PERGUNTAS FREQUENTES

Qual foi a importância do voo do astronauta Marcos Pontes para o PEB?

O voo do astronauta Marcos Pontes ocorreu no âmbito do Programa Microgravidade da AEB  (http://www.aeb.gov.br/mini.php?secao=microgravidade).  Experimentos nacionais, selecionados pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) foram transportados e operados a bordo da Estação Espacial Internacional pelo astronauta. Os resultados desses experimentos têm contribuído para o avanço do conhecimento em áreas como química, controle térmico, biologia e combustão, por exemplo.

 

O voo contribuiu, também, para a divulgação do Programa Espacial junto à sociedade, em especial, aos jovens. Eles puderam ver, na figura do astronauta, que o Programa Espacial é uma realidade no Brasil e que eles podem com esforço e dedicação – a exemplo do Marcos Pontes – realizar o sonho de participar desse desafio da conquista do espaço.

Quais países possuem um Programa Espacial completo?

Estados Unidos, Comunidade Europeia, Israel, Rússia, Japão, China, Índia, Brasil.

Qual o impacto das ações do Programa Espacial Brasileiro no dia-a-dia?

Países do porte do Brasil não podem prescindir de uma capacidade própria de geração de imagens do seu território, ocupado por cidades que crescem continuamente, florestas a serem protegidas e preservadas ou plantações para o agronegócio. Sem isso, não há como fazer avançar as grandes políticas nacionais, sejam as de proteção ambiental, de comércio exterior  ou de defesa. Mas é impossível ter imagens de um território tão grande se não o fizermos a partir do espaço.

Os satélites SCD permitem, juntamente com as plataformas terrestres de coletas de dados, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar e a temperatura do ar.  Estas informações são coletadas pelas plataformas, no solo, enviadas aos satélites SCD que as retransmitem para uma estação de recepção e processamento de dados localizada em Cuiabá (MT). De lá, os dados coletados são enviados para a cidade de Cachoeira Paulista (SP) e ficam à disposição, via Internet, de mais de 80 empresas e instituições usuárias do sistema.

Os satélites Cbers, desenvolvidos em cooperação com a China, fizeram imagens do território nacional. Suas imagens são usadas para controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras.

Seu uso  é fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o Prodes, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o Deter, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (Canasat).

Que vantagens o Centro de Lançamento de Alcântara (MA) possui sobre outros centros de lançamento no mundo?

O Centro de Lançamento de Alcântara está localizado a  2o18’S  de latitude. Esta posição permite o uso máximo da rotação da Terra para impulsionar lançamentos em órbitas equatoriais.

Nesta situação, o consumo de combustível pode ser até 30% menor em comparação com outros locais em latitudes mais elevadas. Daí a vantagem que o Brasil tem sobre centros localizados em outras partes do mundo, afastados da linha do equador.

Esse diferencial atraiu o olhar de outros países, como a Ucrânia, interessada em formar uma parceria comercial com o Brasil para lançar os foguetes ucranianos Cyclone-4 a partir do CLA. Assim nasceu a empresa binacional Alcantara Cyclone-Space (ACS).

Quais profissionais podemos encontrar trabalhando no Programa?

Entre as principais profissões ligadas ao desenvolvimento dos satélites e foguetes estão  Engenharia, Física, Matemática, Ciência da Computação e Química. Entre os profissionais que usam as imagens e os dados obtidos pelos satélites estão geólogos, oceanógrafos, geofísicos, astrônomos e arquitetos, por exemplo.

Quantas pessoas trabalham para o Programa Espacial Brasileiro?

Aproximadamente três mil profissionais trabalham para o Programa, contando o pessoal da AEB, do Inpe, do DCTA e das empresa do setor espacial.

Quais são os principais parceiros do Brasil na área espacial?

São países como a China, no projeto do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), a Ucrânia, na parceria da empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS), e a Alemanha com o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites  (VLM).

Qual foi o principal avanço do Brasil, nos últimos anos, no setor aeroespacial?

O Brasil desenvolveu a capacidade de projetar e testar satélites e foguetes
(de sondagem e lançadores) com tecnologia própria e participação da indústria nacional. Com isso, tornou-se um ator importante no cenário geopolítico e pode defender soberanamente suas posições frente a outros países desenvolvidos.

Qual a previsão de aquisição ou produção de um satélite brasileiro de comunicações?

Para atender as necessidades de comunicações estratégicas em banda X para uso do Ministério da Defesa e em banda Ka para o Plano Nacional de Banda Larga, o governo brasileiro decidiu adquirir, junto à indústria nacional, um Satélite Geoestacionário de Comunicações previsto para ser lançado em 2014.

Uma sociedade formada pela Telebras (49%) e Embraer (51%), subcontratará, junto aos mercados internacional e nacional, os elementos constituintes do sistema, tanto do segmento espacial quanto do segmento solo.

A Telebras será a responsável pela operação do satélite, juntamente com o Ministério da Defesa.

Com quantos satélites de comunicação, para uso civil e militar, o Brasil conta hoje? Quem controla esses satélites?

