GANEM ASSUME A AEB FALANDO SOBRE CUMPRIMENTO DE METAS
Publicado em: Brasília, 5 de agosto de 2008

Uma pessoa inovadora. Foi assim que o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Resende, definiu o novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), Carlos Ganem, empossado hoje (25), em Brasília. “Esperamos caminhar com o programa espacial que é tão importante para a soberania nacional”, disse.

Em seu pronunciamento Rezende lembrou a bem sucedida parceira entre Brasil e China, no Programa Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recusrsos Terrestres) – que está completando 20 anos e da importância de novos acordos internacionais para o avanço do Programa Espacial Brasileiro em todos seus estágios.

O ministro falou também da aproximação com a Argentina neste sentido e da retomada das obras para a reconstrução da torre de lançamento do Veículo Lançador de Satélites
(VLS), em Alcântara, no Maranhão.

Resende anunciou ainda que mesmo antes de assumir a presidência, Ganem, assessorado por membros do MCT, conseguiu liberar a licitação para as obras do Centro Espacial de Alcântara (CEA), que há um ano e oito meses estava sendo apreciado no Tribunal de Contas da União (TCU).

No dia 14 de março, os ministros do TCU, em plenária, decidiram liberar o edital do CEA com ressalvas. No projeto original, para a contratação, deveria ser observada a melhor técnica e o menor preço. Os ministros do TCU recomendaram que a maioria dos itens deverão ser contratados observando apenas o menor preço. A AEB terá 30 dias para proceder as alterações no edital.

Ganem, emocionado, agradeceu a confiança e disse que irá cobrar resultados para que o programa espacial possa cumprir suas metas. “Não vou começar prometendo nada para não cair em erros, mas temos compromissos com prazos acertados que precisam ser cumpridos e vou cobrar minha equipe para isso”. Uma dessas metas é o lançamento do foguete Ciclone IV, a partir de Alcântara programado para 2010.

O novo presidente explicou que o programa deverá não só cumprir o ciclo de lançamentos, mas ser uma porta de desenvolvimento para as regiões Norte e Nordeste do País. Um exemplo citado foi a questão da demarcação de terras dos quilombolas. “Precisamos fazer um programa espacial de inclusão. Estabelecer um pacto com a sociedade local designada quilombolas. Essas pessoas devem fazer parte do progresso e não ser expulsas por ele”, afirmou.