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Especialistas discutem efeitos do ambiente espacial nas atividades aeroespaciais

Publicado em: 15/08/2019 18h39 Última modificação: 22/08/2019 14h53

Especialistas e pesquisadores de instituições brasileiras vinculadas ao setor aeroespacial apresentaram, na última quarta-feira (14.08), diversos aspectos sobre os efeitos do ambiente espacial nas atividades aeroespaciais. O encontro, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), abordou o clima espacial e os fenômenos que ocorrem no espaço e afetam o ambiente da Terra, principalmente aqueles que interferem na saúde das pessoas e nos equipamentos. A radiação ionizante e seus efeitos nos pilotos também foram mencionados pelos pesquisadores.

O representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), especialista em regulação, Marcelo Scussel, retratou a utilização de satélites para auxiliar o controle do espaço aéreo, além de explicar a origem e as vantagens da utilização de satélites no aprimoramento da navegação aérea e a importância deles na otimização das rotas das aeronaves.

Na primeira parte do ciclo de palestras foi mostrado o estágio da implantação da Performance de Navegação Requerida (PBN, sigla em inglês) nos aeroportos do Brasil, além da apresentação de pesquisas realizadas pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), todas com o objetivo de entender melhor os fenômenos da radiação ionizante com foco nos efeitos da radiação, tanto na quantificação da dose recebida como nas interações no corpo humano.

Para tratar dos efeitos do ambiente espacial nas atividades aeroespaciais, o professor da Universidade de Brasília (UnB), José Leonardo Ferreira, explicou o estudo do ambiente espacial para maior entendimento das condições que podem afetar satélites e veículos espaciais em geral. “A hostilidade do ambiente espacial é primordial no planejamento e execução de missões espaciais. A realização dos testes de qualificação espacial é fundamental para mitigar os efeitos da radiação e impactos em subsistemas, componentes, circuitos e sensores, essenciais para o sucesso das missões”, afirmou o professor.

Missão Sport

“A proposta para o desenvolvimento do cubesat SPORT – Scintilation Prediction Observations Research Task, que vai estudar os fenômenos da ionosfera, com ênfase em uma ocorrência conhecida como anomalia magnética da América do Sul (AMAS), é um importante passo para o avanço das pesquisas no Brasil, nesta área”, destacou o professor José Leonardo.

O pesquisador Joaquim Eduardo Costa, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacou a relevância do programa Estudo e Monitoramento Brasileiro de Clima Espacial (Embrace), que monitora o ambiente do espaço Sol-Terra, a magnetosfera, a atmosfera superior e os efeitos de correntes induzidas no solo para prever possíveis influências nas atividades tecnológicas e econômicas.

“É importante destacar que o Brasil possui ações como esta, já que são mecanismos de alerta e de procedimentos de defesa para os sistemas tecnológicos da era espacial, pois os fenômenos geoespaciais afetam o funcionamento de sistemas de telecomunicação por satélite, sistemas de segurança de voo, de proteção e de controle de atitude de satélites, entre outros necessários no nosso dia a dia”, explicou.

Colaborando com a informação do colega Joaquim, o também pesquisador do INPE, Clézio Marcos De Nardin, apostou que em dez anos juntamente com a previsão de chuvas haverá o serviço de previsão do clima espacial. Exemplos de informações, como número de manchas solares, existência de ejeção de massa coronal (CME, em inglês), ocorrências de auroras entre outros fenômenos estarão diariamente nos telejornais.

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Coordenação de Comunicação – CCS

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