NOVO EQUIPAMENTO AJUDAR A LEVAR INTERNET A COMUNIDADES REMOTAS
Publicado em: Brasília, 18 de novembro de 2013

Brasília 18 de Novembro de 2013 – Foi testado com sucesso à semana passada em Cachoeira Paulista (SP), no Vale do Paraíba, o Aeróstato Brasileiro de Banda Larga (ABBL), equipamento de tecnologia aeroespacial desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que deve ser uma das ferramentas incorporadas ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) para ampliar o acesso à rede mundial de computadores no país.

O ABBL faz parte do projeto Conectar, que visa a levar o sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos por meio de balões equipados com um sistema de comunicação. O teste do Aeróstato foi acompanhado pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e pelo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, que participaram de duas teleconferências propiciadas pelo equipamento.

Conexão

A qualidade da conexão foi elogiada pelo ministro Raupp. Ele ressaltou que, caso novos testes comprovem a eficácia e viabilidade do dispositivo, ele pode ser uma importante ferramenta para a ampliação do acesso à internet no país. “O sucesso deste primeiro teste evidencia que vale a pena investirmos em tecnologia nacional. Espero que o projeto continue avançando para que futuramente colabore para as regiões mais afastadas, como por exemplo, a amazônica, terem um eficaz sinal de internet”, disse.

O ministro Paulo Bernardo, além de revelar sua torcida para que as pesquisas continuem avançando, enfatizou que a alternativa é bem vista pelo governo, pois não agride o meio ambiente. “Pelo que nos foi apresentado, essa é uma tecnologia totalmente limpa. Certamente esta opção é muito mais barata e versátil para atender regiões afastadas e até mesmo inóspitas”, comentou. “Os pesquisadores podem ter certeza de que o governo continuará financiando alternativas tecnológicas que possam garantir uma maior qualidade de vida à população. Um grande exemplo é a nossa busca pela construção do satélite geoestacionário”, completou.

De acordo com o coordenador do projeto no Inpe, José Ângelo Neri, o equipamento tem potencial para colaborar consideravelmente com o PNBL. “Por meio do balão, a conexão em banda larga usando radiofrequência atinge uma área maior de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, essa alternativa pode ser feita com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, além do sinal ser até melhor”, destacou.

Um dos pontos destacados no evento foi a importância da parceria entre governo federal, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) e empresas especializadas, para o desenvolvimento da iniciativa. De acordo com os coordenadores do projeto, a próxima etapa do Conectar será a realização de uma série de estudos para tentar prolongar o período de suspensão do balão. Hoje, o equipamento consegue armazenar um volume de gases suficiente para aproximadamente uma semana.

Com informações da Ascom do MCTI