Imagem composta de três mostrando o emblema da missão teste e duas tomadas do nano satélite SERPENS 1 antes de ser embarcado para lançamento

Mosaico composto de três imagens mostrando o emblema da missão-teste e duas tomadas do nanossatélite Serpens 1 antes de ser embarcado para lançamento

O uso de nanossatélites em missões de treinamento para estudantes e jovens engenheiros é amplamente explorado em vários países. O programa Serpens (acrônimo para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) da Agência Espacial Brasileira (AEB) associa esse fato ao contexto presente da educação espacial no Brasil. Recentemente, diversos cursos de engenharia aeroespacial foram ou estão sendo criados nas universidades federais brasileiras. Apesar de desfrutarem de um corpo docente qualificado, a maioria ainda não foi capaz de consolidar as suas atividades na área espacial.

O programa Serpens prevê que suas missões espaciais acadêmicas sejam conduzidas por um consórcio de universidades, com ênfase nos cursos de engenharia aeroespacial. A primeira missão conduzida dentro do programa (Serpens I) foi concluída com sucesso pelo consórcio de universidades envolvidas, sob coordenação da Universidade de Brasília (UnB). Visando maior disseminação da experiência de gestão dos projetos, a coordenação deve seguir um rodízio entre as universidades do consórcio. Assim, a próxima missão apoiada pela AEB está sendo conduzida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Com base nessas premissas, e nas competências atribuídas à Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (DSAD/AEB), foi criado o programa Serpens para fomentar missões espaciais de baixo custo baseadas em nanossatélites. O desenvolvimento, lançamento e operação destes nanossatélites pela academia, com participação direta de estudantes de graduação, tem como objetivo principal a formação de recursos humanos e consolidação de atividades espaciais em universidades federais. Adicionalmente, essa iniciativa é capaz de desencadear objetivos secundários como domínio de tecnologias, ampliação significativa de acesso ao espaço, avanços científicos na área espacial brasileira, dentre outros. Por causa disso, o programa Serpens é uma excelente oportunidade para alunos dessas instituições terem um contato com atividades espaciais e exercitarem capacidades como:

  • A importância do planejamento e uso de gerenciamento de projetos;
  • Conceito de criticidade da missão;
  • Integração de diversas áreas de conhecimento (missão multidisciplinar);
  • Avaliação de risco e seu impacto no projeto.

Em particular, o primeiro nanossatélite Serpens teve lançamento e operação de sucesso em 2015 e serviu de base para a realização de outras missões.