Estudantes de Ensino Médio se reúnem em evento científico

Brasília 30 de Janeiro de 2014 – Mais de 100 estudantes e professores de Ensino Médio participam até domingo (2/2), em Paraibuna, no interior paulista, do Space Camp 2014, que é um acampamento científico. Na programação do evento estão diversas palestras, observações astronômicas e experimentos de Física e Química.

Os participantes são de várias regiões do país e estão entre os vencedores da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) de 2013, competição apoiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Os alunos com as melhores notas e seus respectivos docentes foram convidados a participar do evento.

Esta é a terceira edição do acampamento, que se propõe a unir diversão e ciência, informar os estudantes sobre a organização de projetos e incentivar a cooperação e o trabalho em equipe. “É importante criar oportunidades para disseminar o conhecimento científico entre os jovens e aproximá-los de pesquisadores e astrônomos”, diz João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA.

Durante seis dias os alunos são estimulados a construir robôs, foguetes e satélites. Também visitam o Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB) e participam da Space Party, festa à fantasia em que os trajes devem ter relação com as ciências.

O evento é realizado pela Acrux Aerospace Technologies, empresa criada na Incubadora de Projetos e Empresas Tecnológicas da área aeroespacial, sediada no Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), em parceria com a OBA.

A próxima OBA será em 16 de maio próximo e o cadastro de escolas pode ser feito no site www.oba.org.br/site. A previsão é de que 33 mil estudantes, ou cerca de 4% dos alunos participantes, sejam premiados com medalhas.

Fonte: OBA


Turismo espacial deve crescer em 2015, prevê bolsista da AEB

Brasília 29 de janeiro de 2014 - Quem nunca imaginou como seria fazer uma viagem ao espaço? O estudante de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e bolsista na Agência Espacial Brasileira (AEB), Pedro Henrique Dória Nehme, investe seus estudos em projetos espaciais e acredita que o mercado do setor deve se expandir a partir do final do ano.

Ele participou, nesta terça-feira (28), da Campus Party Brasil, em São Paulo, onde detalhou os principais projetos potenciais que podem atrair, ainda mais, cientistas e entusiastas das viagens espaciais.

Nehme acredita que, logo no começo de 2015, alguns projetos devem ser retomados. Em sua opinião, a indústria de atividades espaciais crescerá rapidamente, aumentando as possibilidades para quem deseja trabalhar no setor. “Hoje, a indústria espacial já tem startups nessa área, o que era uma coisa totalmente impensável”, afirma. A formação, no entanto, pode preparar profissionais para todos os campos, conforme explica Nehme. “É isso que as empresas procuram, um profissional que esteja vendo o projeto como um todo”, destaca.

Investimentos – As oportunidades para o turismo especial atraíram para a Campus Party 2014 estudantes como Joel Anderson, 21 anos, que cursa física em São Luís (MA). Interessado em astrofísica, ele se viu diante de mais possibilidades no evento. “Antes, achava que o único foco do turismo espacial seria a viagem a outros planetas, mas aqui verifiquei que o mercado pode render mais do que isso”, afirma Anderson, que tem o objetivo de trabalhar na Base de Lançamento de Alcântara, localizada em seu estado.

Apesar das grandes perspectivas no mercado mundial, no Brasil ainda falta investimento, de acordo com Nehme. “O mercado nacional hoje é um tanto restrito, por não ter uma indústria sólida, forte, que possa caminhar com as próprias pernas”, relata. “A sociedade precisa entender a importância desse mercado, o país ainda explora muito pouco as atividades espaciais. Os jovens precisam se engajar nessa questão”, defende.

O estudante venceu um concurso mundial da companhia aérea KLM, cujo prêmio é uma viagem espacial que ocorrerá neste ano. Ele também fez estágio na Agência Espacial Norte-americana (Nasa).

