Notícias

Missão que levou primeiro brasileiro ao espaço completa 13 anos nesta sexta-feira

Publicado em: 29/03/2019 17h31 Última modificação: 03/04/2019 11h15

O dia 29 de março de 2006 ficará marcado para sempre na história do Brasil e na memória de seu povo. Faz 13 anos que a Missão Centenário levava à Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) a tripulação Soyuz TMA-8, formada pelo comandante russo Pavel Vinogradov, o astronauta americano Jeffrey Williams e o primeiro cosmonauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Pontes, hoje ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. A Missão foi fruto de um acordo firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Com o acordo firmado entre os dois países, Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 km de Moscou.

Os três cosmonautas, a bordo da Soyuz, decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30 (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial, onde acoplou no dia 1º de abril. Lá os três realizaram diversos experimentos científicos. Pontes levou oito experimentos que foram estudados em ambiente de microgravidade, seis deles de instituições brasileiras de pesquisa e dois de escolas de ensino médio, de São José dos Campos (SP).

O primeiro brasileiro a ir ao espaço já estava qualificado como astronauta da NASA. Dificuldades encontradas pelos Estados Unidos, após acidente com ônibus espacial, levaram a seguidos atrasos na missão como o astronauta brasileiro e ao redirecionamento para o voo com os russos. Pontes ressaltou que, pelo acordo com a AEB, ele teria apenas cinco meses para treinar, sendo que o treino normal de um cosmonauta é de dois anos. “Tive de aprender tudo sobre os sistemas russos para incluí-los nas minhas tarefas técnicas a bordo e, também, aprender a língua russa, em paralelo, nos primeiros três meses”, afirmou.

Para o astronauta brasileiro, há muito a ser feito para recolocar o Brasil rumo à conquista do espaço, mas estamos muito além do que era o mínimo esperado para um país da categoria e intenções de desenvolvimento que é o Brasil. Marcos Pontes disse se sentir honrado em receber tanto carinho, mas, para ele, foi a oportunidade de realizar não apenas um sonho pessoal, mas de uma nação inteira.

Coordenação de Comunicação Social – CCS

Registrado em:
Assunto(s):
Voltar para o topo