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Eventos
European Geosciences Union, General Assembly 2009
Viena, Autria, 19-24 April 2009
8th GPM Interational Planning Workshop - CNES/CNRS
Paris, France, 16-18 June 2009
Apresentações em eventos
2nd International GPM GV Workshop
Taipei, Taiwan, 27 - 29, September 2005 "GV Activities in Brazil: Brazilian Inifiative Towards the Establishment of GPM-Br Program" Carlos Frederico Angelis
5th GPM International Planning Workshop
Tokyo, Japan, 7 – 9, November 2005 “The GPM – Br Program: Structural and Planning Aspects” Roberto Vicente Calheiros
6th GPM International Planning Workshop
Annapolis, Maryland, USA, 6 – 8, November 2006 “GPM Program Status at the Brazilian Space Agency (AEB)” Raimundo Nonato Fialho Mussi “Status of GPM Science and Related Issues in Brazil” Roberto Vicente Calheiros |
Global Precipitation Measurement - GPM
"A missão Medida da Precipitação Global faz parte da próxima geração de missões de Ciências da Terra baseada em satélites, que estudará a precipitação global (chuva, neve e gelo)." A IMPORTÂNCIA DA MEDIDA DA PRECIPITAÇÃO Junto com a temperatura e o vento a precipitação é um dos fatores determinantes das condições de tempo e clima do planeta. Além disso, é componente crítica no ciclo hidrológico do planeta determinando a disponibilidade de água potável e suprindo como combustível tanto a ocorrência de fenômenos adversos como tempestades e furacões como também para a manutenção da vida na Terra. Nos dias de hoje as transformações e a qualidade da água no meio ambiente e a disponibilidade futura de fontes de água potável são motivo de permanentes inquietações sociais e científicas em todo planeta. Essas transformações estão presentes a todo instante no cotidiano do planeta e afeta virtualmente toda manifestação ambiental experimentada por ele. Neste cenário, podem-se observar alguns paradoxos típicos dos elementos atmosféricos: a mesma neve que bloqueia as malhas rodoviárias e paralisa temporariamente economias regionais, pode beneficiar a muitos, por representar a maior fonte de água potável durante verões secos em muitas regiões montanhosas do globo. Na atmosfera a condensação do vapor d’água em chuva e posteriormente em gelo (em alguns casos) elimina grande quantidade de calor, que por sua vez governa a circulação geral da atmosfera terrestre redistribuindo a energia e a água no globo e permitindo a manutenção das condições de vida como a conhecemos. Em muitos aspectos a precipitação é o cerne do ciclo hidrológico do nosso planeta, e entende-la é crucial para desvendar muitas incertezas acerca do clima da Terra. Não podemos entender o ciclo de energia e da água ou prever o tempo e o clima sem um conhecimento acurado da intensidade e distribuição da precipitação em termos globais. O entendimento e medida efetivos das diversas características da precipitação (distribuição, quantidade, taxas e eliminação de calor latente associado) são os maiores desafios na pesquisa de ciências da Terra. A concepção do “Global Precipitation Measurement-GPM” é uma resposta à esta necessidade de medidas acuradas de precipitação global.
GPM e GPM-Br
O Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement) – GPM é um programa, desenvolvido pela National Aeronautics and Space Administration – NASA e pela Japan Aerospace Exploration Agency – JAXA (ex-NASDA) e aberto à participação internacional, por meio de agências espaciais e meteorológicas, que visa a monitorar globalmente, por meio de satélites, as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal... O GPM vem suceder o Tropical Rainfall Measurement Mission – TRMM, ampliando sua abrangência e aprimorando a resolução temporal oferecida. Em razão do convite dos dirigentes do GPM, da importância dos dados coletados por satélite na previsão climática e do tempo e do interesse manifestado por diversas instituições nacionais foi tomada a decisão de estruturar a participação brasileira no citado Programa, atuando a Agência Espacial Brasileira – AEB como órgão nacional de coordenação do enlace. O Núcleo Brasileiro do Programa Internacional de Medidas de Precipitação – GPM-Br tem como objetivo coordenar a atuação de instituições brasileiras no GPM e estimular o uso dos dados disponibilizados. As ações do GPM-Br se orientarão segundo cinco linhas de atuação: validação e modelagem; disponibilização de dados; pesquisas; desenvolvimento de sensores; divulgação. Essas ações serão executadas segundo projetos específicos, sob a responsabilidade de uma ou mais instituições nacionais. A estrutura do GPM-Br é composta por um Comitê de Coordenação, uma Gerência, Instituições Participantes, Assessores e Usuários |
Plano de Implementação do GPM – Brasil
1) Objetivo:
Descrever as etapas do plano para implementação do satélite de órbita equatorial para estimar a precipitação e participar no Programa Internacional: Global Precipitation Measurement – GPM.
