PROFISSÃO AJUDA A DESBRAVAR O CÉU E O ESPAÇO
Publicado em: Brasília, 23 de setembro de 2011

Brasília, 23 de setembro de 2011 – A imagem de um foguete viajando no espaço representa bem o futuro, certo? E você sabia que na região é possível se especializar em projetar, construir e testar foguetes? O curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal do Grande ABC realiza o sonho de meninos e meninas de transformar a garrafa PET da infância em aparelhos sofisticados, que deixam a Terra rumo ao universo.

O físico Cayo Prado Fernandes Francisco, 33 anos, é professor do curso. Mas físico? “A engenharia aeroespacial reúne conhecimentos de diversas áreas, tais como física, química, matemática, computação e noções fundamentais de engenharia.” Portanto, é preciso estar pronto para estudar bastante – e ser bom em números.

Além dos foguetes, o profissional formado na área pode atuar com o setor de aviação e de satélites. “A comunicação humana é feita basicamente por satélites na atualidade, portanto, há mercado para quem se especializar”, destacou Francisco.

AVIÕES
Rubens Monteiro de Souza Júnior, 24, está no último ano do curso da UFABC e faz estágio na área em que quer atuar: aviação. Ele trabalha em uma empresa de São José dos Campos, no interior de São Paulo, que fabrica aeronaves para duas pessoas. “É um mercado em expansão, pois é mais barato que adquirir um avião convencional”, explicou.

Para Souza Júnior, sua profissão é a realização de um sonho de menino. “Sempre gostei de aviões, e consegui transformar essa paixão em trabalho.”

No Brasil, o estudante acredita que a aviação ainda é o que mais emprega, não apenas no projeto e construção do avião, mas também em empresas que fornecem peças. “É possível atuar ainda com sistemas de GPS, turbinas eólicas, helicópteros. A formação é vasta e abre diversas oportunidades no mercado de trabalho.”

O salário médio de um profissional em início de carreira é de cerca de R$ 5.000.

Escola quer continuar com trajetória de bons resultados

A EE Dr. Américo Braziliense, em Santo André, conquistou bons resultados nos últimos tempos e quer estender o sucesso para a quinta edição do Desafio de Redação. O colégio obteve uma das melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio de 2010 entre as públicas não técnicas.

Além disso, Letícia Campos Pereira conquistou a primeira colocação entre os estudantes do 8º e 9º anos de Santo André no Desafio do ano passado. “Foi uma euforia, os alunos ficaram entusiasmados”, afirmou a diretora Alice Gaiarsa.

O Colégio Santer, também na cidade, utilizou o concurso como reforço em um projeto sobre profissões com alunos do 6º ano. “Eles estão ligados nas tendências do mercado”, disse a coordenadora do colégio, Vera Lima, 70 anos.

Um exemplo é Maria Allice Freire, 14, que participou do concurso escrevendo a história de uma garota que fazia projetos de foguetes para levar lixo atômico para o espaço. Maria planeja seguir a carreira de relações internacionais. “Aposto nessa área como uma das profissões do futuro porque o mundo terá cada vez mais conflitos”. (Bruno Martins e Luana Arrais)