AVANÇOS TECNOLÓGICOS PARA MATERIAIS ORTOPÉDICOS
Publicado em: Brasília, 18 de março de 2013

Há, atualmente, no mercado, um travesseiro que é feito com espuma viscoelástica desenvolvida pela NASA. Essa espuma é automoldável, ou seja, ela afunda de acordo com o peso de cada parte do corpo moldando-se aos contornos de cada pessoa, deixando o peso uniformemente distribuído pela espuma. Além disso, a espuma não deforma com o tempo. Quando a pressão do corpo é retirada, ela volta ao formato original. Esse material surgiu nos laboratórios da agência espacial americana na década de 1970. A proposta, na época, era desenvolver uma espuma para as poltronas que deixasse os astronautas mais confortáveis durante a decolagem, quando eram submetidos a grandes acelerações. O problema é que a espuma criada apresentava alta densidade, ou seja, seria preciso uma grande quantidade de massa por unidade de volume, tornando-a inviável para os projetos espaciais.  Na década de 1990, no entanto, uma empresa sueca percebeu que esse material poderia ser útil para aliviar dores lombares, por exemplo. Assim, a espuma viscoelástica passou a ser usada na produção de materiais ortopédicos e colchões de luxo. E como essa empresa adquiriu a patente da Nasa, ela é a única marca que pode usar o termo “espuma com tecnologia da Nasa”. E foi assim que mais um produto doméstico surgiu a partir das pesquisas espaciais.   Outras empresas passaram a produzir espumas com tecnologias semelhantes e acabaram usando a mesma expressão em suas propagandas. A diferença está na densidade da espuma. A original tem densidade típica de 85 kg/m3 e, por isso, usa mais material em seus produtos. Entretanto, pelas normas do mercado brasileiro, espumas com densidades acima de 45 kg/m3 podem ser consideradas viscoelásticas. Levando em conta as normas reguladoras, a espuma viscoelástica apresenta qualidade melhor do que as espumas tradicionais.