2) O Programa GPM:
O conhecimento da precipitação é de fundamental importância para o desenvolvimento de áreas que variam desde Hidrologia e Agricultura às pesquisas sobre mudanças climáticas. Devido a grande variabilidade espaço/temporal da precipitação, medidas in loco de precipitação não são suficientes para cobrir extensas áreas do globo terrestre, em especial as regiões inabitadas ou de difícil acesso, florestas tropicais, grandes reservatórios de água e oceanos.
O GPM é um programa internacional para monitorar a precipitação global a cada 3 horas em áreas de 25 x 25 km, a partir dos esforços das Agências Espaciais Americana (NASA), Japonesa (JAXA), Européia (ESA) e agora se inserindo a Agência Espacial Brasileira (AEB).
O GPM será composto por um satélite principal e uma constelação de vários satélites secundários de pequeno porte. O satélite principal será equipado com um sensor ativo de microondas visando observar a estrutura vertical da precipitação e prover a calibração padrão para a constelação de satélites. A constelação de pequenos satélites internacionais (em torno de 8 satélites), será equipada com sensores passivos em microondas para prover medidas freqüentes (em torno de 3 horas), de precipitação no Globo. Além dos satélites, o programa prevê sítios de calibração e validação com diferentes instrumentos e sensores, capazes de medir as diferentes características da precipitação, tais como: taxa de precipitação, distribuição de tamanho de gotas de chuva, características dos hidrometeoros, tipo de nuvem, etc. Uma descrição do GPM pode ser obtida no anexo A.
Um histórico sobre a evolução das estimativas de precipitação, descrevendo desde os primeiros algoritmos usados até o uso do TRMM, que norteou a criação do GPM, é apresentado no anexo B.
3) Resumo executivo da Proposta do GPM-Brasil:
A precipitação é um dos principais parâmetros meteorológicos, e é de grande utilidade para diferentes setores socioeconômicos influindo diretamente na gestão da geração e distribuição de energia, no manejo de bacias hidrográficas, na gestão de reservatórios de água e no monitoramento de desastres naturais e mudanças climáticas. Contudo, a quantificação da precipitação, com a precisão necessária, em uma bacia hidrográfica, é ainda difícil de ser obtida devido a sua alta variabilidade espacial e temporal. Com base nesta necessidade, a participação ativa do Brasil no Programa GPM pode ser considerada como estratégica, com potencial de gerar uma informação de utilidade pública de grande valia. Do ponto de vista estratégico, o GPM irá permitir o avanço brasileiro no setor espacial de satélites de pequeno porte, principalmente no uso da faixa das microondas. Considerando que a radiação em microondas não é atenuada por nuvens sem precipitação e que grande parte do Brasil está situada em regiões com constante nebulosidade, que impedem a observação da superfície por sensores óticos, o ganho em tecnologia espacial na faixa das microondas será de grande importância para diferentes aplicações.
