Inpe solicita registro de programa para controle de satélites

Brasília, 23 de dezembro de 2014 – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) solicitou o registro do Framework de Sistemas de Controle de Satélites (SATCS) ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O pedido na modalidade “Programa de Computador” foi registrado a semana passada sob o número BR 51 2014 001516-5.

O SATCS é um framework de software para construção de aplicações de apoio à operação de satélites, inteiramente concebido, especificado e desenvolvido pela Divisão de Desenvolvimento de Sistemas de Solo (DSS) do Inpe.

Esta infraestrutura é composta de vários artefatos de software que, integrados, proveem um conjunto de serviços customizáveis aos requisitos operacionais de diferentes missões espaciais. Desenvolvido para atender programas de grande porte, os produtos SATCS são genéricos e facilmente configuráveis para monitorar e controlar equipamentos em terra e em voo, com capacidade de atender uma ampla gama de aplicações, desde nanossatélites até missões de maior complexidade, como as do programa sino-brasileiro Cbers.

Uma versão customizada do SATCS para o Cbers-4 está em uso com sucesso pelo Centro de Controle e Rastreio (CRC) do Inpe na operação do satélite desde seu lançamento, no último dia 7.

O ambiente de operação do SATCS foi configurado para o controle do Cbers-4 em tempo real e, também, permitir a análise do comportamento dos subsistemas a partir de dados de telemetria disponibilizados para acesso, via Intranet do Inpe, logo após a cada passagem do satélite.

Aplicações - Versão customizada do SATCS também é utilizada pelo CRC com sucesso na operação dos satélites de Coleta de Dados1 e 2. A nova infraestrutura é empregada ainda na fase de integração e teste do computador de bordo do satélite Amazônia. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe faz uso de uma biblioteca C disponibilizada pelo SATCS com funções de monitoração e controle. Além disso, está sendo preparado para a missão de balão que transportará o experimento ProtoMIRAX, cujas interfaces com a estação de rastreamento já foram testadas.

As várias aplicações são possíveis graças à flexibilidade de sua arquitetura, concebida com técnicas avançadas de engenharia de software, como programação genérica, padrões de projeto e metadados, além da adoção de processos de controle de qualidade no seu projeto e desenvolvimento. Sua maturidade é decorrente de um legado de mais de 20 anos de experiência na construção de sistemas de controle de satélites no Inpe pela DSS, garantindo um alto grau de confiabilidade e uma ampla cobertura de casos de uso reais.

Os serviços fornecidos pelo SATCS atendem a padrões internacionais de sistemas de dados espaciais, dentre os quais se destacam aqueles publicados pela Cooperação Europeia para Padronização Espacial (ECSS, na sigla em inglês) e pelo Comitê Consultivo para Sistemas de Dados Espaciais (CCSDS).

Assim, diferentes atividades tipicamente executadas ao longo do ciclo de vida de uma missão espacial podem ser apoiadas pelo SATCS: Operação de simulador para concepção de missões espaciais; Apoio ao desenvolvimento e teste de aviônica de tratamento de dados a bordo e controle de órbita e atitude; Controle e monitoração de satélites e seus subsistemas durante a fase de montagem, integração e testes; Operação de satélite em órbita.

Além da redução de custos de desenvolvimento, o reúso do framework em diversas atividades de engenharia espacial reduz os riscos associados a falhas nos protocolos de comunicação solo-bordo e solo-solo, já que eventuais incompatibilidades podem ser identificadas antes do lançamento do satélite. Além disso, a comunalidade evita a duplicação de esforços na preparação da base de dados do satélite pelas equipes, por exemplo, de Montagem, Integração e Testes (AIT) e de operação.

Fonte: Inpe


Planetário de Brasília abre amostra fotográfica sobre programa espacial

Brasília, 23 de dezembro de 2014 – Produzida pela Agência Espacial Brasileira (AEB) com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) o Planetário de Brasília inaugurou no domingo (21), a exposição O Brasil na Era Espacial.

A mostra apresenta mais de 30 fotos das principais instituições envolvidas nas diversas atividades, estudos e pesquisas necessárias para a execução do Programa Espacial Brasileiro.

A exposição faz parte da parceria entre a AEB e Planetário e objetiva apresentar os trabalhos das principais instituições que estudam e pesquisam o espaço para o benefício da população. Com entrada franca, a exposição pode ser visitada até 31 de janeiro de 2015.

