OLIMPÍADA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA GANHARÁ VERSÃO PAN-AMERICANA
Publicado em: Brasília, 5 de agosto de 2008

Realizada há 11 anos no Brasil, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), está prestes a se tornar um evento internacional. A coordenadora do Programa AEB Escola, Ivette Rodrigues – uma das organizadoras do evento no Brasil -, lançou a proposta de Olimpíada Pan-Americana de Astronomia e Astronáutica, durante a realização dos “Campamentos Espaciales, Ecuador 2008”, que aconteceu nas cidades de Quito e Ibarra, entre os dias 18 e 24 de maio.

Amplamente aceita e elogiada pelos representantes dos demais países, a idéia será colocada em prática a partir de 2009, em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia. As provas serão aplicadas no mês de maio. Os países interessados em se integrar a esta iniciativa são: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México Paraguai, Peru e Uruguai.

O Brasil fornecerá todo o aporte técnico necessário para a realização da Olimpíada. Uma das contribuições será a distribuição de material didático utilizado pelo Programa AEB Escola, que deverá ser traduzido no Equador. Em um segundo momento, o AEB Escola disponibilizará cursos de formação de multiplicadores das ações desenvolvidas aqui no Brasil.

Os países que irão participar dessa olimpíada ficarão responsáveis por sensibilizar e mobilizar suas escolas, dando condições aos alunos e professores de realizarem as atividades em seu território. Cada escola que desejar participar deverá se cadastrar, aplicar e corrigir os testes e enviar os resultados para a Comissão Organizadora da Olimpíada que ficará sediada no Brasil.

Será criado um Comitê Nacional com representantes de instituições ligadas aos temas de astronomia e astronáutica e um Fórum Intergovernamental, responsável pela organização do evento. As primeiras reuniões da comissão intergovernamental serão realizadas em ambiente virtual.

Sobre o encontro

O “Campamentos Espaciales, Ecuador 2008” faz parte de um plano de ação para área de educação, definido durante a V Conferência das Américas, realizada em 2006, com intuito de investir em iniciativas de incentivo à educação espacial nos países da América Latina e Central.
Durante a realização do evento foram feitas palestras e oficinas sobre a temática espacial
para demonstrar a importância dessa área no desenvolvimento sócio-econômico de cada país, bem como contribuir para a formação do pensamento científico nas escolas. Cada nação participante enviou uma delegação composta por representantes de Agências Espaciais, Ministérios da Educação, professores e alunos do ensino médio.

“As palestras e oficinas serviram como motivação para os alunos presentes, como forma de despertar o interesse pela temática espacial, e também como maneira de demonstrar a variedade de temas que podem ser abordados nos currículos escolares”, diz Ivette Rodrigues.

Atividades de campo, como a construção e lançamento de foguetes artesanais e uma observação astronômica noturna por meio de telescópio mobilizou grande número de estudantes locais.

Além da programação voltada para alunos e professores, foram realizadas atividades específicas para as autoridades presentes. Vale destacar o workshop “Como ensinar ciências espaciais em sala de aula”, onde cada país mostrou como vem trabalhando o tema da educação espacial em seu território. O Programa AEB Escola foi a iniciativa mais sólida dentre todas apresentadas.

No encerramento do workshop foi produzido um documento com recomendações para que os governos dos países participantes incluam conteúdos de ciências espaciais nos componentes curriculares da área de ciências.