IAE INICIA O CARREGAMENTO DOS PROPULSORES DO VSISNAV
Publicado em: Brasília, 14 de junho de 2013

Brasília, 14 de junho de 2013 – O projeto VLS-1 entrou em uma importante fase para realização do voo do VSISNAV em 2014. Foram iniciados os procedimentos para se carregar seus propulsores com combustível sólido. O trabalho é realizado na Usina Coronel Abner (UCA), que é uma área industrial modernamente equipada, pertencente ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), distante 25 km do campus principal. A UCA é o setor responsável pela fabricação de propelentes sólidos compósitos, fabricação e aplicação de proteções térmicas flexíveis, preparação, carregamento e estocagem de motores.

A Usina Coronel Abner é um patrimônio importante do Programa Espacial Brasileiro. A capacidade que o Brasil tem hoje em fabricar, processar, carregar e utilizar motores foguetes de alto desempenho é estratégica e deve ser preservada.  Como os demais setores, laboratórios e oficinas, a UCA requer investimentos apropriados e oportunos para que possamos sempre contar com sua pronta resposta às nossas necessidades.

O carregamento é um procedimento complexo e envolve alto grau de padronização. O processo requer equipamentos especiais e mão de obra altamente especializada. Nos últimos dois anos, foram carregados 16 motores S30, oito motores S31 e um motor S40, totalizando-se aproximadamente 27 toneladas de propelente sólido. Até dezembro de 2013, serão carregados cinco motores S43 com propelente ativo, os quais irão compor o primeiro e segundo estágios do VLS-1/VSISNAV. Na sequência, os motores S40 e S44, dos terceiro e quarto estágios, respectivamente, serão carregados com propelente inerte. Ao todo serão processadas, carregadas e curadas mais de 35 toneladas de combustível ativo, e cerca de 6 toneladas de combustível inerte.

Antes de ser enviado à UCA, o envelope motor deve ser produzido dentro dos padrões de qualidade exigidos, seguindo-se a seguinte sequência: fabricação da chapa de aço 300M, laminação, calandragem e soldagem do cilindro, inspeções não destrutivas, tratamento térmico em forno especial, ensaios hidráulicos, usinagem final e aplicação de proteções térmicas internas. Após liberado pelo setor de garantia da qualidade do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o motor segue para carregamento. Na usina, realizam-se as seguintes tarefas: preparação da superfície interna; preparação e fabricação de proteções térmicas flexíveis; aplicação de adesivos e revestimento; e  posicionamento do cilindro na câmara de carregamento. Paralelamente, é realizada a síntese de matérias primas utilizadas no processamento do propelente sólido. O motor é então carregado e a cura do propelente é detalhadamente acompanhada. Finalmente, faz-se o acabamento final e o motor é devidamente armazenado.

O VSISNAV é um protótipo do VLS-1 que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em 2014, com os objetivos principais de qualificar em voo: o SISNAV, sistema inercial autônomo que será o componente de navegação primário nos próximos veículos lançadores; sistema de separação do primeiro e segundo estágios; soluções de amortecimento das redes pirotécnicas; terminação de voo; estabilidade de queima dos motores S-43, sob aceleração; e aquisição dos dados de telemetria. Além disso, serão testados em operação de lançamento: o novo Sistema de Plataforma, que inclui a Torre Móvel de Integração (TMI), Casamata, Banco de Controle e Prédios de Preparação; e as Estações Operacionais do CLA, CLBI e Estação Móvel de Telemetria (EMT).

Fonte: Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)