As fotos retratam as atividades realizadas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, ambos em São José dos Campos (SP); os centros de lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), de Alcântara (CLA), no Maranhão, e o Centro de Previsão do Tempo e Estudos climáticos (CPTec), em Cachoeira Paulista (SP).

Equipamentos - No espaço, também estão expostas maquetes de seis modelos de foguetes, entre eles do Veículo Lançador de Satélites (VLS) e Veículos de Sondagem Brasileiros VSB-30, além da réplica do Satélite de Coleta de Dados (SCD) e dois Mock up, réplicas das roupas usadas pelo astronauta brasileiro, Marcos Pontes, em sua ida ao espaço.

“Para quem ficar na capital federal no período de férias, a exposição é uma ótima opção de lazer e cultura, pois, além de ser um assunto interessante, as pessoas ainda têm a oportunidade de adquirir conhecimento sobre a atividade espacial”, lembra o administrador do Planetário de Brasília, João Bosco.

O planetário funciona de terça-feira a domingo. Durante a semana está aberto das 8h às 20h e nos finais de semana das 13h às 17. No período dos festejos de fim de ano é preciso ficar atento aos horários, pois o espaço abre amanhã (24) até às 12h. Na quinta-feira (25), o funcionamento será suspenso e as atividades serão retomadas na sexta-feira (26). No Ano Novo está aberto na quarta-feira (31) até às 12h. As atividades serão retomadas a partir de 2 de janeiro.

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)

Foto: Valdivino Jr/AEB – A mostra é uma das opções de atividade para as férias escolares.

Foto: Valdivino Jr/AEB – A exposição fica no Planetário até o final de janeiro próximo.

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Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) tem novo diretor

Brasília, 23 de dezembro de 2014 – O coronel aviador Claudio Olany Alencar de Oliveira assumiu na quinta-feira (18) a direção do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em substituição ao coronel César Demétrio Santos. A solenidade de transmissão do cargo realizada no Centro Técnico foi presidida pelo tenente brigadeiro do ar Alvani Adão da Silva, diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

À frente do Centro desde 12 de janeiro de 2012, o coronel Demétrio foi agraciado na solenidade com o título de Cidadão Alcantarense, conferido pela Câmara Municipal de Alcântara e entregue pelo prefeito, Domingos Santana da Cunha Júnior.

O coronel Olany é oficial aviador formado pela Academia da Força Aérea (AFA). É doutorando e mestre em Engenharia de Computação e Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição pela qual também se graduou em Engenharia da Computação. Tem cursos de especialização relacionados a sistemas embarcados de tempo real aplicados à área espacial, e na área de gestão nos âmbitos civil e militar realizados no Brasil e no exterior.

Passou a servir no CLA em agosto de 2013 quando assumiu o cargo de vice-diretor. Antes exercia a assessoria militar de defesa do Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE). Serviu ainda na Base Aérea de Fortaleza e no Instituto de Aeronáutica Espaço (IAE).

Participaram do evento o Alto Comando do DCTA e do 1º Comando Aéreo Regional (Comar 1), além de comandantes, diretores e chefes de organizações militares da Força Aérea Brasileira (FAB), do parque tecnológico do DCTA, em São José dos Campos (SP) e localizadas na região nordeste.

Compareceram também os comandantes das unidades da Marinha, do Exército situadas em São Luís (MA) e o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.

Fonte: CLA

Foto: Divulgação/CLA – Coronel Olany (D) assume a direção do CLA em cerimônia realizada em Alcântara (MA).


Cetem reinaugura relógio de Sol e instala energia solar

Brasília, 22 de dezembro de 2014 – O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) reinaugurou, na quinta-feira (18), em parceria com o Observatório Nacional (ON), seu relógio de Sol, instalado na entrada da unidade de pesquisa, no Fundão, no Rio de Janeiro. Também instalou no mesmo espaço mais duas placas de captação de energia solar.

O relógio é do modelo vertical e consiste de duas placas de granito branco, presas numa base vertical de concreto, orientada nos pontos cardeais. Desde sua inauguração, em maio de 1997, o dispositivo não passava por restauração tão completa. No Brasil existem catalogados 200 relógios de Sol.

No relógio do Cetem, o ponteiro tem inclinação associada à localização geográfica do Rio de Janeiro (latitude: 22◦ 45′, longitude 48◦ 37′), para que fique paralelo ao eixo do planeta. Essa posição permite a incidência da luz solar sobre o ponteiro, projetando sempre na sombra no mostrador durante todo o ano, com os números correspondendo às horas do dia, de 6 às 18h. Como a Terra gira 360 graus em 24 horas, 15º equivalem à uma hora.

