COM APOIO DA TECNOLOGIA BRASILEIRA, CONGO AVANÇA NO MONITORAMENTO DE FLORESTAS PARA REDD
Publicado em: Brasília, 3 de agosto de 2011

Brasília, 3 de agosto de 2011 – A República Democrática do Congo adotou a tecnologia brasileira de monitoramento desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que oferece seu sistema baseado em satélites a países interessados em cuidar de suas florestas. O objetivo é utilizar os resultados do monitoramento na implantação de políticas nacionais para REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.

O país africano é o segundo no mundo com maior cobertura de florestas tropicais. Em primeiro está o Brasil, que possui em seu território grande parte da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta.

O sistema operacional para monitoramento de florestas do Congo deve ser lançado durante a COP 17, na África do Sul. O sucesso de políticas relacionadas a REDD depende da capacidade dos países em medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas, algo que o Brasil, através do Inpe, realiza há vários anos.

O Inpe oferece a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD por meio de parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os cursos são realizados em Belém, onde o Inpe instalou um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais. Lá, técnicos estrangeiros aprendem a utilizar o TerraAmazon, o sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como Prodes e Deter.

“A República Democrática do Congo é o primeiro a adotar nosso sistema operacional, entre os países que foram capacitados a utilizar esta tecnologia. Estamos capacitando técnicos de várias partes do mundo e estão previstos mais cursos para a Bacia do Congo, além da América Latina e Ásia, de maneira que todos os principais países com florestas tropicais possam ser capacitados”, conta Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Instituto, o Inpe Amazônia.

Em setembro, uma nova equipe da República Democrática do Congo virá para mais um treinamento em Belém, do qual também devem participar técnicos de Papua Nova Guiné e Vietnã.