é prioridade das universidades e estamos recebendo a atenção que sempre merecemos”, disse.

A reunião anual da SBPC acontece na Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN). O encontro que começou segunda (25) e termina amanhã (26).






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30-07-2010
<![CDATA[Inaugurado laboratório de pesquisa ambiental]]>
Com competência para manipulação e análise de amostras ambientais, o Laquatec, uma facilidade do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe, será utilizado por pesquisadores de diversas áreas do Instituto, como Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), Sensores e Materiais (LAS), Combustão e Propulsão (LCP) e Observação da Terra (OBT), além de instituições parceiras.

Seus resultados terão impactos em estudos sobre mudanças ambientais e climáticas, ciclos biogeoquímicos, emissão de poluentes, entre outros. “Além de caracterizar quimicamente amostras ambientais - ar, água, solo, plantas, etc -, o laboratório colabora no desenvolvimento e testes de tecnologias com aplicações na quantificação e detecção de espécies químicas”, diz Cristina Forti, pesquisadora do INPE e uma das responsáveis pelo Laquatec.

Instalado em duas salas do prédio Circuito Impresso, o Laquatec já possui equipamentos para realizar análise por técnica de cromatografia a líquido, medições de carbono e nitrogênio e está adquirindo outras facilidades. O local está preparado para manipulação de amostras, calibração de sondas de qualidade de águas, caracterização de sensores, montagem de coletores de aerossóis, entre outras atividades.







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29-07-2010
<![CDATA[AEB Escola oferece minicurso sobre Clima Espacial na SBPC]]> Clima Espacial é o conhecimento e predição da resposta do ambiente espacial às contínuas mudanças dos fenômenos solares (atividade solar). O assunto foi novidade para grande parte dos presentes no minicurso. “Eu não sabia nada sobre Clima Espacial. Achei tudo muito interessante”, disse Clarisse Domingues, 13 anos, da escola particular Henrique Castriciano. “Tudo é novo para mim. É bom saber como o Clima Espacial influencia a vida na Terra”, completou Jessyca Santos, 22 anos, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte.
“Temos aqui um público jovem. Isso me deixa mais otimista em relação ao futuro da ciência no Brasil”, disse Clézio. Ele acredita que nosso país tem grande potencial e que da mesma forma que temos artistas brasileiros famosos no mundo todo, está na hora de nossos cientistas se destacarem. “E o caminho para isso é por meio dos jovens”, completa o professor. Outras informações sobre Clima Espacial podem ser encontradas no site: http://www.inpe.br/climaespacial







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29-07-2010
<![CDATA[Inpe é a instituição brasileira de pesquisa mais acessada na web]]>
O Cybermetrics Lab se dedica à análise quantitativa do conteúdo na Internet, especialmente os relacionados com os processos de geração e comunicação de conhecimentos acadêmicos. Usando métodos quantitativos, o Cybermetrics Lab aplica indicadores que permitem medir a atividade científica na web. O objetivo do levantamento é motivar e reforçar o papel da universidade e dos institutos de pesquisa como produtores e fornecedores de conteúdo de qualidade disponível gratuitamente na Web.

O Brasil no ranking

47º - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
114º - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
143º - Fundação Oswaldo Cruz
151º - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
152º - Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada
192º - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
219º - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
250º - Instituto Nacional de Metrologia
256º - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis
264º - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
429º - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
467º - Laboratório Nacional de Computação Científica
540º - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
622º - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
631º - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
637º - Observatório Nacional
773º - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
922º - Instituto Tecnológico de Aeronáutica
998º - Instituto Agronômico
1012º - Instituto Nacional de Propriedade Industrial
1163º - Instituto Militar de Engenharia
1170º - Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
1221º - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas do Rio de Janeiro
1243º - Museu Paraense Emílio Goeldi
1322º - Centro de Tecnologia Mineral do Rio de Janeiro
1357º - Pan American Foot-and-Mouth Disease Center
1419º - Instituto de Investigação Jardim Botânico do Rio de Janeiro
1426º - Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial
1540º - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
1681º - Fundação de Economia e Estatística
1690º - Comissão Nacional de Energia Nuclear do Rio de Janeiro
1945º - Instituto Evandro Chagas
1994º - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
1995º - Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro
1999º - Laboratório Nacional de Astrofísica
2019º - Laboratório Naiconal de Luz Síncroton
2050º - Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
2067º - Instituto de Pesquisas Tecnológicas
2084º - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica
2136º - Instituto de Tecnologia do Paraná
2140º - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações
2202º - Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
2270º - Instituto de Tecnologia de Alimentos
2310º - Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará
2434º - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação
2496º - Instituto Butantan

Confira http://research.webometrics.info/top4000_r&d.asp?offset=0" target="_blank">aqui a classificação geral.






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29-07-2010
<![CDATA[Vencedores dos Prêmios Jovem Cientista e Destaque do Ano participam da SBPC ]]>
O prêmio de Iniciação Científica (IC) é um reconhecimento aos trabalhos de destaque realizados por bolsistas de Iniciação Científica do CNPq e às instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). Sob a mediação da vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, a ExpoT&C recebeu os agraciados para um bate-papo.

Os estudantes

Na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, a estudante Izabella Antunes Pimenta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou o trabalho Síntese de Redes Interpenetrantes de Gel Polimérico em Sílica Nanoporosa Estruturalmente Ordenada para Bioaplicação. Da área de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, Meire Helen Godoi de Moraes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), debateu com o seu público o estudo Diferentes mídias em parceria e cooperação: grandes produtoras de identidades contemporâneas. O ganhador da categoria Ciências da Vida, Anderson Guimarães Baptista Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), discorreu sobre o trabalho Promastigotas de Leishmania amazonensis induzem e são mortas pelas redes extracelulares de neutrófilos.

