Estudante de Natal (RN) ganha concurso com o telescópio Soar

Brasília 29 de Novembro de 2013 - O estudante Danilo Oliveira Imparato, do 3º ano do ensino médio, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte venceu o concurso de astronomia Imagem de seu Objeto Astronômico Favorito com o Telescópio Soar.

O resultado foi anunciado nesta semana pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI) e pela Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Imparato escolheu a galáxia NGC 1232 para seu trabalho. “Podemos observar toda a extensão a interação dela com outra galáxia, percebendo claramente os aglomerados de estrelas, poeira e gases”, explica. Outro aspecto da NGC 1232 apontado por ele é o fato dela ser “um objeto que ainda não foi extensivamente estudado”. O estudante venceu por ter apresentado uma redação com informações científicas relevantes.

Podiam participar do concurso estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e do ensino médio. Para concorrer eles deveriam escolher um objeto interessante para ser fotografado digitalmente pelo Telescópio Soar e justificar a escolha com base no interesse científico e no apelo visual do objeto.

Imparato recebeu como prêmio a oportunidade de observar o objeto astronômico escolhido com o telescópio Soar. As imagens serão colhidas remotamente e devem ser feitas entre fevereiro e maio de 2014. Já a escola do estudante recebe um quadro com a imagem impressa da galáxia e a visita de um astrônomo do LNA, que fará palestra sobre a NGC 1232.

Foram aceitas 195 propostas, envolvendo 273 estudantes. O julgamento foi feito por uma comissão formada por astrônomos profissionais do LNA, da organização da OBA e por representantes da comunidade astronômica nacional.

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB) com informações do LNA


Satélite Cbers-3 entra na última etapa de testes de pré-lançamento

Brasília 29 de Novembro de  2013 - A denominada Revisão de Prontidão do Satélite (SRR) do satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-3) realizada em conjunto no Taiyuan Satellite Launch Center (TSLC) por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) foi totalmente concluída.

A próxima etapa é o abastecimento dos tanques de combustível do satélite, que tem o lançamento programado para o dia 9 de dezembro, na China.

O Cbers-3 é o quarto satélite de sensoriamento remoto desenvolvido em parceria com a China que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.

“Os resultados dos testes elétricos mostraram que não houve danos no transporte do centro espacial de Beijing para o TSLC e as atividades de preparação final e a instalação do painel solar foram feitas com sucesso”, diz Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, coordenador do segmento espacial do Programa Cbers.

Abastecido, o satélite é instalado na coifa de transporte e transferido para a torre de lançamento onde será acoplado ao foguete Longa Marcha-4 para os testes de pré-lançamento.

Programa Cbers

Satélites de sensoriamento remoto são uma importante ferramenta para monitorar o território de países de extensão continental, como o Brasil e a China. Por meio da parceria entre o Inpe e a Cast já foram lançados o Cbers-1, em 1999; o Cbers-2, em 2003; e Cbers-2B, em 2007. O Cbers-4 tem previsão de lançamento em 2015.

O Cbers é importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do programa espacial. A política industrial adotada pelo Inpe permite a qualificação de fornecedores e contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais. Assim, além de exemplo de cooperação binacional em alta tecnologia, o Cbers se traduz na criação de empregos especializados e crescimento econômico.

O Inpe distribui as imagens de satélite, pela internet, sem custo ao usuário. Os dados do satélite são usados no monitoramento de florestas, mapeamentos de áreas agrícolas e do crescimento urbano, entre outras aplicações. A disponibilidade dos dados resulta na criação de outras utilizações, com reflexos no desenvolvimento socioeconômico do país.

Mais informações sobre o Programa Cbers estão em: www.cbers.inpe.br

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB) com informações do Inpe


AEB promove workshop sobre construção e aplicação de nanossatélites

Brasília 28 de Novembro de 2013 - A Agência Espacial Brasileira (AEB) realiza entre os dias 2 e 5 de dezembro em sua sede, em Brasília (DF), o 1º Workshop do Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites (Serpens).

O objetivo principal é qualificar engenheiros da instituição, estudantes, docentes e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para iniciar o desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo.

Especialistas de instituições de ensino superior internacionais com destaque e renome na área de nanossatélite como a Universidade de Vigo (Espanha), California Polytechnic State University (EUA), Università di Roma Sapienza (Itália) e Morehead State University (EUA) participarão do processo de transferência de tecnologia trabalhando ao lado de profissionais e estudantes brasileiros.