Fonte: EBC


Modelo para previsão do tempo do Cptec se equipara ao usado pelos EUA

Brasília 28 de Janeiro de 2014 – Após um ano em operação, avaliação da versão 5.0 do modelo BRAMS do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com resolução de cinco quilômetros para a América do Sul, mostra que seu desempenho é bastante superior à versão anterior, de 20 quilômetros de resolução, e se equipara ao do modelo Global Forecast System (GFS), do National Center for Environmental Prediction (NCEP), principal centro de previsão do tempo dos Estados Unidos.

Segundo Saulo Freitas, responsável pelo grupo de desenvolvimento do modelo, a avaliação realizada pela Divisão de Operações do Cptec, instituição instalada em Cachoeira Paulista (SP), confirma ser este o melhor modelo operacional do instituto para a América do Sul.

O bom desempenho do modelo só foi possível graças à implantação do novo supercomputador Tupã no final de 2010, que permitiu avanços de resolução e, consequentemente, ajustes e melhorias em parametrizações físicas relacionadas, por exemplo, à convecção, interação com a superfície e turbulência. Também foi possível aperfeiçoar o esquema de transporte de vapor de água, nuvens, gases e aerossóis, já que o modelo BRAMS agrega funcionalidades que permitem também prever a qualidade do ar.

Excelência – O avanço no desempenho também está relacionado a uma reformulação nos códigos do modelo, adaptados ao sistema de processamento escalar massivamente paralelo da nova máquina do Inpe, trabalho desenvolvido pelo grupo de computação de alto desempenho do Cptec. De acordo com Freitas, “o expressivo ganho de desempenho computacional permitiu colocar o Cptec no seleto grupo de centros operacionais capazes de executar modelos de altíssima resolução espacial em domínios da abrangência do continente sul-americano.”

O novo modelo BRAMS também demonstrou avanços na sua capacidade de prever chuva. A avaliação anual dos modelos de previsão de tempo do Cptec pode ser obtida por meio do link avaliacaodemodelos.

Os produtos operacionais de previsão de tempo do modelo BRAMS podem ser acessados pelo link previsaonumerica=Brams5. Estão previsto para maio próximo o lançamento e a distribuição livre da versão 5.0 para a comunidade científica.

Ascom: Inpe


Evento científico reúne estudantes de Ensino Médio para experimentos

Brasília 27 de Janeiro de 2014 -  Mais de 100 estudantes e professores de Ensino Médio se reúnem desta terça-feira (28) até 2 de fevereiro, em um hotel fazenda de Paraibuna, no interior paulista, para participar do Space Camp 2014. Na programação do evento estão diversas palestras, observações astronômicas e experimentos de Física e Química.

Os participantes são de várias regiões do país e estão entre os vencedores da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) de 2013, certame apoiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Os alunos com as melhores notas e seus respectivos docentes foram convidados a participar do acampamento.

Esta é a terceira edição do evento, que se propõe a unir diversão e ciência, informar os estudantes sobre a organização de projetos e incentivar a cooperação e o trabalho em equipe. “É importante criar oportunidades para disseminar o conhecimento científico entre os jovens e aproximá-los de pesquisadores e astrônomos”, diz João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA.

Os alunos serão estimulados a construir robôs, foguetes e satélites. Também visitam o Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB) e participarão da Space Party, festa à fantasia em que os trajes devem ter relação com as ciências.

O evento é realizado pela Acrux Aerospace Technologies, empresa criada na Incubadora de Projetos e Empresas Tecnológicas da área aeroespacial, sediada no Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP), em parceria com a OBA.

A próxima OBA será em 16 de maio próximo e o cadastro de escolas pode ser feito no site www.oba.org.br/site. A previsão é de que 33 mil estudantes, ou cerca de 4% dos alunos participantes, sejam premiados com medalhas.

Fonte: OBA


Grupo de Observação da Terra tem novo plano decenal

Brasília 27 de Janeiro de 2014 – O Grupo de Observação da Terra (GEO) aprovou por unanimidade a proposta de prosseguimento das atividades por mais dez anos. A decisão foi tomada este mês na sua 10ª Sessão Plenária e 3ª Reunião Ministerial, em Genebra, na Suíça. O GEO é formado por 90 países, a Comissão Europeia e mais 77 organizações do mundo.

