DELEGAÇÃO UCRANIANA VISITA A AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA
Publicado em: Brasília, 5 de agosto de 2008

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Miguel Henze, recebeu nessa sexta-feira (29) o embaixador da Ucrânia no Brasil, Volodymyr Lákomov, acompanhado do vice-diretor geral da Agência Espacial Ucraniana (NSAU), Valeriy Komarov, o diretor-geral da Alcantara Cyclone Space (ACS) da parte ucraniana, Oleksandr Serdyuk, o vice-diretor Técnico João Luiz Azevedo, representando o diretor-geral da parte Brasileira, Roberto Amaral,e de representantes da empresa Yuzhmash, responsável pela fabricação do foguete Ciclone IV.

Participaram também o diretor administrativo da ACS, Jocelino Menezes, diretores, o procurador-geral, o assessor internacional e o chefe de gabinete da AEB, além do superintendente de articulação institucional da Finep, Carlos Ganem.

Komarov apresentou o desenvolvimento do trabalho ucraniano para a construção do foguete Ciclone IV e do sítio de lançamento da ACS. De acordo com ele, o segundo semestre de 2010 já deve ser lançado o primeiro foguete do Brasil. “Estamos trabalhando com prazos apertados para conseguirmos cumprir nossas metas”.

O vice-diretor geral da NSAU também informou que já estão sendo feitos os estudos geotecnicos na região que deverá ser instalado o sítio de lançamento do Ciclone. Ele garantiu que ainda em 2008 devem ser concluídos todos os trabalhos técnicos em relação ao foguete.

O presidente da AEB informou aos ucranianos que, segundo o próprio Tribunal de Contas da União (TCU), a licitação para a construção do Centro Espacial de Alcântara (CEA) deve ser analisada nos próximos dias. Desde julho de 2007, o TCU analisa o processo de licitação do CEA. “Assim que for liberada pelo TCU daremos continuidade a licitação”, garantiu.

Henze também comunicou que já estão sendo negociadas as obras para o porto em Alcântara. A Secretaria Especial de Portos está responsável pelo projeto. Sobre a instalação do sítio da ACS, Henze disse que a área já foi demarcada, mas que aguarda a formalização por parte do governo, que deve sair por decreto presidencial.