O GPM será composto por um satélite equipado com um radar para estimar com precisão a precipitação instantânea. Contudo, esse satélite não tem um tempo de revisita suficiente para permitir que a precipitação seja quantificada durante um determinado período. Por isso, o GPM prevê o uso de diversos satélites, equipados com radiômetros passivos na faixa das microondas, que permitirão uma taxa de revisita alta, de modo a gerar estimativas precisas da precipitação. Esses satélites, de uma forma geral, serão de órbita polar, permitindo que todo o globo seja varrido pelos sensores. A proposta brasileira é de colocar em órbita equatorial o satélite GPM- Brasil, desta forma, a taxa de revisita será bastante alta, permitindo que a estimativa da precipitação seja ainda mais precisa sobre o Brasil. A França em cooperação com a Índia, esta trabalhando no satélite Megha-Tropique (detalhes deste satélite são encontrados no anexo C), que será também um satélite de órbita equatorial do GPM. Desta forma, o GPM-Brasil e o Megha-Tropique formarão uma série tropical de satélites do GPM e poderão trocar tecnologia e dados visando melhorar o produto, obtendo conseqüentemente ganho tecnológico. O sensor de microondas MADRAS, foi desenvolvido pela Índia. A proposta para o GPM- Brasil, é que ele seja desenvolvido sobre a plataforma multi missão (PMM) e equipado com o sensor de microondas MADRAS, um detector de descargas atmosféricas baseado na câmera CCD do CBERS e um transponder para o sistema de coleta de dados. O Megha-Tropique está programado para ser lançado em 2009 e o GPM Brasil em 2011. Diversas etapas são necessárias para a implementação do GPM – Brasil, entre elas se destscam: 1) Uma fase de acordos dentro do GPM através de um projeto básico de validação e um satélite em 2011 e com o Megha-Tropique para constituição de uma rede tropical de satélites GPM; 2) Fase de especificação e levantamento da demanda do satélite; 3) Fase de desenvolvimento de modelos radiativos e aplicativos para uso otimizado das informações do satélite; 4) Início de desenvolvimento de radiometria em microondas de superfície, aerotransportada e embarcada para equipar um futuro satélite GPM que irá substituir esse primeiro satélite; 5) Criação da rede GPM-Brasil para validação dos dados; 6) Desenvolvimento e implantação dos processos operacionais de recebimento, pré-processamento, geração de aplicativos, disseminação e uso eficaz e eficiente das informações. 7) Fabricação, integração e testes do satélite 8) Lançamento e operacionalização do sistema.
4) Organização Hierárquica do GPM-Brasil
O GPM-Brasil é coordenado pela AEB e assessorado pelo Núcleo Brasileiro do Programa Internacional de Medidas de Precipitação – GPM-Brasil. Esse núcleo irá assessorar, acompanhar e deliberar sobre as diversas fases do programa de implementação do GPM. O GPM-Brasil terá um escritório executivo no INPE e um gerente operacional que irá apoiar a execução das ações do GPM-Brasil. O GPM-Brasil será composto por projetos e uma rede GPM. Os projetos correspondem aos 8 itens listados anteriormente e poderão ser subdivididos em sub–projetos com os períodos de vigência definidos pelo cronograma geral do GPM–Brasil. A rede GPM-Brasil será composta por Instituições que irão aderir ao programa GPM. As Instituições que participarem da rede GPM terão cadeira no núcleo Brasileiro do Programa GPM. Os objetivos da rede GPM e as tarefas e funções das Instituições participantes são descritas no item rede GPM - Brasil.
5) Recursos
O GPM-Brasil obterá recursos do Tesouro Nacional através das ações GPM e Uniespaço e de projetos de pesquisa e desenvolvimento dos Fundos Setoriais.
6) A rede GPM – Brasil:
A rede GPM-Brasil será composta de grupos apoio à validação (GV – Grupos de apoio à validação), grupos de pesquisa (GP – Grupos de apoio à pesquisa e Desenvolvimento) e grupo de implementação do GPM (GI – Grupos de apoio à fabricação, integração , teste e operacionalização do satélite). As Instituições participarão do GPM-Brasil através de solicitação de participação à coordenação executiva.
O GV terá como objetivo coletar e/ou armazenar dados de importância para o GPM e comparar os dados de verdade terrestres com as estimativas de precipitação por satélite e sensores remotos. Adicionalmente, serão realizados estudos visando caracterizar a precipitação sobre o Brasil de forma a auxiliar o GP no desenvolvimento dos modelos de estimativa de precipitação (destacam-se assim distribuições médias da freqüência de taxa de precipitação; distribuições médias de tamanho de gotas de chuva; e distribuição vertical média dos hidrometeoros).
O GP terá como objetivo realizar pesquisa e desenvolvimento em algoritmos e radiômetros na faixa das microondas para estimar precipitação.
O GI terá como objetivo apoiar a fabricação, integração e testes do satélite GPM.
Nesta primeira etapa somente os GVs e GPs serão implementados, os GIs só serão implementados após a especificação final do satélite.
Atribuições dos GV e GP:
Benefícios dos GV e GP
Recomendações para o GI
7) Detalhamento das Fases
Fase 1.0) Elaboração de acordos dentro do GPM através de um projeto básico de validação e um satélite em 2011 e com o Megha-Tropique para constituição de uma rede tropical de satélites GPM.
