QUAL O IMPACTO DAS AÇÕES DO PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO NO DIA-A-DIA?
Publicado em: Brasília, 11 de março de 2013

Países do porte do Brasil não podem prescindir de uma capacidade própria de geração de imagens do seu território, ocupado por cidades que crescem continuamente, florestas a serem protegidas e preservadas ou plantações para o agronegócio. Sem isso, não há como fazer avançar as grandes políticas nacionais, sejam as de proteção ambiental, de comércio exterior  ou de defesa. Mas é impossível ter imagens de um território tão grande se não o fizermos a partir do espaço.

Os satélites SCD permitem, juntamente com as plataformas terrestres de coletas de dados, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar e a temperatura do ar.  Estas informações são coletadas pelas plataformas, no solo, enviadas aos satélites SCD que as retransmitem para uma estação de recepção e processamento de dados localizada em Cuiabá (MT). De lá, os dados coletados são enviados para a cidade de Cachoeira Paulista (SP) e ficam à disposição, via Internet, de mais de 80 empresas e instituições usuárias do sistema.

Os satélites Cbers, desenvolvidos em cooperação com a China, fizeram imagens do território nacional. Suas imagens são usadas para controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras.

Seu uso  é fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o Prodes, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o Deter, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (Canasat).