Energia - O Cetem chega à marca de 12 dessas placas solares, que, além de gerar energia limpa, divulgam a tecnologia. O atual sistema alimenta de energia a guarita de segurança e o lago da instituição e ilumina o estacionamento.  No momento, técnicos desenvolvem projeto de engenharia para colocação de energia solar na cobertura da instituição.

Fonte: Cetem


Brasil e China negociam novo satélite da família Cbers

Brasília, 22 de dezembro de 2014 – O Brasil e a China negociam a construção de mais um satélite da família Cbers, que poderá ser lançado dentro de três anos.

A informação foi divulgada na sexta-feira (19) pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, em evento que reuniu representantes das empresas que participaram do projeto dos satélites Cbers 3 e 4.

O programa de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers) foi iniciado em 2008. Já foram lançados cinco exemplares, sendo o último, o Cbers 4, no dia 7 deste mês da China.

Segundo Perondi, as negociações entre os dois países estão em curso e a meta seria construir o Cbers-4A, com equipamentos sobressalentes dos satélites Cbers 3 e 4. “O custo seria bem menor”, disse Perondi. Na oportunidade, o dirigente destacou a importância da continuidade do programa espacial brasileiro para a manutenção do arranjo industrial que surgiu com o programa.

“Temos uma base industrial capacitada, com pessoal altamente qualificado que pode se dispersar se não forem feitos novos contratos”, afirmou Perondi.

O representante da empresa Opto Eletrônica, que participou do projeto de construção das duas câmeras brasileiras acopladas no Cbers-4, Mário Stefani, salientou que se não houver continuidade nos projetos espaciais a tecnologia desenvolvida pelo país no campo espacial pode ser perdida.

As imagens do Cbers-4 começarão a ser disponibilizadas para usuários a partir de março de 2015. Até lá, os técnicos fazem ajustes necessários nos equipamentos.

Brasil e China assinaram protocolo de intenções para tratar de cooperação entre os dois países nos próximos 10 anos, com foco em vários segmentos espaciais.

Fonte: Jornal “O Vale”

Foto: Claudio Vieira/O Vale – O diretor Leonel Perondi no evento.


Pesquisa no Inpe pode revelar “estrelas estranhas”

Brasília, 19 de dezembro de 2014 – A possibilidade de existirem estrelas “estranhas” no Universo está em estudo no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). Com propriedades físicas diferentes daquelas compostas pela matéria “normal”, essas estrelas em condição de alta densidade teriam aproximadamente um terço dos seus quarks convertidos num tipo especial, que é chamado de “quark estranho”.

O estudo sobre as condições para identificar a existência de estrelas estranhas foi destaque na revista científica eletrônica Space.com, especializada em ciências espaciais, exploração espacial e tecnologias derivadas do acesso ao espaço. A matéria “Ripples in Space-Time Could Reveal Strange stars”, destaca os principais resultados obtidos pelo doutorando Pedro Moraes, da pós-graduação em Astrofísica do Inpe. O estudo, orientado pelo pesquisador Oswaldo Miranda, foi recentemente publicado no periódico especializado “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters”.

“Nos sistemas binários com pelo menos uma estrela estranha, são produzidas assinaturas em ondas gravitacionais diferentes daquelas que seriam obtidas para duas estrelas normais”, explica Miranda. “Ondas gravitacionais são perturbações no tecido do espaço-tempo, sendo, nesse caso, produzidas quando as estrelas entram em processo de coalescência – ou seja, vão se aproximando até que ocorra a fusão das duas”.

Miranda destaca que não houve detecção de ondas gravitacionais durante dois surtos de explosão gama (GRB – Gamma Ray Bursts) analisados pelo experimento Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (Ligo), dos Estados Unidos. A “não detecção” durante esses fenômenos poderia ser explicada caso uma das estrelas fosse estranha.

“A motivação para essas ideias vem também da física de partículas. Nos últimos anos, a ciência tem buscado identificar em quais condições a matéria normal poderia ser convertida em matéria estranha. Essa matéria teria mais estabilidade, especialmente em objetos que estão em condições físicas extremas como as chamadas estrelas de nêutrons. E o laboratório natural para testar essas ideias e conceitos é o espaço”, conclui o pesquisador.