Professores dos cursos de Engenharia Aeroespacial das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG), do ABC paulista (SP), de Brasília (UnB), do Instituto Federal Fluminense (IFF), dos Laboratórios de Sistemas Integráveis Tecnológicos (LSITC), entre outras entidades, receberão treinamentos para concepção e desenvolvimento de nanossatélite.

Além de compartilhar conhecimentos tecnológicos, o programa Serpens também objetiva despertar o interesse dos estudantes para este segmento de aplicação e incentivar as instituições nacionais a criarem seus próprios projetos. A AEB espera apoiar missões semelhantes projetadas por institutos de pesquisas e universidades.

A proposta da primeira missão do programa é testar tecnologias que poderão ser utilizadas no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD).

O Serpens atende as prioridades do Programa Espacial Brasileiro de domínio de tecnologias críticas com participação da indústria, universidades e institutos de pesquisa para o setor espacial.

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


Brasília sedia evento sobre Física dos Plasmas

Brasília 20 de Novembro de 2013 – O diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel Veras, é um dos palestrantes do 12º Encontro Brasileiro de Física dos Plamas (EBFP), que a Sociedade Brasileira de Física (SBF) realiza na Universidade de Brasília (UnB) de 1 a 5 de dezembro próximo.

De acordo com o professor José Leonardo Ferreira, do Laboratório de Plasmas, do Instituto de Física da UnB, além dos trabalhos científicos tradicionais “este ano daremos uma importância especial para a discussão de temas que terão grande impacto e nortearão as pesquisas na área nos próximos 20 anos”.

Desta forma, estarão em discussão à aplicação dos plasmas no processamento de novos materiais, com destaque para a nanotecnologia, fenômenos não lineares, projetos de exploração espacial utilizando plasmas, além do emprego dos plasmas em novas áreas como bio-materiais, descontaminação de materiais hospitalares e eliminação de poluentes.

Também consta da programação do evento uma mesa redonda para debater a formação de recursos humanos para a área de plasma com análise de estratégias para incentivar a atração de cientistas e técnicos para esse campo de estudo.

O EBFP é um evento bianual, que é realizado a mais de 20 anos pela SBF, e ocorre pela primeira vez em Brasília. Para mais informações sobre o Encontro acesse www.sbfisica.org.br

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


Brasil se propõe apoiar monitoramento de florestas na África Central

Brasília 19 de Novembro de 2013 – O Brasil apresenta na COP-19, a conferência climática das Nações Unidas que se realiza em Varsóvia, na Polônia, proposta de apoio ao desenvolvimento de sistemas nacionais de monitoramento de florestas na África Central. Com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, participa nesta terça-feira (19) de reunião com ministros de países africanos para detalhar projeto de cooperação.

Por meio do Inpe, a experiência brasileira no monitoramento da Amazônia com imagens de satélite vem sendo compartilhada com países em desenvolvimento. A política nacional de código aberto de tecnologias de geoinformática e gerenciamento de grandes bancos de dados tem permitido que outros países adaptem as ferramentas para atender suas condições específicas.

Um dos exemplos é o TerraCongo, já em operação na República Democrática do Congo e que foi criado a partir do TerraAmazon, tecnologia desenvolvida pelo Inpe para seus sistemas Prodes e Deter, utilizados no monitoramento da Amazônia.

O projeto apresentado na COP-19 ampliará a capacitação técnica dos países da África Central no uso de imagens de satélites para monitoramento de suas florestas. A intenção é que as nações tenham autonomia no monitoramento de seus recursos naturais e gerem suas próprias informações para a geração de políticas públicas voltadas para a redução de emissões por desmatamento e degradação.

Além da transferência da tecnologia de monitoramento, o projeto contempla a instalação de uma estação de recepção de dados de satélite e a atualização de outra já existente na África Central (Gabão). Isto contribui para que todos os países da região tenham acesso aos dados de satélite e possam, portanto, dar continuidade ao seu monitoramento após a capacitação técnica.

A instalação de antenas de recepção é parte do programa Cbers for Africa, que prevê o livre acesso aos dados do satélite sino-brasileiro Cbers a todos os países do continente africano.

Ascom do Inpe


Cientista mostra consequências da queda de asteróides na Terra

Brasília 19 de Novembro de 2013 - A destruição causada pela colisão de um asteróide com a Terra foi um dos temas que mais atraiu a atenção do público que compareceu a 16ª edição do Encontro Nacional de Astronomia (Enast) no sábado (16), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF).