Jovem Cientista

Educação para reduzir as desigualdades foi o tema da 2ª edição do Prêmio Jovem Cientista, edição 2008. A vencedora na categoria Estudante do Ensino Superior, Terezinha Cristina da Costa Rocha, falou sobre o trabalho Dicionário temático em língua brasileira de sinais. O potiguar Jarbas Batista Silva Araújo, segundo colocado na categoria Estudante do Ensino Médio, em 2006, apresentou o trabalho Fogão solar: uma alternativa para a sustentabilidade da biodiversidade.

Therezinha lembrou que “as pessoas surdas não tinham a oportunidade de aprender Filosofia”, o que a motivou a proporcionar “uma oportunidade para que todas tenham acesso a educação”. Já Anderson ressaltou a importância pessoal e curricular do Prêmio que abriu as portas para um doutorado sem a necessidade do mestrado. Izabella afirmou que continua trabalhando com pesquisa, mas agora voltada para a indústria. Meire explicou que seu trabalho é “uma crítica ao sistema capitalista que não aproxima as pessoas do conhecimento” e que deseja continuar pesquisando para possibilitar uma visão mais crítica à sociedade.

Wrana adiantou que o tema da 25ª edição do Prêmio Jovem Cientista de 2011 será A Cidade Sustentável, onvidando os estudantes interessados a se prepararem para concorrer à maior premiação do gênero na América Latina. Na ocasião, a professora Rosa Ester, que integra a comissão de avaliação do Pibic lembrou que a bolsa de IC “não é uma bolsa de assistência social; é uma bolsa de competência. Portanto qualquer estudante pode se candidatar. Isso permite uma grande inclusão social, científica e tecnológica”.

Ao final, a professora Wrana ressaltou que “quem não dominar o código científico-tecnológico não tem condições de se inserir no mercado de trabalho”. Ela lembrou ainda que os professores devem conversar com os alunos para não correr o risco de deixar grandes talentos escaparem.






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29-07-2010
<![CDATA[Sensoriamento Remoto é tema de minicurso na SBPC]]>
Elizabete explicou que as imagens são usadas no acompanhamento de queimadas e do desmatamento, no planejamento urbano, entre vários outros. Segundo a professora, as imagens dos satélites atuais têm altíssima resolução. Por isso, é possível, por exemplo, acompanhar a trajetória de um ciclone, saber quando ele vai atingir o continente e evacuar o local. As imagens permitem, ainda, diferenciar área urbana da área industrial em uma cidade, ter noção do poder aquisitivo do bairro e analisar as mudanças no território com o passar dos anos.

“Estudo meio ambiente e o minicurso vai me ajudar muito”, disse a aluna de Engenharia Ambiental Rilene da Costa. “Eu sabia um pouco sobre o assunto. Aqui pude aprender mais e esclarecer algumas dúvidas que eu tinha”, completou Joaquim Pereira, estudante do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Militar do Ceará e que está na SBPC para apresentar um pôster. O professor da Escola Técnica de Brasília e colaborador do programa AEB Escola, Izaias Cabral, depois de participarem do minicurso “os estudantes olharão os mapas não mais assustados porque saberão interpretá-los”.

Elizabete acredita que fez com que os alunos tivessem boa noção em sensoriamento remoto. “Despertar a curiosidade desses jovens é o que me motiva a sair de São José dos Campos (SP) e vir a Natal ministrar a aula. É gostoso saber que consigo socializar o conhecimento”.







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28-07-2010
<![CDATA[AEB exibe spin offs brasileiros na SBPC]]>
Confira os spin-offs que podem ser vistos no estande da AEB na SBPC:


Mini tubo de calor


Este dispositivo é uma réplica do que foi testado na “Missão Centenário”, em 2006. O experimento enviado à Estação Espacial Internacional continha dois mini tubos de calor. A principal função de um tubo deste é transportar o calor concentrado em uma região mais quente para uma região mais fria, de forma a manter o controle de temperatura sobre toda a superfície. Ele é um eficiente meio de transporte de calor para controle térmico de equipamentos em ambiente espacial.

A aplicação desta tecnologia, no cotidiano, é a utilização de tubos de calor na construção de fornos mais eficientes para padarias. Além disso, ela permite a construção de fornos energeticamente mais econômicos e com temperatura mais homogênea diminuindo desta forma a perda de matéria prima na indústria petrolífera.

Desenvolvimento: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)


Radiômetro


Os radiômetros medem a radiação solar global e foram construídos para serem utilizados em Plataformas de Coleta de Dados (PCDs). O principal elemento do radiômetro é a célula solar, cuja tecnologia foi desenvolvida no âmbito do Programa Espacial.

Atualmente, esta tecnologia é aplicada na medição da radiação ultravioleta (UV), em equipamentos urbanos que indicam o nível de radiação no local. Servem de alerta à população para possíveis danos causados pela exposição excessiva aos raios solares.

Desenvolvimento: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Laboratório de Microeletrônica da Universidade de São Paulo(LME-USP)
Comercialização: Orbital Engenharia


Catalisadores


Catalisadores são materiais responsáveis pela decomposição do combustível. A maior parte dos satélites em órbita utiliza o sistema de propulsão a propelente líquido para operações de correção de órbita e posicionamento.

Os catalisadores de Irídio, Rutênio e Ir-Ru suportados em aluminas especiais foram desenvolvidos no Brasil para uso no Programa Espacial. Essa pesquisa permitiu a criação de novas tecnologias empregadas em capturas de CO2 e de catalisadores para redução de outros elementos poluentes causadores do efeito estufa e de mudanças climáticas.

Desenvolvimento: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Petrobrás


Pinos, buchas e sistema de abertura de painéis solares dos satélites

No ambiente espacial, os satélites não podem operar com o uso de lubrificantes e graxas convencionais devido à sua evaporação nas condições de alto vácuo.

