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AEB realiza 1º Hackathon sobre Covid-19 nas atividades espaciais

Publicado em: 11/05/2020 19h06 Última modificação: 11/05/2020 19h45

A Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), deu início nesta segunda-feira (11.05), a abertura do 1º Hackathon sobre Covid-19 nas atividades espaciais. Realizado virtualmente, o evento contou com a participação do presidente da AEB, Carlos Moura, do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, além de professores e profissionais envolvidos com a área espacial do Brasil.

O Hackathon Espacial da AEB é uma competição que tem o objetivo de buscar soluções para mitigar os impactos causados pela Covid-19 nas atividades espaciais e observar a relação intrínseca dessa mitigação para a população na Terra, além de elucidar possíveis benefícios das tecnologias espaciais.

“O 1º Hackathon sobre Covid-19 é uma excelente forma dos jovens exercitarem a criatividade, ao mesmo tempo que apresentam ideias e soluções para um problema mundial que pode até interferir nas atividades espaciais”, afirmou Carlos Moura.

Ao estimular o interesse dos jovens sobre a importância do Hackathon Espacial, Marcos Pontes ressaltou que o Programa Espacial é amplo e tem espaço para todas as áreas do conhecimento. Ele enviou a seguinte mensagem para os estudantes: “ Todos vocês têm a oportunidade de contribuir com a área espacial”, por isso aproveitem”.

“O melhor momento para desenvolver ideias acontece quando temos problemas para resolver, ou seja, os problemas podem ser grandes oportunidades. Precisamos de jovens otimistas e competentes e competência envolve habilidades e atitudes, atributos conquistados com estudo e aprendizado”, ressaltou Pontes.

Ambiente espacial

Para ajudar na elaboração das ideias, a bióloga e colaboradora do Programa Globe da Nasa no Brasil, Ariadne Lima, explicou a dinâmica dos vírus em ambiente de microgravidade. Ao apresentar uma visão biológica, a professora destacou a importância de entender o meio de propagação de microorganismos e as condições ambientais.

“A missão dos estudantes é tentar desenvolver, utilizando as tecnologias, meios de identificar a presença desses microorganismos no ambiente e tentar controlar seu processo de propagação. A partir do momento que conseguimos compreender o espaço, e como ele se organiza é possível começar a pensar em maneiras de impedir a propagação de doenças como a Covid-19”, explicou a bióloga.

Competição

A ideia da maratona, promovida pela AEB, surgiu inicialmente no Centro Vocacional Tecnológico Espacial Augusto Severo (CVT-E) e faz parte de uma parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Parnamirim.

A competição busca incentivar pesquisas a fim de solucionar problemas que ocorrem antes, durante e depois de missões espaciais. Também podem ser consideradas as consequências para a população na Terra e possível mitigação do alastramento de um vírus dentro da Estação Espacial Internacional (ISS).

Durante o Hackathon Espacial, os participantes podem propor soluções por meio de textos, projetos de modelagens 3D, protótipos de aplicativos e jogos, projetos de comunicação, canvas de negócios, maquetes eletrônicas ou virtuais, entre outros trabalhos que possam resolver os problemas ocasionados pela Covid-19 nas atividades espaciais. As equipes deverão enviar um arquivo da apresentação de seus trabalhos em PDF e um vídeo de até dois minutos relatando todas as atividades desenvolvidas durante o evento, até amanhã as 11h30.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira é uma autarquia vinculada ao MCTIC, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Coordenação de Comunicação Social – CCS

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