A palestra Ameaças que vêm do Espaço, ministrada pelo físico da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Leme, buscou chamar a atenção das pessoas que desconhecem os perigos e ameaças que pairam pelo Universo e os esforços da comunidade científica para monitorar e proteger o planeta.

O cientista destacou a queda de um meteorito na região central da Rússia no início do ano para ilustrar sua fala. A entrada do meteorito, cujos cálculos dos cientistas media cerca de 20 metros de diâmetro, na atmosfera terrestre causou uma forte explosão, resultando em ferimentos em mais de mil pessoas. Leme esclareceu que esse meteorito foi considerado pequeno, já que os potencialmente perigosos medem acima de 140m de diâmetro.

Os asteróides são corpos celestes rochosos e metálicos que orbitam o Sol e podem ser encontrados em várias regiões do sistema solar, mas a maioria se concentra entre a órbita de Marte e de Júpiter, em uma região conhecida como Cinturão de Asteróides. O cinturão se formou a partir do choque de diversos corpos maiores, na época da formação do sistema solar.

Vigilância – Dados divulgados recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa) afirmam que já foram localizados e monitorados cerca de 4.700 asteróides com algum potencial para atingir a Terra. Esse número representa apenas 20% dos que podem atingir o nosso planeta.

“As chances de um objeto vindo do espaço atingir a Terra é muito pequena, mas se isso ocorrer pode causar estragos irremediáveis. Se cair no oceano causará um tsunami, se cair no solo pode provocar terremotos ou desencadear outros fenômenos levando até mesmo a extinção de seres vivos”, explica Leme.

A tecnologia disponível hoje permite apenas a identificação e localização desses objetos. A Nasa e Agência Espacial Europeia (ESA) estudam medidas para diminuir o risco de colisão. A possível tática, e mais segura até agora, seria o arremesso de uma nave de grande porte contra o asteroide que viesse em direção ao nosso planeta. O impacto poderia desviar o corpo gravitacionalmente ou destruir parte de sua estrutura.

“Hoje, o maior desafio da ciência é localizar os asteróides antes que eles nos achem, ou seja, descobrir exatamente o momento em que um corpo celeste pode atingir o nosso planeta. Quando isso for possível conseguiremos adotar medidas que minimizem os danos causados a sociedade”, afirma o físico.

Além de palestras, o Enast também ofereceu em sua programação diversas oficinas, mostra científica e uma exposição na qual a Agência Espacial Brasileira (AEB) montou um estande para a distribuição e divulgação de material didático.

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


A Era dos Pequenos, Micros e Nano satélites (1)

A Era Espacial foi inaugurada por um pequeno satélite. O Sputnik-1, lançado pela ex-União Soviética em 4 de outubro de 1957, era uma esfera de 58 cm que pesava 83,6 kg. Voou durante 22 dias a uma altitude entre 228 e 947km, sem nenhuma função específica. Levava a bordo nada além de dois transmissores de rádio de 1 W, com duas longas antenas, operando entre 20,005 e 40,002 MHz e emitindo um único e obstinado – “bip,bip,bip” –, sintonizado por qualquer rádio-amador. Era, portanto, absolutamente inofensivo. Mas causou pânico nos EUA. Por que?

Porque a parte mais importante desse lançamento espacial pioneiro não era o satélite. O Sputnik I não passava do “escada”, como se diz em linguagem teatral, para o personagem principal, o foguete lançador (19 m de altura, dois estágios, 240 ton na decolagem) batizado com o nome de R7, o temido “Semyorka”, que emergia no palco da política mundial, em plena Guerra Fria, como poderoso míssil balístico intercontinental, capaz de lançar ogivas nucleares no outro lado do Terra, ou seja, nos EUA, rompendo, assim, a decantada invulnerabilidade do território norte-americano.

Daí que um pequeno satélite, instalado nos ombros do gigante R7, gerou uma grande mudança global. As potências rivais tinham agora que sentar-se à mesa de negociações para discutir a nova situação geopolítica do mundo e atender, até onde permitissem seus planos estratégicos, aos ardentes anseios de paz de todo um planeta à beira da catástrofe nuclear.

Antes, dizia-se abertamente, o país que dominar o espaço, dominará o mundo. Inaugurada a Era Espacial por quem menos se esperava fosse capaz de tamanho feito, passou-se a apregoar o uso pacífico do espaço.