Pesquisadores brasileiros estudaram as propriedades do diamante, em especial, o Diamond-Like Carbon (DLC), que apresenta baixíssimo coeficiente de atrito, e a solução encontrada foi utilizá-lo como lubrificante sólido para abertura de painéis solares dos satélites.

Desenvolvimento: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Empresa Fibraforte


Brocas Odontológicas

Resultado direto do desenvolvimento e pesquisa para novos materiais aplicados para abertura dos painéis solares dos satélites, essas brocas odontológicas de ultra-som são, hoje, peças presentes nos consultórios odontológicos de todo o País.

Fabricante: Empresa CVDentus



Forno Multiusuário para Solidificação

Trata-se de um forno de solidificação multiusuários para crescimento de ligas, metais e semicondutores com pontos de fusão de até 800oc, testado em voo suborbital, no foguete VSB-30 fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IAE/DCTA).

O forno voou nas missões Cumã I e II e levou em seu interior um experimento piloto para solidificação em microgravidade de uma liga semicondutora com importantes aplicações tecnológicas, como detectores para a faixa do infravermelho termal (como as ondas emitidas pelo corpo humano), usados em câmeras de satélites meteorológicos.

Desenvolvimento: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)






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27-07-2010
<![CDATA[Ministro Sergio Rezende visita estande espacial na ExpoT&C]]>
No estande, o ministro pode ver as maquetes do Veículo Lançador de Satélite (VLS) e do lançador de satélites Cyclone-4; spin-offs (expressão inglesa usada paradenominar casos nos quais as tecnologias, desenvolvidas no contexto dos programas espaciais, são usadas em atividades fora desse setor) do Programa Espacial Brasileiro; maquete do Satélite Sino-Brasileiro (Cbers) e um tapete da cidade de Natal feito com o mosaico de imagens captadas pelo Cbers. “Mostrei ao ministro as realizações de nosso programa espacial. Ele está interessado em continuar investindo na atividade. Sergio Rezende é a pessoa que mais fez Programa Espacial Brasileiro nos últimos anos”, disse Ganem.

SBPC Jovem- Após recepcionar o ministro, Carlos Ganem visitou o estande do programa AEB Escola na SBPC Jovem - evento com programação voltada para estudantes da rede de ensino básica. Este ano, estão expostos os livros “Fronteira Espacial” (partes 1 e 2) e “Mudanças Climáticas” - volumes 11, 12 e 13 da coleção Explorando o Ensino, do Ministério da Educação (MEC,) e os experimentos sugeridos no livro.

“O Programa AEB Escola é parte fundamental no gene que vai garantir os novos profissionais necessários para o futuro do Programa Espacial Brasileiro”, afirmou Ganem. O presidente lembrou, ainda, que o evento possibilita um contato com a atividade espacial e incentiva as pessoas a quererem conhecer mais sobre o programa e, quem sabe, a participarem dele.







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26-07-2010
<![CDATA[CLA lança hoje um protótipo de foguete para treinamento básico]]> Além de hoje, o CLA terá ainda outro lançamento, segunda-feira, dia 2. A operação tem como finalidade o treinamento operacional do CLA, como sistemas de lançamento, monitoramento e rastreio do protótipo e de recursos humanos. A atividade integra o conjunto de ações para preparar o Centro de Alcântara para lançamentos de foguetes de grande porte, a exemplo do Cyclone-4, previsto para 2011 e do VLS, cuja previsão é para meados de 2012.

O FTB é um foguete de mono-estágio, não guiado, com 3,05m de comprimento, pesando 67,8 kgf , incluindo 20,7 kgf de carga útil. Seu motor propulsor é carregado com propelente sólido (combustível sólido), com uma fase de decolagem de 4 segundos, alcançando mais de 30 km de altura e caindo em alto mar a mais de 16km da costa. Nesse vôo, os foguetes não estarão levando carga útil científica, apenas tecnológica, além instrumentos para acompanhamento das Estações de Telemedidas, preparando assim as equipagens para os próximos lançamentos.

As condições favoráveis para o lançamento são de ventos de superfície igual ou menor de 10m/s e chuvas moderadas menor ou igual a 10mm/h. Nesse vôo, os foguetes não estarão levando carga útil científica, apenas tecnológica, além de instrumentos para acompanhamento das Estações de Telemedidas, preparando assim as equipagens para os próximos lançamentos.

Todas as medidas de segurança também são tomadas prevenindo qualquer hipótese de acidente, já que toda a área marítima e aérea são interditadas, além dos sobrevôos de esclarecimento de área pela aeronave P-95 - Bandeirante Patrulha, do 3º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, Esquadrão Netuno.






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26-07-2010
<![CDATA[AEB participa da SBPC]]>
Os encontros anuais da SBPC são realizados com o intuito de ampliar o debate sobre a Ciência, Tecnologia e Inovação. Este ano, o tema da SBPC é “Ciências do mar: herança para o futuro”. Além da programação sênior, que inclui atividades de sociedades científicas, a entidade realiza, paralelamente ao evento, a ExpoT&C - mostra de projetos de ciência e tecnologia - e a SBPC Jovem, evento com programação voltada para estudantes da rede de ensino básica.

Na ExpoT&C, a AEB dividirá um estande de 120 metros quadrados com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a empresa binacional, Alcântara Cyclone Space (ACS). A AEB exibirá maquete do Veículo Lançador de Satélite (VLS), spin-offs (expressão inglesa usada paradenominar casos nos quais as tecnologias, desenvolvidas no contexto dos programas espaciais, são usadas em atividades fora desse setor) do Programa Espacial Brasileiro e diferentes vídeos.

