DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NA AMAZÔNIA SOMA 716 KM² EM TRÊS MESES
Publicado em: Brasília, 11 de setembro de 2013

Brasília 11 de Setembro de  2013 – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu o mapeamento dos alertas de desmatamentos para o último mês de agosto. O total das áreas desmatadas ou degradadas no mês foi de 289 km², que junto aos dados de julho (217 km²) e junho (210 km²) somam 716 km² no período.
Os dados de satélite foram obtidos pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto, destinado a orientar a fiscalização na Amazônia Legal.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o Inpe não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo Deter. Os relatórios mensais completos estão disponíveis na página www.obt.inpe.br/deter

Sistema de alerta

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do Inpe, o Deter é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

Os alertas produzidos servem para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta. Embora sejam divulgados relatórios que reúnem dados de um ou mais meses, os resultados do Deter são enviados quase que diariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O sistema utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo Deter é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos. Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira ou incêndios florestais, casos que fazem parte do processo de desmatamento na região.

Os números apontados são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o Inpe utiliza o Prodes (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

A cada divulgação sobre o Deter, o Inpe apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos as informações relativas ao Deter, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.

Fonte: Inpe