O novo plano decenal contemplará ações que, até 2025, devem auxiliar políticas públicas nas áreas de agricultura, biodiversidade, clima, desastres, ecossistemas, energia, saúde e água.

Fundada em 2005, a organização intergovernamental trabalha pelo compartilhamento de dados obtidos a partir das tecnologias para observação da Terra, como o sensoriamento remoto por satélites. O objetivo é garantir o acesso a informações capazes de melhorar o uso da terra, a observação dos oceanos, as previsões de desastres naturais, entre outras aplicações em benefício da ciência e da sociedade.

O Brasil foi um dos primeiros participantes do GEO e o primeiro a liberar dados orbitais de média resolução. A iniciativa liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) disponibilizou gratuitamente informações captadas pelos satélites do Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) em 2004.

As informações globais estão disponíveis no Geoss Portal. “O Geoss é uma ferramenta essencial para fornecer informações globais de qualidade para a tomada de decisões em benefício da sociedade”, disse a embaixadora Regina Maria Dunlop, chefe da delegação brasileira em Genebra. O site reúne mais de 1,2 milhão de dados e recursos abertos de observação da Terra.

Para o diretor do Inpe, Leonel Perondi, o Brasil deve se manter empenhado em fornecer dados de observação da Terra relevantes para estratégias ambientais e continuar os esforços para capacitar outros países a utilizar tecnologias de monitoramento por satélite. “O país está empenhado na implementação de Geoss e demonstrou claramente, em várias oportunidades, o seu compromisso com o princípio de livre acesso a dados de observação da Terra”.

Evento – Perondi ressalta que o Brasil pretende aumentar a participação no GEO nos próximos dez anos. Na próxima semana, o Inpe realiza um workshop para identificar em quais áreas pode fortalecer atuação no GEO. “Pretendemos fortalecer essa iniciativa, que deve permitir um maior envolvimento de especialistas brasileiros nas atividades do GEO”, disse o dirigente.

Participarão do workshop pesquisadores e especialistas envolvidos com estudos e projetos em áreas como sensoriamento remoto, clima, mudanças ambientais, uso da terra, geoprocessamento, entre outras.

Fonte: site do GEO


Astrônomos brasileiros descobrem cometa

Brasília 23 de Janeiro de 2014 – Por meio de imagens obtidas no último dia 12 pelo observatório Sonear, instalado na cidade de Oliveira, em Minas Gerais, os astrônomos Cristovão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros descobriram um cometa, que denominaram C/2014 A4 SONEAR. A descoberta foi confirmada quatro dias depois por astrônomos do Observatório Remanzacco, na Itália, quando a União Astronômica Internacional (IAU) batizou o cometa oficialmente com o nome previamente escolhido.

Segundo os brasileiros, o cometa tem uma órbita parabólica e provavelmente se originou na nuvem de Oort. Quando foi detectado, o objeto estava a cerca de 5.68 UA da Terra e 6.33 UA do Sol (1 UA equivalente a distância entre a Terra e o Sol, ou  149,5 milhões de quilômetros). O cometa atingirá o ponto orbital mais próximo do Sol em 11 de setembro de 2015, quando ficará a 3.82 AU da estrela.

O cometa não poderá ser visto a olho nu, uma vez que sua magnitude deve ficar abaixo de 14, o equivalente a 0,0006 vezes o brilho das estrelas mais fracas que se pode ver a olho nu em um céu limpo.

Fonte: Diário Digital “Via Fanzine”


AEB tem R$ 300 milhões no orçamento do MCTI para este ano

Brasília 22 de Janeiro de 2014 - O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21) publicou a previsão do Orçamento da União para este ano. Do montante total de quase R$ 2,5 trilhões foram destinados R$ 9,5 bilhões ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os valores serão utilizados para o custeio da pasta e dos programas de fomento à ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

A maior parte do aporte se destina às políticas de incentivo à CT&I, que receberão R$ 5,3 bilhões. Os recursos para a produção industrial chegam a R$ 542 milhões. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) terá investimentos de R$ 1,7 bilhão. Dentro deste valor, estão custeios para pesquisa e para o programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

Área espacial – Um dos principais focos do governo, o desenvolvimento do programa espacial nacional recebeu recursos consideráveis. A Agência Espacial Brasileira (AEB) terá R$ 300 milhões. Além disso, o Centro Espacial de Alcântara (CLA), no Maranhão, e a produção do foguete brasileiro-ucraniano Cyclone também terão dinheiro destinado da LOA 2014.