Fonte: Inpe 


Satélite SGDC recebe mais de R$ 400 milhões do governo

Brasília, 19 de dezembro de 2014 – O governo federal liberou R$ 404,7 milhões esta semana para a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto que levará internet de banda larga a municípios com menos de 50 mil habitantes e aprimorará a comunicação dos órgãos de Defesa Nacional.

O projeto, cujo orçamento total é de R$ 1,8 bilhão, está em andamento na França e tem a participação de técnicos brasileiros no seu desenvolvimento. Parte dos recursos é do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

“Teremos um satélite próprio agora. Não precisaremos mais contratar serviços estrangeiros, resultando em economia aos cofres públicos, e levaremos internet a municípios pequenos onde é inviável implantar fibra ótica”, disse o diz o diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

A licitação para a construção do satélite foi vencida por uma empresa francesa, a Thales Alenia Space. Mas ao contrário de outros satélites usados pelo Brasil, que são controlados por estações estrangeiras, o SGDC será 100% controlado por instituições nacionais.

Além disso, o contrato assinado em setembro último prevê transferência de tecnologia ao Brasil, por meio da empresa Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Telecomunicações Brasileiras (Telebrás) e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que atua como empresa integradora do projeto.

O satélite pesa 5,8 toneladas, tem vida útil de 15 anos e previsão de lançamento em 2016. Participam do projeto os ministérios das Comunicações, Defesa, e Ciência e Tecnologia, além das empresas Embraer e Telebras, e a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Cada órgão designou técnicos que foram enviados à França para adquirir capacitação tecnológica, visando o desenvolvimento futuro no Brasil de uma indústria no setor.

Fonte: Portal Brasil


Estudo do CGEE indica investimentos para cadeia produtiva aeronáutica

Brasília, 19 de dezembro de 2014 – O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) publicou o Programa Demonstrativo para Inovação em Cadeia Produtiva Selecionada – Indústria Aeronáutica Brasileira. O objetivo do programa, demandado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é indicar investimentos capazes de alavancar a atividade inovadora na cadeia produtiva da indústria aeronáutica.

“O estudo oferece uma orientação prática e organizada dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Além da revisão e apropriação de trabalhos e recomendações tecnológicas anteriores para a indústria aeronáutica nacional, foram feitas entrevistas com as original equipment manufacturers (OEMs) e fornecedoras”, diz a coordenadora do levantamento, a assessora técnica Ione Egler, do CGEE.

O Brasil é o quinto maior exportador de aeronaves do mundo e, nos últimos anos, a balança comercial dessa indústria tem sido superavitária. O programa demonstrativo reflete as principais demandas da área e sugere possibilidades de desenvolvimento nos próximos anos.

“Esse estudo busca entender o que precisa ser estruturado para o avião do futuro, que tecnologias de pesquisa precisam ser organizadas no país agora. Ele está pronto para implementação, é todo programático e indicativo”, destaca Ione. O programa é utilizado como subsídio para detalhar ações do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), do MCTI.

O documento aponta que, para manter e ampliar a participação da nossa indústria no mercado mundial de aeronaves, é necessário dinamizar e atualizar tecnologicamente o setor. Investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, segundo o estudo, são essenciais.

De acordo com Ione, o documento indica que essas atividades devem contemplar diferentes organizações, como universidades, institutos de pesquisa e empresas. Nesse último caso, as atividades de PD&I devem envolver não só as OEMs, mas também as pequenas empresas.

“Uma grande fragilidade da indústria aeronáutica brasileira é a dificuldade de contar com empresas fornecedoras de grande porte no país. Fortalecer essa cadeia produtiva requer investimentos tanto nas OEMs quanto nos elos de fornecedores”, afirma.

Fonte: CGEE


AEB avança em práticas de governança e gestão de TI

Brasília, 19 de dezembro de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) avançou posições na prática de governança de Tecnologia da Informação (TI) na Administração Pública Federal (APF), segundo levantamento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estabelecimento do Índice de Governança de Tecnologia da Informação (iGovTI 2014).

A coleta de dados é realizada a cada dois anos baseada em questionários que abordam práticas de governança e de gestão de TI previstas em leis, regulamentos, normas técnicas e modelos internacionais de boas práticas.

No iGovTI 2014 a AEB aparece em 6º lugar dentre 27 autarquias do governo federal (era 8ª colocada em 2012); em 54º lugar dentre 229 órgãos do governo vinculados ao Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp) do Ministério do Planejamento (MPOG) (era 73º colocado em 2012) e em 105º lugar dentre 372 órgãos do governo federal (ocupou a 149ª posição em 2012). A mudança de posição é mais relevante levando-se em conta que neste ano participaram mais instituições e a AEB conseguiu superação em todos os seguimentos.