Mas essa visão não durou muito. De certo modo, serviu para acalmar a opinião pública, alarmada com a ameaça da terceira guerra mundial, fadada a ser um choque de extermínio total. Apesar da perspectiva atordoante, a Guerra Fria não iria parar simplesmente porque os humanos tinham, enfim, chegado ao espaço.

Já em 1956, antes, portanto, do lançamento do Sputnik-1, os EUA aprovavam o projeto do primeiro satélite de reconhecimento, o Corona (resolução de 12m), que viria revolucionar os sistemas de inteligência a partir de 1960, substituindo o avião de espionagem U-2. Um desses aparelhos, pilotado por Francis Gary Powers, funcionário da CIA, foi abatido pela URSS e exibido no desfile de 1º de maio daquele ano. Em 1961, a URSS lançava seu primeiro satélite de reconhecimento, o Zenit (resolução de 10-15m).

A Guerra Fria crescia e se aperfeiçoava. Contudo, por acordo mútuo as duas grandes potências decidiram deixar de lado o espaço exterior como zona de conflito bélico – a mesma situação criada para a Antártida pelo Tratado de 1959, em vigor ainda hoje.

Não por acaso, apenas dez anos após o lançamento do Sputnik-1, o Tratado do Espaço, de 1967, foi capaz de proibir a colocação em órbita de armas de destruição em massa (nucleares, químicas e biológicas) e desmilitarizou totalmente a Lua e demais corpos celestes. Mas não logrou fechar o espaço para os voos suborbitais dos mísseis balísticos de grande alcance portadores de ogivas nucleares, nem para o emprego de outros tipos de armas, e muito menos regulamentar o chamado uso militar passivo do espaço (reconhecimento, comunicação, mapeamento, precisão de tiro etc.), de modo a impedir que ele vá além das ações de defesa e se torne uma forma de agressão.

Hoje, o uso de pequenos, micros e nano satélites é tendência universal sem volta. Os satélites militares são todos apresentados como sendo de defesa. Mas quantos o são efetivamente? E como adotar critérios imparciais e objetivos, reconhecidamente justos e válidos para toda a comunidade internacional, separando o joio do trigo? É aí que a porca torce o rabo.

(O próximo artigo abordará a variedade dos pequenos, micros e nano satélites. Até lá.)

José Monserrat Filho *

   * Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, e Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica.


Novo equipamento ajudar a levar internet a comunidades remotas

Brasília 18 de Novembro de 2013 – Foi testado com sucesso à semana passada em Cachoeira Paulista (SP), no Vale do Paraíba, o Aeróstato Brasileiro de Banda Larga (ABBL), equipamento de tecnologia aeroespacial desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que deve ser uma das ferramentas incorporadas ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) para ampliar o acesso à rede mundial de computadores no país.

O ABBL faz parte do projeto Conectar, que visa a levar o sinal de internet às comunidades distantes dos centros urbanos por meio de balões equipados com um sistema de comunicação. O teste do Aeróstato foi acompanhado pelos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e pelo presidente da Telebrás, Caio Bonilha, que participaram de duas teleconferências propiciadas pelo equipamento.

Conexão

A qualidade da conexão foi elogiada pelo ministro Raupp. Ele ressaltou que, caso novos testes comprovem a eficácia e viabilidade do dispositivo, ele pode ser uma importante ferramenta para a ampliação do acesso à internet no país. “O sucesso deste primeiro teste evidencia que vale a pena investirmos em tecnologia nacional. Espero que o projeto continue avançando para que futuramente colabore para as regiões mais afastadas, como por exemplo, a amazônica, terem um eficaz sinal de internet”, disse.

O ministro Paulo Bernardo, além de revelar sua torcida para que as pesquisas continuem avançando, enfatizou que a alternativa é bem vista pelo governo, pois não agride o meio ambiente. “Pelo que nos foi apresentado, essa é uma tecnologia totalmente limpa. Certamente esta opção é muito mais barata e versátil para atender regiões afastadas e até mesmo inóspitas”, comentou. “Os pesquisadores podem ter certeza de que o governo continuará financiando alternativas tecnológicas que possam garantir uma maior qualidade de vida à população. Um grande exemplo é a nossa busca pela construção do satélite geoestacionário”, completou.

De acordo com o coordenador do projeto no Inpe, José Ângelo Neri, o equipamento tem potencial para colaborar consideravelmente com o PNBL. “Por meio do balão, a conexão em banda larga usando radiofrequência atinge uma área maior de cobertura em comparação às torres convencionais. Assim, essa alternativa pode ser feita com custo competitivo em relação às tecnologias existentes, além do sinal ser até melhor”, destacou.