O Inpe levará uma maquete do Satélite Sino-Brasileiro (Cbers), sistemas interativos que apresentam o Programa Cbers, estudos sobre mudanças climáticas e um tapete da cidade de Natal feito com o mosaico de imagens captadas pelo Cbers. Já a ACS mostrará aos visitantes uma maquete do veículo lançador de satélites Cyclone-4 e apresentará um vídeo sobre a história da empresa e as características do foguete.

Programa AEB Escola
Criado em 2003 com o objetivo de levar a temática espacial às salas de aula, o objetivo do Programa AEB Escola é motivar os estudantes dos ensinos fundamental e médio a se interessarem pela ciência e tecnologia, estimulando a vocação de futuros pesquisadores, técnicos e empreendedores. Palestras, exposições interativas e oficinas são algumas das ações do AEB Escola.

Durante a SBPC Jovem a equipe do AEB Escola realizará oficinas e experimentos. Quem passar pelo estande poderá fazer diversos protótipos de foguetes, dentre eles o modelo de carro, o feito de garrafa pet e o foguete químico. Também estarão disponíveis as experiências de derretimento do gelo, das estações do ano e velocidade do vento.

O estande terá 200 metros quadrados onde serão expostos os livros “Fronteira Espacial” (partes 1 e 2) e “Mudanças Climáticas” - volumes 11, 12 e 13 da coleção Explorando o Ensino, do Ministério da Educação (MEC).

Além disso, O AEB Escola proporcionará aos visitantes minicursos com a temática espacial. Confira os minicursos oferecidos pelo programa AEB Escola durante a SBPC Jovem

DA TERRA À LUA
Descrição: Descobrir nosso lugar no universo e voar rumo ao infinito foram sempre as questões relevantes para a nossa civilização. Por muito tempo imaginamos ocupar uma posição central no universo e nele realizamos viagens ficcionais. Com o passar dos tempos, fomos galgando os degraus que nos permitiram pousar em solo lunar e enviar espaçonaves espaçonaves não tripuladas para explorar o Sistema Solar. Algumas dessas espaçonaves viajarão além da esfera de influência do Sol, alcançando a zona de influência de outras estrelas. Curiosamente, quanto mais nos afastamos da Terra, mais descobrimos sua importância e, nessa viagem, descobrimos nosso lugar no universo.
Responsável: José Bezerra Pessoa Filho
Data: 26 de julho
Horário: das 9h às 11h

GEOTECNOLOGIA NO ESTUDO DO MEIO AMBIENTE
Descrição: Será mostrado que o sensoriamento remoto é importante ferramenta para promover a integração de diferentes componentes curriculares do Ensino Médio: Geografia, Física, Química, Biologia, Matemática e suas tecnologias. Essa tecnologia espacial permite uma leitura da realidade física e humana que os mapas usualmente utilizados pelos estudantes não é capaz de proporcionar. A proficiência em ciência e tecnologia é condição indispensável para inserção do estudante no mundo do conhecimento e no mundo produtivo da sociedade brasileira contemporânea.
Responsável: Elisabete Caria de Moraes
Data: 27 de julho
Horário: das 9h às 11h

CIÊNCIAS ESPACIAIS
Descrição: Neste minicurso será apresentado um breve histórico das Ciências Espaciais, bem como dos desenvolvimentos e tecnologias obtidos por essa ciência. É bem sabido que os avanços da Astronomia são, em parte, decorrentes dos avanços da Astronáutica, e as leis que governam os movimentos das estrelas, planetas, luas, galáxias, são as mesmas que regem os movimentos dos satélites artificiais, foguetes, etc., enquanto estão com seus motores ligados.
Responsável: José Leonardo Ferreira
Data: 28 de julho
Horário: das 9h às 11h

Clima Espacial
Este minicurso ajudará os ouvintes a responder à seguinte pergunta: - "Previsão do Clima Espacial: O que temos a ver com isso?" Para isso, vamos investigar os fenômenos que ocorrem no Sol e seus efeitos no ambiente terrestre.
Responsável: Clézio Marcos de Nardin
Data: 29 de julho
Horário: das 9h às 11h








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23-07-2010
<![CDATA[Inpe e Serviço Florestal firmam parceria para monitorar concessões]]>
Para a detecção da exploração seletiva de madeira, o Inpe já vinha desenvolvendo o Detex, um novo sistema para análise e monitoramento da cobertura florestal baseado em imagens de satélites.

O sistema do Inpe será utilizado para verificar se a exploração florestal, sob contrato de concessão, está ocorrendo no local, na intensidade e nos períodos estabelecidos no Plano de Manejo Sustentável orientado pelo Serviço Florestal. Também será utilizado para detectar atividades madeireiras ilegais.

Para o Detex entrar em operação, está sendo realizado um inventário completo das florestas públicas, com base nos dados de desmatamento dos anos de 2005 e 2006. O INPE já concluiu o mapeamento da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia, a primeira concessão do país, onde as atividades produtivas devem iniciar ainda neste ano. O mapeamento da Flona Saracá-Taquera, no Pará, também está pronto e as próximas a serem concluídas são as flonas Amana e Crepori, no mesmo Estado.

Segundo o Serviço Florestal, o monitoramento por satélite das áreas de concessão vai gerar informações mais detalhadas que as utilizadas atualmente, pois será possível acompanhar espacialmente as atividades dos concessionários. Com essas informações em mãos, o Serviço Florestal conseguirá identificar onde estão os pátios de estocagem e onde foram abertas as estradas para escoamento da produção dentro da unidade de manejo, bem como alguma eventual exploração fora da área designada.