Atualmente, há 44 satélites de telecomunicações de oito operadoras privadas autorizadas a trabalhar no Brasil. Três delas (Star One, Telesat e Hispamar) operam satélites considerados brasileiros, ou seja, cujos centros de controle estão no território nacional. As comunicações militares do País utilizam, atualmente, os satélites da Star One.

Quais os incentivos que o Programa dá para os jovens seguirem na área de pesquisa espacial?

A AEB coordena dois programas destinados ao público universitário, de estudantes a pesquisadores experientes: Uniespaço e Microgravidade. Nos dois casos, Anúncios de Oportunidade são lançados, periodicamente, para convidar grupos de instituições acadêmicas a solicitarem o financiamento de projetos.

 

Enquanto o Uniespaço é destinado ao desenvolvimento de tecnologias espaciais críticas, o programa Microgravidade procura fomentar pesquisas em física aplicada e engenharia, desenvolvimento de medicamentos ou qualquer outra área que possa beneficiar-se do ambiente de microgravidade.

 

Para o público mais jovem, pré-universitário, há o programa AEB Escola que treina professores para capacitá-los a introduzir o tema espacial, de maneira agradável, em sala de aula. Geografia, física, matemática e química, por exemplo, são disciplinas que podem se beneficiar desta “abordagem espacial”, com exemplos reais retirados de nosso programa espacial.

Quando foi elaborado o último Pnae? Um novo documento será lançado?

O último Pnae foi elaborado em 2005 e abrange o período de 2005 a 2014. Pode ser lido no link http://www.aeb.gov.br/download/PDF/pnae_web.pdf.

 

Espera-se que o novo documento seja lançado até o final de 2012.

O que é o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae)?

As atividades espaciais de um país organizam-se, usualmente, em programas compostos de subprogramas, projetos e atividades de caráter continuado. Ao conjunto desses programas costuma-se referir como o Programa Espacial do País. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) é o conjunto das iniciativas e atividades planejadas e em execução pela Agência Espacial Brasileira.

Quais os órgãos compõem o Sindae?

O Sindae é constituído por um órgão central, Agência Espacial Brasileira (AEB), responsável pela coordenação geral do Programa Espacial, e por órgãos setoriais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), responsáveis pela coordenação setorial e execução das ações contidas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae)  além dos setores industrial e acadêmico.

O que é o Sistema Nacional de Atividades Espaciais (Sindae)?

O Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae) é o conjunto dos órgãos responsáveis pela organização e execução das atividades do Programa Espacial Brasileiro.

O Programa Espacial Brasileiro é civil ou militar?

O Programa Espacial Brasileiro é de natureza civil.

Qual o orçamento do Programa Espacial para o ano de 2012?

Os orçamentos de 2012 e dos anos anteriores podem ser consultados no link http://www.aeb.gov.br/programa-espacial/investimentos/

Quais os projetos estão em andamento?

Entre 2011 e 2015 serão concluídos e lançados dois satélites da série Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers 3 e 4) e um satélite dedicado à observação da Amazônia, o Amazonia-1. Também haverá lançamentos de teste e de qualificação dos foguetes nacionais, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), e do Cyclone-4. Nesse período, será construído e lançado o Satélite Geoestacionário de Comunicações para apoio às comunicações estratégicas de governo e ao Plano Nacional de Banda Larga, permitindo acesso rápido e barato à Internet, em todo o território nacional.

 

Até 2020 serão, também, lançados mais satélites de comunicação e observação da Terra e um satélite meteorológico, que dará autonomia ao Brasil nessa área.

O que faz o Programa Espacial Brasileiro (PEB)? Qual a sua importância para o país?

O Programa Espacial Brasileiro, coordenado pela Agência Espacial Brasileira

(AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), busca capacitar o País para desenvolver e utilizar tecnologias espaciais para solução de problemas nacionais.

 

Para isso, desenvolve satélites que dão ao Brasil a capacidade de gerar  imagens do seu território, ocupado por cidades que crescem continuamente, florestas a serem protegidas e preservadas ou para conhecer o aumento de plantações para o agronegócio. A costa marítima e as fronteiras também são monitoradas por satélites.

 

A capacidade de lançar ao espaço esses satélites é, também, fundamental para a autonomia do Brasil frente ao cenário geopolítico. Por isso, o Programa desenvolve foguetes lançadores e o Brasil estabeleceu um acordo com a Ucrânia para lançamento do foguete ucraniano Cyclone-4 a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado em Alcântara  (MA).

Quando começou o Programa Espacial Brasileiro?

As atividades espaciais no Brasil começaram em 1961, com a criação da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE), em São José dos Campos (SP), para estudar e propor a política e o programa de pesquisas espaciais.

Em 1965 foi inaugurado o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal, RN, de onde se lançou o primeiro foguete de sondagem, o americano Nike-Apache, a partir do território nacional.

Em 1966 foi criado o Grupo Executivo e de Trabalhos e Estudos de Projetos Espaciais (GETEPE), para envolver o então Ministério de Aeronáutica com os trabalhos da CNAE. O GETEPE era responsável pelo planejamento do desenvolvimento de nossos foguetes.

Neste período, a ênfase das atividades foi na formação de um quadro de cientistas e pesquisadores especializados em ciências e engenharia espaciais para dotar o país com a competência do uso do espaço.