ASSESSORA CIENTÍFICA DA COMISSÃO EUROPEIA DISCUTE PARCERIA COM O BRASIL
Publicado em: Brasília, 19 de março de 2013

Brasília, 19 de março de 2013 – A chefe da assessoria científica da presidência da Comissão Europeia, Anne Glover, visitou a Agência Espacial Brasileira (AEB), na manhã de segunda-feira (18). Em pauta, a discussão de áreas de ciência e tecnologia de interesse mútuo para o desenvolvimento no setor espacial.

 

Na AEB, Anne Glover foi recebida pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da instituição, Carlos Gurgel, e pelo chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho. As discussões giraram em torno da troca de talentos para fortalecer a área de inovação tanto no Brasil quanto na União Europeia. “Pretendemos usar o Programa Ciência Sem Fronteiras para mandar alunos para outros países e também para trazer profissionais para o Brasil”, afirmou Carlos Gurgel.

 

 MCTI – O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, também recebeu Anne Glover na segunda. Eles conversaram sobre possibilidades para ampliar a cooperação bilateral, projetos em andamento e o processo de adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

Encarregada de identificar áreas de colaboração científica dentro e fora da Europa, Anne Glover argumentou que empresas brasileiras podem se beneficiar da entrada do país no ESO, ao contribuir na construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, em inglês), no Chile. “Nós entendemos muito bem as implicações dessa participação, mas temos que esperar a ratificação do Congresso Nacional”, respondeu o ministro.

Raupp enfatizou a colaboração do MCTI com o Centro Conjunto de Pesquisas da Comissão Europeia (JRC, em inglês) na área de prevenção a desastres naturais. “Nós temos o desafio de organizar nossa estrutura para enfrentá-los”, disse o ministro. A parceria prevê treinamento de pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, lamentou as vidas perdidas em decorrência da chuva em Petrópolis (RJ), na noite de domingo (17). “A Europa tem papel de liderança em pesquisa de previsão meteorológica”, apontou. “Então, essa colaboração é muito importante para nós do Brasil desenvolvermos nosso sistema.”

Instrumento tanto para a previsão de desastres naturais como para outras áreas da cooperação, o programa Ciência sem Fronteiras fortaleceu, segundo o ministro, a longa tradição do país em colaboração internacional. “A maioria dos nossos cientistas teve educação no exterior”, disse. “E neste momento, temos 10 mil estudantes brasileiros em solo europeu, em vários países.”

Colaboração – Baseada em pacto vigente desde 2007, a cooperação ganhou importância com a reafirmação da parceria estratégica em declaração conjunta entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, na 6ª Cúpula Brasil-União Europeia, em 24 de janeiro.

Na ocasião, Raupp assinou acordo com o diretor-geral do JRC, Dominique Ristori, e abriu espaço para parceria em sete áreas temáticas. Para atualizar e orientar estrategicamente a cooperação, o ministro indicou a Anne Glover os nomes de Carlos Nobre e dos secretários de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, e de Política de Informática, Virgilio Almeida.

Segundo Raupp, os três secretários do MCTI podem acompanhá-lo na 6ª Reunião do Comitê Diretivo de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-União Europeia (CDC), previsto para junho ou julho, em Bruxelas. Iniciado em 2007, com a ratificação do acordo original, o encontro ocorre, alternadamente, em Brasília e na capital belga, cidade que abriga a Comissão Europeia.

O ministro sugeriu integrar à cooperação o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pela pasta federal. Representado na reunião pelo diretor Fernando Rizzo, o CGEE tem trabalhos com o Reino Unido, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

Fonte: MCTI, com edição