Um dos pontos destacados no evento foi a importância da parceria entre governo federal, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) e empresas especializadas, para o desenvolvimento da iniciativa. De acordo com os coordenadores do projeto, a próxima etapa do Conectar será a realização de uma série de estudos para tentar prolongar o período de suspensão do balão. Hoje, o equipamento consegue armazenar um volume de gases suficiente para aproximadamente uma semana.

Com informações da Ascom do MCTI


Inpe estima mais de 5.000 km² desmatados na Amazônia em 2013

Brasília 18 de Novembro de 2013 – A estimativa da taxa anual do desmatamento medida pelo Prodes, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que foram desmatados 5.843 km²  no período de agosto de 2012 a julho de 2013. O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal, o chamado corte raso.

A taxa estimada em 2013 indica um aumento de 28% em relação ao período anterior, em que foram medidos 4.571 km². Com o lançamento do satélite americano Landsat 8/OLI em outubro de 2012, o Inpe voltou a utilizar prioritariamente instrumentos da família Landsat para fazer o mapeamento e calcular a taxa de desmatamento para o ano de 2013.

Para gerar esta primeira estimativa, o órgão analisou 86 imagens nas regiões onde foram registrados cerca de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2011 a julho/2012) e que também cobriram os 43 municípios prioritários, referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2009.

Os dados do Prodes-2013 estão disponíveis no site: www.obt.inpe.br/prodes. As imagens utilizadas neste mapeamento estarão disponíveis na próxima semana.

Ascom do Inpe


Microssatélites é tema de workshop na Agência Espacial Brasileira

Brasília 14 de Novembro de 2013 – As possibilidades de acordo entre Brasil e Japão no que diz respeito a atividades e aplicações com microssatélites foi um dos temas em discussão no Workshop Brasil-Japão sobre Desenvolvimento e Aplicações de Microssatélites nesta quinta-feira (14) na Agência Espacial Brasileira (AEB).

O evento é realizado pelo Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (Laica) da Universidade de Brasília (UnB), em cooperação com as universidades de Tóquio e de Wakayama, do Japão, e apoio da AEB.

A atividade, que foi acompanhada por diversos estudantes da UnB, teve a participação de especialistas brasileiros e japoneses que divulgaram as ações desenvolvidas nos dois países na área de Engenharia Aeroespacial.

O workshop foi aberto pelo diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Carlos Gurgel, que deu as boas vindas à comitiva japonesa e aos universitários e pelo chefe do Laboratório de Plasma do Instituto de Física da UnB, José Leonardo Ferreira. Em sua palestra o professor da Universidade de Tóquio, Shinichi Nakasuka, apresentou um panorama das atividades com micro, nano e pico satélites desenvolvidas em seu país, bem como as suas aplicações práticas.

Capacitação

Docente na Universidade de Wakayama, Hiroaki Akiyama, falou sobre a colaboração em educação em ciências espaciais e a formação de pessoal entre Brasil e Japão. Esse tema também foi abordado na apresentação do pesquisador Eriko Yamamoto, da Next-generation Space System Tecnology Research Association.

As palestras apresentam projetos recentes em micro/nano/pico satélites produzidos no Japão e na UnB, discutindo possíveis aplicações práticas e possibilidades de cooperação na formação de recursos humanos e investigação científica nesta área.

As Atividades em Microssatélites e Sistemas Espaciais na UnB foram apresentadas pela professora Chantal Cappelletti, que também desenvolve projetos na área espacial junto a AEB. Consta da pauta de discussões questões relevantes ao incremento de microssatélites, tais como infraestrutura de testes e integração, cooperação no segmento solo e espacial; intercâmbio de conhecimento sobre o emprego de tecnologia aeroespacial na prevenção de desastres naturais, como incêndios florestais e inundações, por exemplo, e monitoramento do território nacional.

Também foi objeto de observação no evento debate sobre a estratégia de pesquisa, desenvolvimento e testes de conceitos em ciências aeroespaciais no âmbito das instituições de ensino superior.

O workshop foi uma atividade dentro do contexto do memorando de entendimento assinado entre o Instituto de Educação sobre o Espaço do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Conjunto da Universidade de Wakayama e a Fundação Universidade de Brasília. O objetivo deste memorando é contribuir mutuamente para a pesquisa na prevenção de desastres e para compartilhar recursos humanos necessários à capacitação por meio do projeto Uniform.

Coordenação de Comunicação Social – (CCS/AEB)