Esta fase será executada pela AEB e apoiada pelo núcleo GPM-Brasil e contará com o início de contatos em duas esferas. 1) NASA, para assinatura de acordo de cooperação do Brasil com o GPM, incluindo participação na validação e na inclusão de um satélite de órbita tropical. Nesta cooperação deverá ser discutida, de forma prospectiva, a possibilidade da NASA fornecer o radiômetro GMI e apoiar o desenvolvimento, no Brasil, do detector de relâmpagos. 2) CNES – França, discussão com o PI-Científico sobre a possível cooperação em uma rede GPM tropical.
Ação Fase 1.1 – Participar das reuniões cientificas e de coordenação do GPM; organizar visita da delegação da NASA ao Brasil e trabalhar nos termos de um acordo. Para tanto, a Assessoria de Assuntos Internacionais da AEB deverá ser contatada para coordenar essas negociações e a interveniência do Ministério das Relações Exteriores. O núcleo GPM deverá revisar o documento GPM-Br – CCO 01/04 que visa orientar as diretrizes de negociação com a NASA. (anexo D)
Ação Fase 1.2 – Solicitar encaminhamento de solicitação do PI científico do Megha - Tropique à Divisão de programas do CNES e do ISRO (Índia) para receber delegação brasileira para tratar do assunto. Estudar como a França poderá apoiar o GPM-Brasil e a possibilidade da Índia fornecer, sem custos, o radiômetro MADRAS ao GPM-Brasil. Estudar a possibilidade de a França financiar parte do custo deste radiômetro à Índia. A ASTRIUM é a responsável pela parte de integração deste sensor. Estudar a possibilidade do Brasil ter uma estação de recepção do Megha-Tropique e do treinamento em softwares de pré-processamento e uso da informação. A Assessoria de Assuntos Internacionais da AEB deverá ser contatada para coordenar essas negociações.
Fase 2.0) Especificação e levantamento da demanda do satélite.
Esta fase estará a cargo da AEB que irá solicitar ao INPE a especificação básica do satélite e da componente solo. O levantamento da demanda e o acompanhamento e integração de informações da especificação básica será realizado pelo Gerente Operacional do GPM-Brasil.
Ação Fase 2.1 –Iniciar os processos de contratação do gerente operacional. Revisar documento GPB Br CCO 01/03 (anexo E) com a lista de possíveis Instituições participantes do GPM para levantamento da demanda. O trabalho inicial do gerente operacional será o levantamento e quantificação dos benefícios das medidas para a sociedade, e a preparação de material de divulgação. O levantamento da demanda será através da visita e apresentação do GPM - Brasil as Instituições potenciais.
Ação Fase 2.2 – Criação e manutenção de uma página do GPM na Internet, que servirá de elo entre a sociedade – e os grupos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e no levantamento das necessidades da sociedade no uso efetivo dos produtos gerados pelo GPM. (Gerente Operacional).
Ação Fase 2.3 – Preparação de ofício da AEB solicitando ao INPE o início dos trabalhos de especificação do satélite GPM - Brasil.
Fase 3.0) Desenvolvimento de modelos radiativos e aplicativos para uso otimizado das informações do satélite.
Esta Fase atuará no desenvolvimento ou implementação de um algoritmo de estimativa de precipitação via medidas radiométricas passivas na faixa de freqüência de microondas e na validação deste algoritmo. O algoritmo de estimativa de precipitação terá como base o acoplamento de um modelo de transferência radiativa a um modelo de previsão do tempo, com micro-física das nuvens explícita. Os modelos de transferência radiativa, cobrindo a faixa de freqüência de microondas, deverão incluir os efeitos de polarização, emissão, absorção e espalhamento da radiação, sendo que as parametrizações deste modelo deverão ser capazes de descrever as propriedades radiativas de diferentes tipos de hidrometeoros (água, gelo, granizo, etc) e superfície (terra ou água). Os modelos numéricos de previsão do tempo de mesoescala com microfísica das nuvens detalhada devem prover a quantificação e a distribuição vertical dos diversos hidrometeoros para o modelo de transferência radiativo. Medidas de radares meteorológicos, satélite, aviões de física de nuvens e disdrômetros deverão ser utilizadas para descrever as principais características das nuvens e da chuva (por exemplo: distribuição média das gotículas e gotas de chuva em função da altura, distribuição vertical dos diversos hidrometeoros), para serem incorporadas nos modelos (medidas realizadas pela rede GPM). Finalmente, as estimativas de precipitação deverão ser validadas com as informações de radares meteorológicos, pluviômetros e disdrômetros (medidas realizadas pela rede GPM). O produto primário desta linha de atuação é o desenvolvimento de um modelo de estimativa de precipitação que englobe a simulação do sinal medido por um sensor de microondas e o estabelecimento de funções que relacionem a temperatura de brilho em um determinado canal com a precipitação para diferentes tipos de sistemas precipitantes.
