O 1º RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO NACIONAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS É APRESENTADO EM SÃO PAULO
Publicado em: Brasília, 4 de setembro de 2013

Brasília 04 de Setembro de 2013 – O conhecimento técnico-científico produzido no país sobre causas, efeitos e projeções relacionadas às mudanças climáticas e seus impactos serão apresentados na Conclima – Conferência Nacional da Rede Clima, INCT para Mudanças Climáticas (INCT-MC) e Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), que se realizada na próxima semana em São Paulo.
O evento, organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), reúne resultados de pesquisas envolvendo cerca de 2 mil participantes dos programas e projetos envolvidos, ligados a grupos de pesquisa de instituições e universidades brasileiras e estrangeiras.

Na oportunidade será lançado oficialmente o 1º Relatório de Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas, produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). O Painel, estabelecido pelo governo federal nos moldes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), objetiva fornecer avaliações científicas sobre as mudanças climáticas, incluindo os impactos, vulnerabilidades e ações de adaptação e mitigação.

Os relatórios do PBMC sintetizam e sistematizam os estudos produzidos por diversas comunidades científicas que trabalham na área ambiental. Seu trabalho visa a subsidiar o processo de formulação de políticas públicas e tomada de decisão para o enfrentamento dos desafios representados por estas mudanças, servindo também como fonte de informações de referência para a sociedade.

O 1º Relatório, dividido em apresentações dos três Grupos de Trabalho (GT1 – Base Científica das Mudanças Climáticas; GT2 – Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação; GT3 – Mitigação das Mudanças Climáticas), será apresentado no primeiro dia da Conclima. O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM) – conjunto de programas de computador que tem a capacidade de gerar cenários globais de mudanças climáticas, com ênfase para o Brasil – também será apresentado na segunda-feira (9).

Os três dias seguintes do evento serão dedicados à apresentação de resultados da Rede Clima, INCT-MC e PFPMCG. No último dia, haverá conferências sobre a Visão da Produção do Conhecimento: Detecção, Mitigação, Impactos, Vulnerabilidade, Adaptação, Inovação.

Programas e projetos

O INCT-MC, instituído em 2008, é dividido em 26 subprojetos de pesquisa e tem contribuído para a melhor compreensão da dinâmica de funcionamento da atmosfera, dos oceanos e dos Continentes. Também colabora para a expansão da capacidade observacional do planeta oferecendo às comunidades científicas extensas oportunidades para avançar no entendimento do planeta como um sistema acoplado.

O PFPMCG foi criado em 2008 e objetiva fomentar mais conhecimentos sobre o mesmo tema. Espera-se que os resultados de pesquisa do programa auxiliem na tomada de decisões fundamentadas cientificamente com respeito a avaliações de risco e estratégias de mitigação e adaptação.

A Rede Clima, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é uma rede permanente criada em 2007, que objetiva principal gerar e disseminar conhecimentos para que o país possa responder aos desafios representados pelas causas e efeitos das mudanças climáticas globais. É estruturada em 13 sub-redes temáticas, cobrindo os aspectos de aumento do conhecimento científico, impactos, adaptação e mitigação das mudanças climáticas com respeito a: biodiversidade e ecossistemas, recursos hídricos, agricultura, saúde humana, cidades, zonas costeiras, oceanos, desastres naturais, serviços ambientais dos ecossistemas, energias renováveis, economia e desenvolvimento regional, além de modelagem climática.

O INCT-MC, o PFPMCG e a Rede Clima representam um ambicioso empreendimento científico criado pelos governos federal e de São Paulo para prover informações de alta qualidade em estudos de clima, detecção de variabilidade climática (VC) e mudança climática (MC), e seus impactos em setores chaves, utilizando o que há de mais avançado em técnicas de observações e de modelagem das diferentes componentes do sistema climático global.

Todos esses estudos são relevantes para ajudar o Brasil a cumprir os objetivos do seu Plano Nacional sobre Mudança do Clima, e também de informar os cientistas, os responsáveis pelas políticas públicas, os meios de comunicação e o público em geral, sobre estratégias de adaptação, estudos de vulnerabilidade e para propor medidas de mitigação.

As pesquisas desses três programas têm produzido resultados interessantes, tendo fornecido subsídios científicos para a participação nacional nas Conferências das Partes (COPs) recentes e na Conferência Rio+20.

Fonte: Inpe