Na opinião do chefe da Divisão de Informática da Agência, Romualdo Alves Pereira Jr, “o resultado é animador, pois mostra que os esforços e ações que estamos implementando estão no caminho certo e dando resultados”. Ele pondera, todavia, que há muitas etapas a serem vencidas e que não faltarão motivações para que os índices sejam melhorados para a próxima avaliação em 2016.

Etapas - Entre as recomendações do TCU para que haja avanço nos índices está à adoção de políticas, práticas, processos, estruturas organizacionais e outras. No que diz respeito à política, por exemplo, há recomendação de implementação de Plano Diretor de TI e de Estratégia Geral de TI, itens já atendidos pela AEB.

Como exemplos de prática, a recomendação é para a adoção de práticas do COBIT5, modelo de governança e gestão de TI. Este é um item que a AEB pretende concluir no nos próximos dois anos. No quesito processo, a instituição já iniciou e também tem também como alvo para 2015 a consolidação de metodologias ágeis de desenvolvimento e metodologia de roadmapping tecnológico.

Segundo Pereira Jr, a mudança para patamar positivo em muito se deve ao convênio AEB-CPAI/UnB que permitiu a alocação de pesquisadores para trabalhar na área de TI da Agência. Para o chefe do setor, a expectativa é que a instituição valorize a área de TI em sua estrutura organizacional, como pede o TCU e a Controladoria Geral da União (CGU). Na sua visão, isso é fundamental, até porque a TI, que é o único índice específico no levantamento do Tribunal, é apontado como estratégico na APF.

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)

 


IAE realiza testes com motor foguete híbrido

Brasília, 18 de dezembro de 2014 – O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou em novembro, 14 ensaios de queima do motor foguete a propulsão híbrida (H1) no banco de ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida da Divisão de Propulsão Espacial (APE).

Esta segunda campanha testou o desempenho de diferentes combustíveis como a parafina, o HTPB e a cera apícola, todos combinados com o oxigênio gasoso. O desempenho do motor H1 foi considerado satisfatório, pois validou o projeto dos sistemas de injeção e ignição modificados em consonância com os requisitos de funcionamento do motor, e ratificou os parâmetros propulsivos mais importantes como vazão mássica dos propelentes, pressão na câmara de combustão, empuxo e velocidade característica do propelente.

O H1 tem entre os principais objetivos a capacitação do IAE no desenvolvimento da tecnologia de propulsão híbrida e o treinamento da equipe responsável pelos ensaios do Laboratório de Propulsão Líquida. O projeto tem como objetivos secundários desenvolver e testar tecnologias ou componentes como injetores, proteções térmicas, combustíveis não tóxicos e não poluentes e ignitores pirotécnicos, além de fomentar a formação acadêmica dos bolsistas de iniciação científica do IAE e doutorandos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O princípio de funcionamento do motor híbrido se baseia na injeção de oxigênio gasoso no interior da câmara de combustão, onde se encontra o combustível sólido. O processo de combustão é iniciado por ignitores pirotécnicos gerando pressões da ordem de 15 bar e empuxo de 1 kN.

Apoio – O projeto é apoiado financeiramente pela Agência Espacial Brasileira (AE), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 216 mil, aplicados na aquisição de insumos e componentes do motor e para equipar o bancos de teste da APE, além de permitir a contratação de bolsistas de desenvolvimento tecnológico.

No IAE a campanha teve a colaboração da Divisão de Química, parceira no projeto, responsável pelo desenvolvimento de processos de manufatura dos combustíveis, carregamento e integração dos blocos ao tubo motor e montagem da tubeira de grafite; da Divisão de Mecânica, responsável pela usinagem de diferentes componentes do motor H1 e da Divisão de Integração e Ensaios, responsável pelo monitoramento das temperaturas na tubeira por meio de câmera térmica e pelos registros em vídeo dos ensaios.

Na Divisão de Propulsão Espacial a APE-X, desenvolveu o sistema pirotécnico, executando o carregamento, instalação dos ignitores e operação da linha de fogo; o grupo do projeto L75 apoiou tecnicamente o projeto e a campanha do motor H1 e finalmente a APE-E que geriu e disponibilizou seus recursos humanos e infraestrutura de testes para a realização dos ensaios em banco com a supervisão da Coordenadoria de Segurança.

Fonte: IAE