INPE APOIA FASE CRÍTICA DE INSERÇÃO EM ÓRBITA DE SATÉLITE FRANCO-INDIANO
Publicado em: Brasília, 17 de outubro de 2011

Brasília, 17 de outubro de 2011 – A missão do satélite franco-indiano Megha-Tropiques, destinado a estudos climáticos na zona tropical, conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A ISRO, agência espacial indiana, solicitou ao Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) do Inpe o suporte à fase crítica de inserção em órbita do Megha-Tropiques.

“Desde o lançamento, ocorrido no último dia 12, nossa Estação de Rastreio e Controle de Cuiabá recebe as primeiras telemetrias e transmite os telecomandos fundamentais para o sucesso da missão. Esta atividade continua por mais uma semana, quando será desfeita a rede de apoio”, diz Pawel Rozenfeld, chefe do CRC/Inpe.

Testes e simulações que antecederam o lançamento do Megha-Tropiques comprovaram que a estação brasileira estava apta a fazer parte da rede mundial de rastreio e controle formada para apoiar a missão durante a fase crítica de inserção em órbita.

O satélite Megha-Tropiques é dedicado ao estudo do ciclo de água e energia na atmosfera tropical, às observações de sistemas convectivos tropicais e ao melhoramento da estimativa de precipitação a partir do espaço.

CRC/Inpe

O Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC) é um conjunto integrado de instalações, sistemas e pessoas dedicado à operação em órbita dos satélites desenvolvidos pelo Inpe ou em cooperação com instituições estrangeiras. O Centro está capacitado, ainda, a dar suporte às missões espaciais de terceiros. É composto pelo Centro de Controle de Satélites (CCS) em São José dos Campos (SP), pela Estação Terrena de Cuiabá (MT), pela Estação Terrena de Alcântara (MA), bem como pela rede de comunicação de dados e voz que conecta os três locais.

O CRC/Inpe mantém parcerias internacionais e atua na continuidade da operação do satélite científico francês Corot na estação de Alcântara, ao mesmo tempo em que realiza o controle e a recepção de dados dos satélites brasileiros SCD-1 e 2 e se prepara para a operação do sino-brasileiro CBERS-3 e do brasileiro Amazônia-1.

Em 2008, o CRC também deu suporte à Missão Lunar Indiana Chandrayaan-1. A participação do CRC foi encerrada quando a espaçonave saiu da gravidade terrestre e entrou na gravidade lunar.