Ação Fase 3.1) Abrir projetos junto a AEB e FINEP para financiar trabalhos nas seguintes áreas: 1) Desenvolvimento e/ou Implementação de um modelo de transferência radiativa na faixa de freqüência de microondas que resolva a polarização, o espalhamento, a absorção e emissão da radiação por hidrometeoros e gases a partir de simulações de Monte-Carlo, aproximações de Eddignton ou outros; 2) Representação do tipo de espalhamento para diferentes hidrometeoros em especial as partículas de gelo; 3) Acoplamento deste modelo com modelos numéricos de previsão do tempo com microfísica das nuvens explicita; 4) Caracterização da microfísica (hidrometeoros) das nuvens/chuva a partir de medidas com radares meteorológicos, aviões de física de nuvens e disdrômetros; 5) Descrição dos tipos de sistemas precipitantes e suas características microfísicas; 6) Estudos estatísticos relacionando temperatura de brilho na faixa de freqüência de microondas e precipitação usando radar meteorológico e pluviômetros; 7) Desenvolvimento de modelos de estimativa de precipitação que combinem a faixa de freqüência de microondas e infra-vermelho; 8) Estudos de sensibilidade e utilização potencial para diferentes faixas de freqüência de microondas na descrição da precipitação.
Ação Fase 3.2) Compra de radiômetro em 89 e 150 Ghz para fomentar pesquisa nesta área.
Fase 4.0) Desenvolvimento de radiometria em microondas de superfície, aerotransportada e embarcada para equipar um futuro satélite GPM que irá substituir esse primeiro satélite.
Esta fase atuará no desenvolvimento nacional de radiômetros de microondas em diferentes faixas do espectro eletromagnético a serem embarcados em satélites. Inicialmente deverão ser desenvolvidos radiômetros para medidas em solo, em uma segunda fase deverão ser embarcados em aeronaves e finalmente especificados e projetados para serem embarcados em satélite. Durante o desenvolvimento deste sensor, deverão ser estudadas tecnologias para o aprimoramento das antenas convencionais ou de abertura sintética, varredura da antena, calibração dos radiômetros, modo de aquisição dos dados e geo-referenciamento. Além desta linha, outros pontos deverão ser estudados: 1) Órbitas do satélite e resolução espacial / temporal; 2) Peso e potência; 3) Consumo de energia; 4) Processamento dos dados; 5) Sensibilidade (sinal / ruído) e acurácia das medidas.
Ação Fase 4.1) Levantar potenciais parceiros para desenvolvimento de radiômetros (Grupo do Pierre Kaufmann (Mackenzie/UNICAMP), UFI (Itajubá), INPE-Tecnologia Espacial, IAG – Astronomia, USP-Poli, Marinha – COPESP, CTA-ITA) – responsável USP.
Ação Fase 4.2) Levantar material necessário para aquisição de peças para construção de um radiômetro em 89 e 150 GHz. – responsável USP.
Ação Fase 4.3) Abrir projetos junto a AEB e FINEP para fomentar os estudos nesta área.
Fase 5.0) Criação da rede GPM-Brasil para validação dos dados.
Esta fase visa integrar Instituições de Pesquisa e Operacional dentro do projeto GPM-Brasil. A Rede GPM-Brasil, além de servir como sítio de validação do GPM servirá para apoiar o uso imediato da informação disponível sobre precipitação no desempenho rotineiro das atividades. A rede permitirá o uso comum de uma base de dados de precipitação, na otimização das medidas realizadas, no apoio técnico científico e de equipamentos.