Capacitação
O Inpe também começou a capacitar técnicos do Serviço Florestal que trabalham com sensoriamento remoto no processamento digital das imagens para realçar as feições características da exploração seletiva. O acordo prevê ainda capacitações em sistemas de informações geográficas e gerenciamento de banco de dados espaciais, o que ajudará o Serviço Florestal a ter equipes capazes de aprimorar o monitoramento das florestas públicas brasileiras.








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23-07-2010
<![CDATA[Centro de Lançamento de Alcântara inicia Operação FOGTREIN I - 2010 ]]> Ambos são fabricados pela empresa nacional AVIBRAS, que busca, com essas operações, a obtenção de dados para qualificação e certificação do veículo.

Os lançamentos demonstram a capacitação e preparo do Centro de Lançamento de Alcântara, em conjunto com profissionais do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. Além disso, comprovam a capacidade da indústria nacional de prover veículos competitivos para o fim a que se destinam, o de treinamento das equipes operacionais e verificação dos meios de solo do Centro de Lançamento.
Do ponto de vista ambiental a operação ocorrerá sem qualquer dano, visto a mínima dispersão de poluentes na queima do combustível sólido que se encontra dentro das normas dos órgãos de meio ambiente.

Todas as medidas de segurança também são tomadas prevenindo qualquer hipótese de acidente, já que toda área marítima e aérea são interditadas, além dos sobrevoos de esclarecimento de área pela aeronave P-95 – Bandeirante Patrulha, do 3º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação (Esquadrão Netuno). A Operação conta ainda com apoio de equipe de resgate e salvamento do 1º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, Esquadrão Falcão, equipados com os helicópteros UH-1H.









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22-07-2010
<![CDATA[SBPC Jovem traduz a ciência para a linguagem das crianças e dos jovens ]]>

Destinada a estudantes do ensino básico (fundamental, médio e técnico), a programação do evento contará com diversas atividades desenvolvidas com o intuito de despertar o interesse do público infanto-juvenil pela ciência. Ao todo, serão apresentados 150 trabalhos científicos e realizadas 70 oficinas, 50 minicursos, 16 palestras e 12 exposições, além de mostras de vídeos e lançamentos de livros.


Um dos destaques da programação será o ciclo de palestras “O universo das linguagens”, que acontecerá de 26 a 30 de julho pela manhã e à tarde. Profissionais das áreas da ciência, cultura, comunicação e entretenimento falarão sobre diferentes linguagens com as quais os jovens têm contato, como a científica, a da música, a das mídias sociais (Orkut, MSN e Twitter) e a da fotografia – a que predomina nas atividades que ocorrerão no evento.


Além de oito exposições fotográficas estão programados workshops, minicursos, vídeos, instalações e oficinas sobre fotografia. No minicurso “Compreendendo o funcionamento de uma máquina fotográfica a partir de uma câmara escura”, que acontece na manhã do dia 28 de julho, os participantes terão a oportunidade de saber que foi uma invenção no campo da física óptica – a câmara escura – que deu origem às máquinas fotográficas que utilizam hoje. Já na oficina “Conhecendo os vermes helmintos de perto”, que ocorrerá no dia 27 de julho, pela manhã, será possível ver através da lente de um microscópio os ovos de vermes causadores de doenças que mais debilitam a saúde de crianças e adolescentes, como a ascaridíase e a teníase.


“Todas as atividades da SBPC Jovem têm como base a relação entre ciência e arte”, afirma a coordenadora do evento, Angela Maria de Almeida. “Tivemos a preocupação de selecionar atividades que possam disseminar e partilhar de forma lúdica e estética a linguagem científica”, conta.


As atividades da SBPC Jovem acontecerão no Setor de Aulas I do campus da UFRN na parte da manhã, das 8h30 às 11h30, e à tarde, das 14h30 às 17h30. A expectativa é que cinco mil crianças e jovens da rede de ensino municipal, estadual e particular participem do evento, que será aberto no dia 26 de julho às 8h30.


Sobre o evento: A SBPC Jovem integra as atividades da Reunião Anual da SBPC – um dos maiores eventos científicos do Brasil. Realizado desde 1948, com a participação de autoridades, gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) e representantes de sociedades científicas, o evento é um importante meio de difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debate de políticas públicas em C&T.


Além da programação científica (conferências, simpósios, mesas-redondas etc), são realizados diversos eventos paralelos, a exemplo da SBPC Jovem, da ExpoT&C (mostra de ciência, tecnologia e inovação) e da SBPC Cultural (atividades artísticas regionais).


O evento reúne milhares de pessoas, entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, e profissionais de diversas áreas. Em todas as edições, o público circulante tem sido superior a 10 mil pessoas.







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22-07-2010
<![CDATA[Tunel Transônico do IAE finaliza projetos da área espacial]]>
O desenvolvimento do projeto “Realização de Ensaios do VS-30 no Túnel Transônico Piloto do IAE” possibilitou diversos aprimoramentos nos sistemas do túnel, como a aquisição de equipamentos para auxílio nos ensaios, revisões em alguns de seus principais componentes, além da obtenção de importantes resultados técnicos.

A campanha, que teve por objetivo a obtenção de conhecimento de ensaios com veículos de sondagem visando a atender aos futuros projetos, possibilita ao TTP desenvolver, em breve, uma primeira garganta supersônica para permitir ensaios supersônicos com número de Mach 1,3, estendendo a capacidade de ensaios do túnel.

O veículo de sondagem Sonda III completo, em escala 1:20, foi montado na seção de testes do túnel localizado na Divisão de Aerodinâmica (ALA) do IAE. Os pesquisadores da ALA obtiveram resultados significativos, dentre eles, a determinação de esforços aerodinâmicos e distribuição de pressão sobre a superfície do modelo para várias configurações e atitudes. O modelo foi ensaiado em toda a faixa de velocidades disponível, desde o baixo subsônico até o escoamento transônico com número de Mach 1,0.