Entre as áreas contempladas com um bom volume de recursos está a de energia nuclear. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) terá R$ 852,9 milhões disponíveis neste ano. Somando os aportes para as Indústrias Nucleares do Brasil S.A. (INB) – R$ 903,7 milhões – e a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep) – R$ 305,3 milhões –, o investimento na área nuclear soma mais de R$ 2 bilhões. Parte desse montante será aplicado na construção de outras unidades de produção de material radiativo.

Fonte: EBC


Nanossatélite nacional será lançado no primeiro semestre

Brasília 21 de Janeiro de 2014 – O segundo nanossatélite brasileiro e primeiro Cubesat nacional, o NanosatC-Br1, será levado ao espaço em maio próximo pelo lançador russo DNPER. A informação é dos pesquisadores Otávio Durão, gerente do Projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Nélson Schuch, gerente do Projeto no Centro Regional Sul (CRS/Inpe), em Santa Maria (RS), e coordenador do Programa NanosatC-BR.

Ainda de acordo com eles, o lançamento pode ser antecipado para abril, pois a Agência Espacial Brasileira (AEB) já liberou os recursos necessários para a finalização, lançamento e operação do NanosatC-Br1. Além disso, em fevereiro serão realizados os últimos testes com os modelos de voo (satélite completo) e de engenharia, que é o satélite sem os painéis solares e antenas.

O primeiro nanossatélite nacional foi o Unosat-1, das universidades Norte do Paraná (Unopar) e Estadual de Londrina (UEL), que foi destruído no acidente com o VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 2003.

Durão informa que as três cargas úteis do nanossatélite já foram instaladas e testadas após a integração à plataforma, assim como cada subsistema, todos com funcionamento nominal. Compõem as três cargas um magnômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul (RS), e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Na opinião de Durão, o destaque dessa missão é o teste em ambiente espacial do circuito integrado projetado no país, mas produzido na Alemanha.

Para Schuch, o realce da missão está na capacitação de recursos humanos para a área espacial. “Desenvolver o programa de nanossatélites é iniciar a formação de uma massa crítica de especialistas, que será fundamental para a consolidação do programa espacial do país”, ressalta ele. O físico diz que dois estudantes que participaram do início do projeto “hoje já estão integrados ao Inpe, desenvolvendo pesquisa no Laboratório de Integração e Testes (LIT) para conclusão de mestrado e doutorado”.

Qualificação – A Estação Terrena de Santa Maria, que monitorará o cubesat em órbita, e a que fica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), já estão em operação, inclusive, recebendo dados de vários cubesats lançados por outros países. As informações coletadas, diz Durão, são enviadas para os proprietários dos artefatos, “mas são disponibilizadas entre as diversas instituições, pois o entendimento é o de que quanto mais cooperação entre todos, mais rápido será o desenvolvimento dessa etapa da era espacial”.

A operação simultânea e a coordenação destas duas Estações Terrenas de Rastreio e Controle de Nanossatélites do Programa Nanosatc-BR qualificam o Brasil ao rastreio e controle de nanossatélites – CubeSats, que operam nas bandas de frequências determinadas pela International Amateur Radio Union (Iaru), o que é significativo e complementa o Programa Espacial Brasileiro. A equipe do Inpe tem em fase final o software de missão da Estação de Solo por meio de uma empresa nacional.

Durão e Schuch também informam que o segundo Cubesat do programa, o NanosatC-BR-2, está em plena produção e a expectativa é de que seja lançado em 2015. Para Durão, a tendência é de que o incremento do segmento de nanossatélite continuará em aceleração, “pois sua produção e desenvolvimento são rápidos, porque muitos dos componentes são ofertados por diversas empresas de vários países, facilitando a aquisição”. São os chamados componentes de prateleira. Outra vantagem dessa situação é que o custo para a produção de nanossatélites é baixo em relação aos satélites de grande porte e podem desempenhar várias das aplicações destes.

