ASTRONAUTA

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Marcos Pontes*

O termo “astronauta” vem da junção de duas palavras: “astro” (que faz referência a corpos celestes como estrelas e planetas) e “nauta”, que é o nome de origem grega para “marinheiro”. Na sua versão latina também indica o navegador, aquele que viaja e que, para tanto, faz uso de recursos especiais. Na antiguidade, quase sempre esse recurso estava associado a navios ou embarcações.

Muito apropriadamente, da navegação marinha e fluvial, chegou-se à concepção da navegação celeste: astronauta é aquele que viaja no céu, o viajor entre as estrelas. Mais recentemente o feito – até então apenas presente na fantasia de escritores e poetas – tornou-se uma realidade. Astronauta é o nome dado aos indivíduos que embarcam em missões espaciais que, por isso mesmo, se tornam “missões tripuladas”. Mais do que uma atividade, ser astronauta tornou-se uma profissão quando grandes investimentos foram destinados a missões tripuladas. Quem decide ser astronauta será encarregado de realizar complexas atividades relacionadas ao monitoramento, condução e realização de atividades em ambiente espacial, frequentemente associadas a riscos consideráveis. Parte dessas atividades envolvem tarefas necessárias para a manutenção de suas próprias funções vitais, ou seja, sua sobrevivência e retorno seguro à Terra.

Porque não existe uma fronteira bem definida para onde começa o espaço, é possível que a atividade de um astronauta envolva tarefas não totalmente realizadas no espaço.  De fato, o “espaço” começa mais ou menos a partir de 100 km da superfície da Terra, onde efeitos de arrasto atmosférico tornam-se menos preponderantes nas trajetórias de corpos colocados em órbita. Entretanto, o transporte até o espaço exige que astronautas sejam também treinados para atravessar as camadas intermediárias da atmosfera que ligam a superfície até o espaço. Tarefas para a inicialização da “reentrada” por exemplo, envolvem procedimentos de alto risco, que devem ser bem compreendidas por um astronauta.

* Natural de Bauru, interior de São Paulo, o Tenente-Coronel-Aviador Marcos César Pontes é o primeiro astronauta brasileiro. Ele foi selecionado pela Agência Espacial Brasileira em junho de 1998, mas desde muito antes já direcionava sua carreira às alturas.

Em 1981, Marcos Pontes ingressou na Academia da Força Aérea (AFA), onde permaneceu nos Esquadrões de Caça até 1988. Nesse período, Pontes foi instrutor e líder de esquadrilha. Também atuou como piloto de provas de aeronaves pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) em várias campanhas, incluindo o primeiro míssil ar-ar brasileiro.

Em seu currículo, o Tenente-Coronel Pontes conta com quase duas mil horas de voo em 25 tipos de aeronaves, entre elas o F-15, F-16, F-8 e MIG-29. Ele também possui uma experiência de 16 anos na área de segurança de voo, trabalhando em inúmeras campanhas de prevenção de acidentes aeronáuticos, inclusive com o ônibus espacial.

Marcos Pontes é mestre em Engenharia de Sistemas, graduado pela Naval Postgraduate School (Monterey, Califórnia, EUA).

Mais informações sobre o nosso astronauta no site: http://www.marcospontes.com/