O segundo projeto desenvolvido pelos pesquisadores possibilitou o desenvolvimento de uma técnica inovadora e avançada. No trabalho “Implantação da Técnica Pressure Sensitive Paint no Túnel Transônico Piloto da ALA para Realização de Ensaios em Modelos de Veículos de Sondagem”, a técnica PSP, além de não intrusiva, permitiu a obtenção de medidas sobre superfícies complexas, simplificando em muito os ensaios tradicionais baseados unicamente em tomadas de pressão com passagem de tubulações pelo interior do modelo.

O PSP permite a medição da distribuição de pressões sobre a superfície dos modelos ensaiados utilizando uma fonte emissora de luz e uma câmara especial que obtém imagens representativas dos gradientes de pressão sobre a superfície.

Os principais resultados obtidos nas regiões da ogiva e nas aletas do segundo estágio do Sonda III são indicados nas figuras 3 e 4. A potencialidade e a excelente precisão dessa nova técnica podem ser analisadas no gráfico presente na figura 4, o qual demonstra a distribuição da pressão ao longo da linha traçada na figura.

As campanhas de ensaio na ALA prosseguem, agora com novas configurações dos modelos do segundo estágio e completo do Sonda III e do VS-40, levando a equipe técnica do TTP rumo ao cumprimento de seus objetivos – desenvolver, progressivamente, a capacitação necessária para a realização de diversos tipos de ensaios com os modelos dos veículos projetados pelo IAE.







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22-07-2010
<![CDATA[Pesquisadores do mundo todo discutem no Inpe descobertas e aplicações da dinâmica caótica ]]>

De 25 a 30 de julho, o Dynamics Days South America 2010 abordará o caos, comportamento tão fundamental e comum na natureza que está presente nos mais diversos campos - da biologia à química, da astronomia e física à mecânica e eletrônica - e hoje explorado como base para o desenvolvimento de tecnologias sensíveis e do cotidiano, como são os casos dos CDs, DVDs e sistemas de comunicação.


Pesquisadores de 26 países discutirão os desdobramentos da teoria da dinâmica caótica e dos fenômenos não lineares, apresentando as últimas descobertas científicas e aplicações tecnológicas, para definir os desafios a serem considerados em trabalhos futuros de pesquisa e desenvolvimento.


O Dynamics Days foi criado em 1980, sendo a mais longeva e respeitada série internacional de encontros regionais da área de Dinâmica (aplicações da teoria de Sistemas Dinâmicos), caos e fenômenos não lineares. É periodicamente realizada nas regiões da América do Norte, Europa e Ásia.


“Esta iniciativa visa trazer o evento para a América do Sul. Caracteriza-se por ser uma conferência multi e interdisciplinar, que reúne pesquisadores, alunos e profissionais com formações básicas as mais diversas, incluindo engenheiros, físicos, químicos, biólogos e matemáticos, cujo interesse comum é a pesquisa interdisciplinar em ciência não linear e seus desdobramentos. Com este evento pretendemos criar um fórum que incentive, facilite e torne viável a realização de projetos conjuntos envolvendo pesquisadores de nossa região e voltados para problemas específicos da América do Sul”, declara Elbert E. N. Macau, pesquisador do INPE e membro do comitê internacional organizador da conferência.


Destaques

Durante os cinco dias da conferência, cerca de 300 participantes do mundo acadêmico estarão envolvidos em discussões, apresentações de plenárias, seminários e divulgação de trabalhos. Os mais importantes pesquisadores da área estarão presentes, incluindo alguns pioneiros. Entre eles o professor Edward Ott, que demonstrou ser possível o controle da dinâmica caótica mediante o uso de “pequenas perturbações”. Este trabalho sobre o controle de caos é considerado pela Associação Americana de Física como um dos 50 mais importantes e fundamentais da física do século passado e foi realizado em parceria com o pesquisador brasileiro Celso Grebogi e o americano James Yorke.


Outra presença de destaque será o Dr. Louis Pecora, cujo trabalho em sincronização entre sistemas caóticos também é considerado pela mesma associação americana como um dos 50 mais importantes e fundamentais do último século. Também devem ser citados os professores Jürguen Kurths, que vem dando contribuições expressivas e fundamentais em sincronização e redes complexas; Yin-Cheng Lai, responsável pelo entendimento de fenômenos não lineares e caóticos que estão levando a consideráveis aplicações tecnológicas; e Epaminondas Rosa, que apresenta a sincronização de fase na Natureza como um desdobramento do fenômeno de crise, além de identificar o fenômeno em vários sistemas experimentais.


Mais informações sobre a conferência no site http://www.lac.inpe.br/ddays








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22-07-2010
<![CDATA[Tecnologia integra recursos computacionais de diferentes países para gerar previsões de qualidade do ar de megacidades]]>
A tecnologia utilizada na integração de diferentes recursos computacionais, conhecida como grid computing, ou computação em grade, pode ser aplicada a projetos que envolvam a execução de modelos numéricos processados em supercomputadores e clusters situados geograficamente em locais distantes, dentro e fora do país. Pesquisadores situados em instituições sem recursos de computação de alto desempenho são um dos principais beneficiários destas tecnologias.

Além de ampliar a capacidade computacional dos grupos de pesquisa do Saemc, o engenheiro e pesquisador Eugenio Almeida, do Cptec/Inpe, um dos responsáveis pela implementação do projeto, ressalta a vantagem de um portal acoplado a grades computacionais. “A centralização do acesso ao sistema permite otimizar o uso dos recursos computacionais através da definição de uma política de uso das mesmas”, destaca.

A experiência no projeto SAEMC propiciou o pedido de desenvolvimento de portais temáticos de previsões de tempo, clima e ambiental a serem acoplados a grade computacional do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), que estabelece o uso compartilhado das diversas bases computacionais do País. A mesma tecnologia mostra-se também adequada ao novo sistema de supercomputação do INPE.