Ação Fase 5.1) Esta fase atuará no desenvolvimento e implementação de um Banco de Dados com informações provenientes de medidas pluviométricas, de radares meteorológicos, satélites (visível, infravermelho, microondas passivo e ativo), descargas elétricas, disdrômetros e eventuais medidas de física das nuvens através de radares polarimétricos, e de aviões equipados com instrumentos de microfísica das nuvens, e outros. Essa base de dados deverá estar representada em mesma projeção e associada a informações de relevo, atmosféricas, cartas de vegetação, classificação de nuvens e tipos e características da organização espacial e temporal dos sistemas precipitantes. Esse banco deverá ser capaz de ser acessado pelos diferentes participantes do projeto e pela comunidade científica em geral. Essas informações serão disponibilizadas em página web.
Ação Fase 5.2) Levantamento pelo Gerente Operacional dos potenciais participantes elaborando um convenio com a Instituição. A AEB será responsável pela elaboração dos documentos oficiais deste convênio.
Ação Fase 5.3) Levantamento das necessidades da Instituição e como ela poderá ser auxiliada para participar no GPM.
Ação Fase 5.4) Definição do sítio de validação principal. O Gerente operacional deverá identificar um sítio ou uma região que possibilite a melhor caracterização da precipitação através das medidas da Fase 5.1. Posteriormente o Gerente operacional deverá definir ações para que os outros sítios viabilizem melhor a caracterização da precipitação.
Fase 6.0) Desenvolvimento e implantação dos processos operacionais de recebimento, pré-processamento, geração de aplicativos, disseminação e uso eficaz e eficiente das informações.
Esta fase será realizada após a especificação do satélite, do segmento solo e definição do tipo de sensor que estará equipando o satélite (GMI ou MADRAS)
Fase 7.0) Fabricação, integração e testes do satélite
Esta Fase será realizada após a especificação do satélite e do segmento solo.
Fase 8.0) Lançamento e operacionalização do sistema
Esta Fase será realizada após a fabricação do satélite.
8) Cronograma
Fases/Ano |
2005 |
2006 |
2007 |
2008 |
2009 |
2010 |
2011 |
1 |
X |
X |
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2 |
X |
X |
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3 |
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X |
X |
X |
X |
X |
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4 |
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X |
X |
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X |
X |
5 |
X |
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X |
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6 |
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X |
7 |
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X |
X |
X |
8 |
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X |
X |
9) Ações estratégicas de curto prazo ( 2005 e 2006)
A implementação do plano estratégico do GPM-Brasil depende de algumas ações imediatas que são descritas a seguir:
Núcleo Brasileiro do Programa Internacional de Medidas de Precipitação.
GPM-Br
Histórico
Em outubro de 2004 a Agência Espacial Brasileira – AEB lança o Programa GPM – Br, com o objetivo de participar efetivamente da missão: “Global Precipitation Measurement – GPM”. No primeiro semestre de 2005, o Programa é incluído no Plano Nacional de Atividades Espaciais – PNAE 2005-2014 do governo brasileiro. Posteriormente é constituído um grupo denominado Núcleo Brasileiro do Programa Internacional de Medidas de Precipitação – GPM-Br constituído de representantes de diversas instituições brasileiras (*) atuantes na área, para assessorar a AEB na consolidação das atividades pertinentes à participação brasileira na missão.
Objetivo Geral
Estimativa de precipitação global a cada 3 horas em áreas de 25 x 25 km utilizando dados de satélites.
Objetivos Específicos
Estratégia
A precipitação global será estimada utilizando um grupo de satélites. O satélite principal terá recursos semelhantes ao do Tropical Rainfall Measuring Mission (TRMM), equipado com radar para calibração no espaço dos sensores de microondas a bordo de 8 satélites de órbita polar. Haverá ainda sítios de calibração e validação com diferentes instrumentos para medir diferentes características da precipitação, tais como: taxa de precipitação, distribuição do tamanho das gotas de chuva, tipo de nuvens etc.
Propostas
Etapas para Implementação do GPM
Rede GPM-Br
(*) IAG/USP – Instituto Astronômico e Geofísico/Universidade de São Paulo
ANA – Agência Nacional de Águas
COPESP – Coordenação de Projetos Espaciais da Marinha
CPTEC/INPE – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
CTA – Comando Tecnológico da Aeronáutica
FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia
INMET – Instituto Nacional de Meteorologia
IPMET/UNESP – Instituto de Pesquisas Meteorológicas/Universidade do Estado de São Paulo
POLI/USP – Escola Politécnica/Universidade de São Paulo
UECE – Universidade Estadual do Ceará
UFC – Universidade Federal do Ceará
UFI – Universidade Federal de Itajubá
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
UNICAMP – Universidade de Campinas