Além da exigência de menos recursos, a difusão de informações entre as instituições de pesquisa e ensino permite que cada vez mais países tenham seus cubsats. Na América Latina, têm esses equipamentos a Argentina, o Equador, o Peru e a Colômbia, cujo nanossatélite é o mais antigo do continente em operação.

Parceria – O NanosatC-Br1 é um pequeno satélite científico (pouco mais de um quilo) e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. Também esteve envolvida na sua preparação a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e as empresas Emsisti, Innovative Solution in Space (ISS), empresa holandesa fornecedora da plataforma do cubesat, e a brasileira Lunus Aeroespacial.

O NanosatC-Br1 comportará dois instrumentos científicos, sendo um magnetômetro e  um detector de partículas de precipitação, para o monitoramento em tempo real do geoespaço, visando com isso o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional para a determinação de seus efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (Sama, sigla em inglês) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.

A Sama é uma “falha” do campo magnético terrestre nesta região, que fica sobre o Brasil, explica Durão. Como consequência desta anomalia, há um maior risco da presença de partículas de alta energia na região, que podem afetar as comunicações, redes de distribuição de energia, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), ou mesmo causar falhas de equipamentos eletrônicos como computadores de bordo. O Inpe estuda e monitora o fenômeno há vários anos por meio do Centro de Informação e Previsão do Clima Espacial.

Em dezembro último a AEB promoveu em Brasília (DF), o 1º Workshop do Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens). O objetivo foi qualificar engenheiros da instituição, estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial.

Participaram do evento especialistas de instituições de ensino superior internacionais com destaque na área de criação de nanossatélite como a Universidade de Vigo (Espanha), California Polytechnic State University (EUA), Università di Roma Sapienza (Itália) e Morehead State University (EUA).

Coordenação de Comunicação Social com informações do Inpe e CRS


CLBI é um dos pontos turísticos mais procurados do RN

Brasília 20 de fevereiro de 2014 - O Centro de Cultura Espacial e Informações Turísticas (Cceit), espaço do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em Parnamirim, no Rio Grande do Norte (RN), é um dos pontos turísticos mais procurados em Natal. Inaugurado há três anos com o objetivo de preservação da memória aeroespacial do Centro hoje recebe cerca de 200 mil visitantes por ano.

O Cceit ocupa uma área próxima de 2 mil m² e dispõe de 12 servidores, entre civis e militares, para atendimento ao público. Resultado da parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a prefeitura de Parnamirim, o Centro permite aos turistas conhecer um pouco da história do primeiro centro de lançamento de foguetes da América Latina e do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

O acervo do Centro disponível para apreciação é composto por painéis fotográficos, matérias de jornais e entrevistas com personalidades que marcaram a história do CLBI, mísseis, veículos lançadores, antenas, radares e o avião AT-26 Xavante, primeiro jato produzido no Brasil e que operou em unidades de combate de todo o país. Além disso, está exposto o foguete Nike Apache, o primeiro lançado a partir do Centro, e os veículos da família Sonda.

Dinâmica – De acordo com Silvânia Barreto, coordenadora do Cceit, a constante renovação do acervo e a facilidade de acesso ao local é um dos motivos pelo grande volume de visitantes recebidos. “O dinamismo é marca do nosso trabalho. Só neste ano já tivemos três novas inclusões. Além disso, estamos numa área privilegiada, próxima a pontos turísticos da cidade”, destaca.

Os objetos expostos são alvo de interesse de escolas e faculdades, que desejam despertar nos estudantes o interesse pelo setor aeroespacial. “Aqui, eles têm a oportunidade de conhecer o universo da ciência e da tecnologia do Brasil”, explica Silvânia. Só em setembro de 2013, cerca de 2.500 crianças visitaram o Centro, que fica aberto a semana toda.

Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)