Para o usuário, o portal traz facilidades na configuração e execução do modelo, além de gerar gráficos e elementos visuais dos resultados gerados. Em maio foi encerrada a primeira etapa do desenvolvimento das tecnologias de grade computacional e do portal do projeto Saemc. A infraestrutura computacional do projeto é composta por clusters localizados no Centro de Modelamiento Matemático, da Universidade do Chile, em Santiago, e no Cptec/Inpe, em Cachoeira Paulista, interligados às redes Reuna (Chile), RNP (Brasil) e Clara (América Latina).

Na próxima etapa do projeto, os pesquisadores usuários da rede irão detalhar as necessidades de recursos e aplicativos que estarão à disposição no portal. O Saemc conta com o apoio do Instituto Interamericano para Pesquisas de Mudanças Climáticas (IAI), e colaboração de 13 instituições de pesquisa da América do Sul, incluindo o Inpe e a Universidade de São Paulo (USP), do Brasil, entre outras do Chile, Argentina, Peru e Colômbia. O projeto tem ainda com a participação da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos.

Previsões de qualidade do ar para metrópoles

As instituições de pesquisa que integram o Saemc vêm se capacitando desde 2006 para a geração de previsões e cenários de qualidade do ar para quatro metrópoles da América do Sul: Santiago, Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro.

A contribuição do Inpe envolve o desenvolvimento do modelo numérico Coupled Chemistry-Aerosol-Tracer Transport model coupled to the Brazilian developments on the Regional Atmospheric Modeling System (CCATT-BRAMS) e o fornecimento de previsões e dados (“análises”) para a América do Sul. Estas análises serão utilizadas pelos grupos de pesquisa de outros países na configuração e execução do modelo CCATT-BRAMS, em sua nova versão, na escala de cidades para a previsão de qualidade do ar, incluindo ozônio e seus precursores. Como contra-partida, estes grupos de pesquisa fornecerão os inventários de emissões de suas metrópoles, entre outros dados meteorológicos e de química da atmosfera, que irão aperfeiçoar o modelo de qualidade do ar operacional no Cptec/Inpe.

Atualmente, Cptec/Inpe gera previsões diárias para até três dias, processando modelo com resolução de 30 quilômetros. Os gases incluídos nas previsões são monóxido e dióxido de carbono, óxido nitroso, além de partículas de aerossóis de queimadas e de emissões urbanas e industriais, ozônio e seus precursores.

Pretende-se ainda desenvolver pesquisas que avaliarão os possíveis impactos das emissões sobre a região das grandes cidades, de acordo com os diferentes cenários de mudanças climáticas apontados para a América do Sul. O Saemc tem ainda como objetivo fortalecer e ampliar a pesquisa e a capacidade de construção de redes de modelagem de Sistemas da Terra para as Américas. Mais detalhes sobre o projeto podem ser obtidos no site: http://saemc.cmm.uchile.cl/






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19-07-2010
<![CDATA[ExpoT&C reúne novas tecnologias, produtos e serviços]]>
Desenvolvidas por instituições de pesquisa brasileiras, exemplos de tecnologias como essas estarão em exibição na ExpoT&C - uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que integra as atividades do maior evento científico do país.
A exposição reunirá 120 expositores, entre universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e órgãos governamentais, além de outras organizações de todo o país, interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços. Entre elas estarão o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); o Ministério da Educação (MEC); e a Marinha do Brasil.

Um dos destaques da mostra será a presença de representantes de diversas universidades e instituições de pesquisa da Alemanha que apresentarão seus projetos e oportunidades de cooperação científica e tecnológica aos pesquisadores brasileiros. O país europeu possui instituições reconhecidas internacionalmente como centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento e que estarão reunidas no estande "Research in Germany".

No estande da Finep também será possível "viajar" à Antártida em um espaço de projeção 3D que reproduz o interior do navio polar brasileiro "Almirante Maximiliano". Já no estande do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) os visitantes poderão ver a maquete do satélite sinobrasileiro de recursos terrestre Cbers e um sistema interativo que mostra como ele funciona.

"A ExpoT&C é uma vitrine do que está sendo feito nas grandes universidades e centros de pesquisa do Brasil em termos de pesquisa, desenvolvimento, educação e inovação", afirma a coordenadora do evento, Simone Santana Franco. "Ela está se fortalecendo, a cada ano, como uma exposição sênior de projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados por instituições de C&T consolidadas no panorama nacional", avalia.

Os expositores da mostra ocuparão uma área de 6 mil m2, em tendas climatizadas, que estarão localizadas no estacionamento do campus da UFRN, ao lado do campo de futebol.

A expectativa dos organizadores é que cinco mil pessoas visitem diariamente a exposição, que será aberta ao público em geral e inaugurada oficialmente no dia 26 de julho, às 9h30, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. A mostra poderá ser visitada até 30 de julho das 10h às 19h.






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19-07-2010
<![CDATA[Pesquisadores do ITA e do Inpe analisam intermitência espaço-temporal ]]>
A demonstração da dualidade da sincronização de amplitude-fase - feita por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), em cooperação com colegas das universidades japonesas de Kyoto e de Hokkaido - pode ser aplicada em ciclos solares, variabilidades climáticas, plasmas de fusão termonuclear controlada, ritmos cardíacos e respiratórios, sinais sísmicos e frentes de ionização no Universo, entre outros exemplos.

Estudos sobre manchas solares, fisiologia respiratória, operações financeiras, meteorologia e outras áreas tão diversas como essas poderão se beneficiar da pesquisa, publicada na edição de 25 de junho do periódico Physical Review Letters.

