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Estação Comandante Ferraz na Antártica ganha estrutura de telecomunicações

Publicado em: 12/03/2019 19h17 Última modificação: 25/03/2019 10h23
Foto: MCTIC

Uma comitiva formada por civis e militares inaugurou na última segunda-feira (11.08), uma nova estrutura de telecomunicações implantada na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Além de internet fixa com alta velocidade, que transmite dados, faz videoconferências e ligações, há uma rede móvel com conexão 4G, acesso Wi-fi distribuído por todas as instalações e sistema de recepção de sinal de televisão.

Toda a estrutura, ampliação e modernização do sistema de telecomunicações foram possíveis graças à intermediação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) por meio da Anatel, para a renovação do acordo entre Marinha e Oi, criado em 2006 e prorrogado em 2018 por mais cinco anos.

Com 20 vezes mais capacidade de transmissão de dados, agora a rede móvel com conexão 4G vai atenuar o isolamento dos cientistas e pesquisadores, permitindo a transmissão de imagens de pesquisas e informações que incluem as observações atmosféricas que podem reduzir as consequências de eventos meteorológicos severos no Brasil.

Especialistas afirmam que a região Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste têm sofrido com tempestades de alto poder destrutivo. Esses eventos são alimentados pelos ventos úmidos com temperaturas negativas que chegam da Antártica. Esses ventos são tão importantes quanto os que circulam pelo país, mas que saem da Amazônia. Ou seja, Antártica e Amazônia são as principais fontes de energia para os temporais que provocam impacto socioeconômico direto na agricultura, por exemplo, e que, consequentemente, interferem na economia e na vida dos brasileiros.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Augusto Teixeira de Moura, faz parte da comitiva que viajou à Antártica para inauguração da nova estrutura implantada na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A estrutura beneficiará os pesquisadores que passam parte do tempo na Estação.

Pesquisas

Recentemente pesquisadores brasileiros descobriram um princípio ativo que vem dos fungos que pode aumentar a resistência das plantas no inverno. O estudo faz parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Criado em 1982, já realizou, por ano, 20 projetos de pesquisas, nas áreas de oceanografia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura, além de permitir à Marinha do Brasil, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), realizar uma das maiores operações de apoio logístico, em termos de complexidade e distância.

Pesquisas científicas de qualidade estão sendo desenvolvidas desde a década de 1980, requisito fundamental para o Brasil fazer parte do seleto grupo mundial de apenas 29 países que definem o futuro do Continente Branco no Tratado Antártico.

O tratado da Antártica entrou em vigor em 1961. Por ele os países têm direito a exploração científica do continente em regime de cooperação internacional.

Agência Espacial Brasileira (AEB)

É uma autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para empreender os esforços do governo brasileiro na promoção da autonomia do setor espacial.

Fonte: MCTIC

Coordenação de Comunicação Social – CCS

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