A intermitência é caracterizada por uma série temporal que exibe períodos laminares que, por sua vez, são intercalados por surtos de flutuações de grandes amplitudes. Já na chamada intermitência espaço-temporal, o sistema apresenta um comportamento caótico no tempo e também no espaço.

O grupo foi liderado pelo físico espacial Abraham Chian, do Inpe, e investigou o mecanismo físico da intermitência do tipo on-off na transição do caos temporal para o caos espaço-temporal, com base na simulação numérica de um modelo não-linear de ondas longas. Esse modelo matemático pode ser usado para descrever fenômenos como a evolução da onda de deriva em plasmas ou de um tsunami em um oceano.

"O avanço significativo é a demonstração da dualidade da sincronização de amplitude-fase das flutuações, o que pode ser aplicado em muitos problemas de sistemas complexos como o funcionamento do coração ou flutuações da bolsa de valores", disse Chian à Agência Fapesp.

O trabalho contou com o apoio da Fapesp por meio de um Auxílio à Pesquisa - Regular coordenado por Erico Rempel, professor do ITA, e de Bolsa de Pós-Doutorado para Rodrigo Miranda, do ITA. Yoshitaka Saiki, das universidades de Kyoto e Hokkaido, esteve no Brasil em 2006 com apoio da fundação.

O grupo também teve a participação de Michio Yamada, professor da Universidade de Kyoto, conhecido por ter desenvolvido o modelo GOY (Gledzer-Ohkitani-Yamada) de turbulência em fluidos.

O estudo promoveu ainda avanços metodológicos. Os pesquisadores lançaram mão tanto da representação de Fourier como a de Lyapunov para calcular as entropias espectrais de potência e de fase, e as médias temporais dos espectros de potência e de fase.

Segundo Chian, a metodologia desenvolvida durante o trabalho poderá ser aplicada na resolução de uma grande variedade de problemas em sistemas físicos, biológicos, químicos e tecnológicos.

Problemas no ritmo cardíaco e crises nas bolsas de valores são exemplos de instabilidades nesses sistemas. "Quando essa instabilidade evolui para um sistema não linear, esse fenômeno caótico que analisamos aparece", disse.

A pesquisa focou nesse ponto de transição entre o período de fluxo laminar e o turbulento. O fato de o estudo poder ser aplicado também na análise de imagens implica que poderá auxiliar estudos de manchas solares.

Chamadas de regiões solares ativas, essas manchas apresentam comportamento turbulento enquanto as regiões à sua volta atuam de maneira laminar. "Nosso trabalho poderá ajudar a entender a diferenciação das regiões solares ativas", afirmou Chian.

Entender a transição de sistemas laminares para sistemas turbulentos pode ajudar também nas investigações sobre o clima, como a formação de fenômenos meteorológicos como furacões e tornados.

A investigação atual está relacionada a outro trabalho publicado anteriormente também na Physical Review Letters.

Na época, o grupo de Chian caracterizou uma nova estrutura chamada de "selas caóticas" que ajudam a prever o comportamento de um sistema caótico e a controlar caos e turbulência em sistemas complexos.

O nome foi inspirado nas selas de montaria por causa de uma característica dessas estruturas: elas são estáveis em uma direção e apresentam instabilidade nas direções transversais a essa.

Prêmio Guggenheim

Chian foi um dos quatro brasileiros agraciados com a bolsa de 2010 da Fundação Memorial John Simon Guggenheim, dos Estados Unidos, que contemplou 180 pesquisadores, professores e artistas.

A premiação envolve uma bolsa de cerca de US$ 23 mil para ser usada em pesquisas na área de estudo do vencedor. Anunciado no início de junho, o prêmio de 2010 contou com cerca de 3 mil inscrições.

Foram contemplados 37 latino-americanos e o Brasil teve quatro laureados: Patricia Torres Bozza (Instituto Oswaldo Cruz), na categoria Biologia Molecular e Celular; João Ricardo Mendes de Oliveira (Universidade Federal de Pernambuco), na categoria Neurociência; Jorge Villavicencio Grossmann, violinista e compositor radicado nos Estados Unidos, na categoria Composição Musical; e Chian, escolhido na categoria Ciência da Terra.







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16-07-2010
<![CDATA[Curso transforma imagens de satélites e tecnologias espaciais em recurso didático]]>
O sensoriamento remoto é hoje considerado ferramenta imprescindível na prevenção ao desmatamento e no apoio à previsão de safras agrícolas, entre outras aplicações, e pode auxiliar o ensino de várias disciplinas, como geografia, ciências, física, química e história.

Por meio de aulas teóricas e práticas sobre tratamento de imagens de satélites, cartografia e geoprocessamento, o curso apresenta aos professores os fundamentos da tecnologia espacial e suas aplicações na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas.

As aulas destacam ainda as aplicações em meteorologia, explicando como a tecnologia espacial é importante no estudo de fenômenos atmosféricos e mudanças climáticas, passando por noções de monitoramento e previsão de tempo.

Também estão previstas práticas de campo, com conceitos sobre o sistema de posicionamento global GPS, e a apresentação do Atlas de Ecossistemas da América do Sul e Antártica através de Imagens de Satélites, material produzido pelo Inpe para educadores.

A programação completa do curso está disponível na página http://http://www.dsr.inpe.br/vcsr/programa10.html 

Resultados
A partir do aprendizado neste curso, que vem sendo promovido todos os anos pela Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, os participantes desenvolvem em suas escolas projetos voltados ao uso de sensoriamento remoto no estudo do meio ambiente e, após, apresentam os resultados obtidos. Experiências aplicadas com sucesso em várias cidades brasileiras podem ser conferidas no endereço http://http://www.dsr.inpe.br/vcsr/projetos_escolares.html






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15-07-2010